Milho SCS157 Prodígio: cultivar de polinização aberta para agricultura familiar com alta produtividade e resistência à seca, até 195 sacas/ha
AgriculturaA Granja·Publicado em 20/02/2026·4 mins de leituraGrátis

Milho SCS157 Prodígio: cultivar de polinização aberta para agricultura familiar com alta produtividade e resistência à seca, até 195 sacas/ha

Nova cultivar de milho SCS157 Prodígio promete alta produtividade e resistência para agricultura familiar.

Milho SCS157 Prodígio: cultivar de polinização aberta para agricultura familiar com alta produtividade e resistência à seca, até 195 sacas/ha

Nova variedade de milho da Epagri promete mais produtividade e resiliência para a agricultura familiar em SC

Cultivar SCS157 Prodígio foi desenvolvido para oferecer maior estabilidade de produção, redução de custos e melhor adaptação a estresses climáticos no Sul do país.


A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentou nesta semana o SCS157 Prodígio, novo cultivar de milho direcionado à agricultura familiar. A novidade foi lançada durante o Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, e chega como alternativa voltada a pequenos produtores que buscam produtividade, rusticidade e segurança diante das variações climáticas.

Desenvolvido desde 2012 no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, o SCS157 Prodígio passou por avaliações em diferentes condições de solo e clima no Sul do Brasil. O objetivo foi garantir ampla adaptação e desempenho consistente em cenários de maior risco, como períodos de estiagem e eventos climáticos adversos.

Produtividade acima do cultivar anterior e bom desempenho na primeira safra

De acordo com os resultados apresentados, o SCS157 Prodígio superou em cerca de 10% o rendimento do SCS155 Catarina, cultivar que era um dos destaques anteriores da instituição. A média de produtividade atinge 9,9 toneladas por hectare (aproximadamente 165 sacas), com potencial de alcançar até 195 sacas em condições favoráveis.

O material também foi descrito como uma opção com boa homogeneidade de lavoura, baixo índice de acamamento e melhor desempenho na primeira safra, predominante no Sul. Esses fatores tendem a favorecer o planejamento da propriedade e a previsibilidade de colheita, aspecto considerado estratégico para a sustentabilidade econômica de pequenas áreas.

Indicador SCS157 Prodígio Destaque do lançamento Ganho de rendimento vs. cultivar anterior ~10% Mais produção na mesma área Média de produtividade 9,9 t/ha (≈ 165 sacas) Desempenho consistente em testes Potencial em condições favoráveis Até 195 sacas Maior teto produtivo Comportamento agronômico Boa homogeneidade e baixo acamamento Facilita manejo e colheita

Resistência à estiagem e tolerância a doenças podem reduzir custos

Além do ganho de produtividade, a Epagri destacou a rusticidade do novo cultivar e sua maior resistência à estiagem e a eventos climáticos adversos. Em um contexto de mudanças no regime de chuvas e maior imprevisibilidade do tempo, a estabilidade produtiva é vista como elemento decisivo para reduzir perdas e proteger a renda da família no campo.

Outro ponto enfatizado foi a tolerância a doenças, incluindo o complexo de enfezamentos associado à cigarrinha-do-milho. Em muitos cenários, segundo a apresentação do material, o uso de fungicidas pode não ser necessário, o que tende a contribuir para redução de custos de produção e simplificação do manejo, especialmente em propriedades com menor acesso a insumos.

Em destaque: a combinação de produtividade, resiliência climática e tolerância a doenças posiciona o SCS157 Prodígio como alternativa para aumentar a segurança produtiva em pequenas propriedades.

Milho de polinização aberta: opção não transgênica e com reaproveitamento de sementes

O SCS157 Prodígio é classificado como variedade de polinização aberta (VPA). Isso significa que o material não é transgênico e permite o reaproveitamento de sementes, característica valorizada por agricultores familiares que buscam autonomia e maior previsibilidade de custos ao longo das safras.

A proposta é oferecer uma alternativa mais acessível, sem abrir mão de performance agronômica. Com isso, a Epagri reforça a estratégia de impulsionar a inovação voltada às demandas do pequeno produtor, contemplando desde produtividade e sanidade da lavoura até a viabilidade econômica no dia a dia.

  • Não transgênico, atendendo perfis de produção que buscam esse tipo de material.

  • Sementes reaproveitáveis, ampliando a autonomia do agricultor familiar.

  • Foco em custo-benefício, com possibilidade de reduzir gastos com manejo em determinados cenários.

  • Adaptação regional, testada em diferentes ambientes do Sul do Brasil.

Disponibilidade e orientação técnica para adoção no campo

As sementes do novo cultivar são comercializadas por empresa autorizada, e os produtores podem buscar orientação técnica nos escritórios municipais da Epagri para avaliar a adoção da tecnologia conforme as condições locais. A recomendação é que cada propriedade considere fatores como época de plantio, histórico de pragas e doenças, manejo de solo e disponibilidade hídrica para tirar melhor proveito do potencial do material.

Durante o lançamento, autoridades e representantes ligados ao setor destacaram que a inovação fortalece a sustentabilidade econômica das pequenas propriedades, ao ampliar a rentabilidade e a segurança produtiva em um cenário marcado por maior instabilidade climática.


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