
O trigo ocupa posição de destaque na alimentação global. Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o cereal responde por cerca de 20% das calorias e proteínas consumidas no planeta.
No Brasil, as perspectivas para a safra de 2026 apontam retração significativa. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção de trigo será 23,5% menor na comparação com o ano anterior. A estimativa decorre da combinação de fatores climáticos e econômicos que reduziu a área cultivada.
Como reflexo da menor oferta interna, as importações de trigo pelo Brasil deverão aumentar em 1,9 milhão de toneladas em 2027. O crescimento visa atender à necessidade de abastecimento do setor moageiro, de acordo com a projeção da Conab.

Segundo a Conab, a produção nacional de sorgo na safra 2025/2026 deve chegar a 7,62 milhões de toneladas, com alta de 24,9% em relação à temporada anterior. Goiás lidera com 1,7 milhão de toneladas.

A colheita do milho safrinha no Brasil alcançou 69,1% da área cultivada, conforme a Conab, com progresso também no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Contratos futuros na B3 fecharam em baixa, enquanto StoneX e USDA apresentam projeções próprias para as safras de milho e soja nos Estados Unidos.

A soja subiu no porto de Paranaguá e em praças do Paraná e de Mato Grosso na quarta-feira (05/08), com impulso atribuído a oscilações em Chicago. O trigo também valorizou no Paraná e no Rio Grande do Sul.

No dia 1º de julho entrou em vigor o Plano Safra 26/27, com recorde de R$ 610 bilhões disponibilizados no pacote de financiamento, dos quais R$525,1 bilhões (86%) são destinados à agricultura empresarial.

Não é novidade que o agronegócio brasileiro atravessa um momento desafiador. Soja, milho e algodão, pilares da nossa balança comercial, enfrentam preços pressionados e margens mais apertadas. Para quem se alavancou nos últimos anos, surfando no crédito farto e expansão acelerada, o cenário ficou ainda mais duro.