
O cenário agrícola brasileiro está passando por uma transformação significativa, com um crescimento destacado no uso de bioinsumos. Estes produtos, que incluem agentes biológicos, microbiológicos e bioquímicos, estão se integrando cada vez mais nas práticas de manejo agrícola, substituindo defensivos químicos.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, 2025 foi um ano marcante, registrando o maior volume de bioinsumos já liberados, com 162 novos registros em um total de 912. Isso evidencia uma mudança estrutural no manejo fitossanitário das lavouras.
Ao contrário dos defensivos químicos, cujo uso nem sempre acompanha o número de registros, os bioinsumos estão sendo adotados em ritmo crescente. Estima-se que mais de 30% da área de soja do Brasil já utiliza esses produtos, seja no tratamento de sementes, solo ou em aplicações foliares.
O sucesso do uso de bioinsumos tem atraído investimentos significativos de grandes indústrias, cooperativas e startups. A agricultura de cana-de-açúcar já consolidou o uso de agentes biológicos para o controle de pragas, enquanto em culturas como milho, algodão e café, a adoção está crescendo.
Essa tendência também se reflete no mercado, que está crescendo a taxas de 15% a 20% ao ano, superando o crescimento global do mercado de defensivos químicos. As empresas brasileiras estão investindo em desenvolvimento e produção de bioinsumos dentro das propriedades, buscando reduzir custos e aumentar a resiliência das lavouras.
Embora o uso de bioinsumos esteja em expansão, os especialistas apontam que ainda existe um potencial significativo para crescimento. Em muitas regiões, esses produtos são usados de forma pontual. Entretanto, seu uso mais amplo e integrado pode potencializar resultados, maximizando a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.
Para os produtores, o interesse em bioinsumos não se limita apenas aos benefícios ambientais. Com a crescente resistência de pragas e os altos custos dos defensivos químicos, eles se tornaram uma ferramenta econômica e técnica essencial, preservando a eficiência dos insumos tradicionais e aumentando a longevidade dos sistemas produtivos.
Com o avanço das tecnologias de aplicação e um portfólio cada vez maior de produtos disponíveis, o uso de bioinsumos tende a se intensificar nos próximos anos. O desafio agora é a capacitação dos produtores e a integração eficaz dessas soluções nas práticas agrícolas, levando em conta o clima, o solo e a história de cada área.
Para o agronegócio brasileiro, os bioinsumos deixaram de ser apenas uma promessa. Eles estão firmemente enraizados no campo, exercendo um papel estratégico na produtividade, no custo e na sustentabilidade.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.