
A cotação da soja no mercado interno brasileiro sofreu uma queda significativa na terceira semana de janeiro. Este movimento é impulsionado por dois fatores principais: a desvalorização do dólar frente ao real e a expectativa de uma safra recorde no Brasil.
A valorização do real em relação ao dólar encarece o produto brasileiro para importadores, resultando em um menor volume de negociações internacionais. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa situação diminui a competitividade da soja brasileira no mercado global, impactando negativamente os prêmios de exportação.
Além dos desafios cambiais, as projeções para uma colheita recorde em 2024 trazem pressões adicionais. Agricultores e compradores mostram-se cautelosos, postergando aquisições na expectativa de preços ainda mais baixos nas semanas subsequentes.
Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelam que até 17 de janeiro, 3,2% das áreas cultivadas com soja foram colhidas, superando o ritmo do mesmo período na safra anterior, que registrava apenas 1,2%. Este avanço na colheita aumenta a oferta interna, pressionando ainda mais as cotações para baixo.
A combinação de um câmbio menos favorável e uma oferta crescente tornou os embarques da soja brasileira menos atraentes. Tal situação afeta a rentabilidade dos produtores e aumenta a incerteza no mercado.
Diante desse cenário adverso, muitos agricultores adotam uma postura estratégica de espera. Estão atentos às oscilações cambiais e às possíveis novas movimentações da demanda internacional, procurando momentos mais favoráveis para a comercialização.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.