O avanço da fronteira agrícola brasileira e a consolidação do Mato Grosso como principal polo do agronegócio seguem atraindo investimentos e ampliando a presença de empresas ligadas ao comércio internacional no estado. Nesse cenário, a Timbro, maior plataforma de comércio exterior do Brasil, participa da edição 2026 do Global Agribusiness Festival Forum Farm Fair (GAFFFF), em Sorriso (MT), onde apresenta sua estratégia de crescimento no agronegócio brasileiro e novas frentes de atuação.
Fundada em 2010, a companhia tem ampliado sua presença nas principais cadeias produtivas do país, acompanhando a evolução do comércio exterior brasileiro e a crescente integração do agronegócio aos mercados globais. A Timbro dispõe de estrutura própria em diversos países atuando principalmente com operações voltadas à comercialização de commodities, importações para terceiros e soluções financeiras.
"O agronegócio brasileiro tem ampliado sua relevância no comércio internacional e, para acompanhar esse movimento, é fundamental estar próximo das regiões produtoras e dos mercados onde essas operações são estruturadas. A expansão da nossa presença física e a criação de novas frentes de negócios reforçam a estratégia da Timbro de oferecer uma plataforma completa para produtores e parceiros, integrando diferentes etapas do comércio exterior e ampliando o acesso a mercados globais", afirma Bruno Russo, fundador e vice-presidente da Timbro.
Como parte do movimento de aproximação com regiões estratégicas para o agronegócio, a empresa inaugurou em março deste ano um escritório em Cuiabá (MT). A nova estrutura amplia a presença da companhia no estado e fortalece o relacionamento com produtores e parceiros comerciais em uma das regiões mais relevantes para a produção agrícola brasileira.
"O Mato Grosso é o coração do agronegócio brasileiro e a Timbro está cada vez mais presente nesse território. Em 2024 iniciamos nosso programa de exportação de grãos e em 2026 superaremos a marca de 1.000.000 de toneladas exportadas, principalmente milho e soja. No GAFFFF, apresentamos também nossa mesa comercial dedicada a pulses (diferentes tipos de feijão como mungo verde, mungo preto e gergelim) porque sabemos que o produtor que diversifica, avança. E a Timbro é o canal dessa diversificação", destaca João Lima, sócio e head de Grãos e Algodão da Timbro.
A atuação da Timbro no Mato Grosso iniciou-se em 2015 com o Algodão, principal produto que permitiu a aproximação da empresa junto a produtores e cooperativas locais. Iniciando agora, em julho de 2026, sua 11ª safra de pluma brasileira, a empresa espera comercializar mais de 150 mil toneladas, com a maioria deste volume sendo originado no Estado.
A criação da frente de pulses amplia o portfólio agrícola da companhia com a comercialização de culturas de nicho com demanda crescente no mercado internacional. A iniciativa está alinhada à estratégia da Timbro de identificar oportunidades em cadeias com potencial de expansão e estruturar novas avenidas comerciais no agronegócio brasileiro.
Foi assim com a cultura do Café, onde a Timbro iniciou suas operações no ano passado, e neste ano inaugurou seu escritório em Guaxupé (MG) com o foco em estar próximo de uma das mais importantes regiões produtoras do país, estreitando laços diretamente com produtores e cooperativas que buscam um comprador sólido em mercado de alta volatilidade.
A Timbro também atua na exportação de proteínas congeladas, com operações de carne bovina e carne de frango para diversos mercados internacionais. "O Brasil é um dos principais fornecedores globais de proteínas, e a Timbro leva essa produção aos mercados consumidores por meio de uma plataforma integrada de comercialização, logística e soluções financeiras", afirma Pietro Costantino, sócio e head de Açúcar e Etanol da Timbro, responsável também pela área de proteínas congeladas.
No segmento sucroenergético, a companhia apresenta sua atuação na cadeia de biocombustíveis, um mercado que vem ganhando relevância no agronegócio brasileiro pela expansão da capacidade produtiva e pelo aumento da demanda. Para Pietro, o etanol de milho é uma das apostas mais sólidas do agronegócio brasileiro para os próximos anos, já que garante o abastecimento do mercado durante o ano todo. “A Timbro trabalha com cerca de 30 usinas e projeta 300 milhões de litros em 2026 de comercialização de etanol de milho e cana de açúcar. No GAFFFF, construímos as parcerias que vão mover esse mercado e mostramos que somos a trading brasileira que opera essa cadeia do início ao fim", ressalta.
Além das operações ligadas ao agronegócio, a Timbro também apresenta no GAFFFF sua atuação em importações para diferentes setores da economia. A companhia estrutura operações internacionais que envolvem diferentes categorias de produtos, apoiando empresas brasileiras no acesso a fornecedores e soluções disponíveis em mercados globais.
"A importação vai muito além do setor agrícola. Operamos com equipamentos industriais e insumos como molibdênio. Para o produtor e para o industrial brasileiro, a Timbro é a porta de entrada do mercado global, com estruturação tributária, inteligência logística e uma operação integrada que só uma plataforma com a escala que alcançamos consegue entregar", menciona Fernando Smith, sócio e head de importação de máquinas e equipamentos da Timbro.
Outra frente apresentada pela companhia envolve a importação de aeronaves executivas e agrícolas, segmento que integra a estratégia da Timbro de oferecer soluções para diferentes necessidades do agronegócio e de empresários que atuam em regiões com grande extensão territorial. "Nos últimos cinco anos, importamos 400 aeronaves. Hoje, estamos no ritmo de duas por semana. Sem aviação executiva, muitos negócios simplesmente não acontecem e o agro sabe disso. No GAFFFF, apresentamos também nosso serviço de barter: o produtor adquire a aeronave e paga com a própria safra", afirma Pedro Ferreira, head de importação de aeronaves da Timbro.
A atuação internacional permite à companhia interligar diferentes etapas do comércio exterior, desde a origem dos produtos até sua chegada aos mercados consumidores. Atualmente, cerca de 60% das operações da empresa possuem algum nível de relação com o mercado chinês, seja na origem ou no destino das commodities e produtos comercializados.
A participação no GAFFFF reforça a estratégia da Timbro de ampliar sua atuação no agronegócio brasileiro a partir de uma plataforma integrada de negócios, reunindo comercialização, importação, logística e soluções financeiras para diferentes cadeias produtivas.

A Tereos concluiu, em junho, uma operação de grande escala com o embarque de 75 mil toneladas de açúcar VHP (Very High Polarization) em um único navio com destino ao mercado chinês.

O petróleo recua pelo terceiro dia, diante do aumento do tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz e de sinais de um período menos agressivo entre EUA e Irã. O Brent caiu 1,20% para 70,71 dólares por barril e o WTI cedeu 1,25% para 67,72 dólares; o gás natural negociado em Amesterdão (TTF) avançou 0,52%, para 43 dólares por megawatt-hora. Uma fonte não identificada da Administração Trump afirmou que cerca de 10 milhões de barris por dia passam pelo Hormuz, conforme a Bloomberg, sugerindo que as capacidades do Irã para perturbar a circulação podem estar comprometidas. Saul Kavonic, analista da MST Marquee, disse que a pressão de baixa nos preços acompanha o fluxo maior pelo estreito combinado com a liberação de reservas estratégicas e uma demanda menor. A falta de novas agressões entre EUA e Irã também tem contribuído para o recuo. No radar, as negociações entre EUA e Irã devem entrar em um ritmo mais morno, pois a partir de 4 de julho começam as cerimônias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei, o que deverá prolongar-se por vários dias.

O texto trata da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China, de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12% dentro da cota e 55% adicional fora dela (total de 67% acima do limite). Mesmo com o fim de junho, a percepção é de que a cota está perto de ser preenchida, com o governo chinês baseando-se no que chega aos portos ao longo do ano. No cenário de 2026, as cargas enviadas no fim de 2025 e que chegam em 2026 influenciam o equilíbrio; dados até maio indicam 65,4% da cota já preenchidos, e a expectativa é de que importadores chineses retomem compras apenas em outubro, com parte das remessas de 2025 chegando à China apenas no começo de 2027. Diante desse cenário de demanda mais fraca e da perspectiva de fim de cota, frigoríficos brasileiros anunciaram medidas de ajuste. A Frigol, uma das cinco maiores do setor, vai conceder férias coletivas de 18 dias a quase mil funcionários da unidade de Água Azul do Norte (PA) a partir de....

A União Europeia decidiu excluir o Brasil da lista de países habilitados a exportar proteínas animais por não comprovar o uso adequado de antimicrobianos na produção. A formalização pela Comissão Europeia já ocorreu e a medida passa a valer em 3 de setembro. Mesmo assim, governo, indústria e entidades do agronegócio intensificam esforços para reverter a decisão, buscando demonstrar aos europeus que o Brasil possui mecanismos para cumprir as exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos.

O Índice de Preços do International Grains Council (IGC) subiu 3,0% em maio ante abril, segundo dados do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA). Entre os principais produtos, o trigo liderou as altas com 3,8%, seguido pelo arroz com 3,7% e pelo milho com 2,0%. Para a safra 2025/26, a previsão aponta produção mundial recorde, enquanto para 2026/27 indica uma queda de 3% na colheita global, devido à menor produção nos países exportadores. No milho, a produção estimada para 2025/26 é de 1.329 milhões de toneladas, com recuo de 2% em 2026/27 por redução da área plantada e da produtividade. O arroz manteve a tendência de alta, puxado pela menor disponibilidade no Vietnã e pela oferta restrita na Tailândia; a variedade Thai 5% Broken teve alta de 8,5%. A soja ficou mais cara, sustentada pelo aumento dos preços de energia e pela valorização dos óleos vegetais nos EUA, com impactos também no Brasil e na Argentina. Já o açúcar subiu 3,4% em maio, devido às previsões de queda na produção por el Niño, especialmente na Índia, Tailândia e Brasil; além disso, a opção de fábricas brasileiras por desviar cana para etanol reduziu a oferta de açúcar para exportação, elevando os preços internacionais. Fonte: Inforpress.