
São Paulo, Brasil – A parceria científica entre o Brasil e a China deu um passo significativo com o início de um intercâmbio tecnológico focado na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. Esta colaboração envolve a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) e o Departamento de Zootecnia e Tecnologia da Universidade de Agricultura da China, uma das instituições mais respeitadas no ensino agrícola do país asiático.
Entre os dias 9 e 17 de janeiro, professores brasileiros realizaram visitas a universidades, centros de pesquisa e fazendas na China, especializadas em cria, recria e engorda de asininos. Durante esta missão, foram compartilhadas com estudantes e pesquisadores chineses as inovações alcançadas no Brasil em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino, especialmente desenvolvidas no semiárido nordestino.
Para o professor Jorge Lucena, da UFAPE, a visita destacou o vigor econômico da atividade. "Na China, a cadeia produtiva do leite é essencial para a sustentação da cadeia de carne, fornecendo machos e fêmeas para abate, semelhante ao que ocorre com bovinos no Brasil", comentou Lucena. "As fazendas utilizam tecnologias avançadas de ordenha, contribuindo para a sustentabilidade da população de asininos."
O professor Gustavo Ferrer Carneiro, da UFRPE, observou que o intercâmbio é fundamental para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. "Esse intercâmbio é crucial para superar desafios reprodutivos e para o avanço de uma nova cadeia produtiva sustentável da asininocultura no Brasil", afirma Carneiro.
A agenda técnica incluiu trocas de experiência em biotecnologias reprodutivas, como congelamento de sêmen e produção de embriões via ICSI, além de diferentes sistemas de ordenha com capacidades variando de 50 a 500 litros diários. Para os pesquisadores, esta cooperação reforça o papel da ciência brasileira no desenvolvimento de modelos produtivos economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis.
Este avanço é visto como uma oportunidade para ambos os países expandirem suas fronteiras científicas e econômicas na asininocultura, fortalecendo a base tecnológica que sustenta novas práticas e promove avanços significativos na produtividade e eficiência do setor. Conforme estas iniciativas se desenvolvem, espera-se que impactem positivamente a economia e o avanço científico tanto no Brasil quanto na China, estabelecendo um novo patamar de colaboração internacional em agricultura e manejos sustentáveis.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.

O engenheiro agrônomo Ubirajara Garcia Fontoura destaca a importância de adaptar tecnologias à realidade local dos produtores no Rio Grande do Sul, em vez de simplesmente importá-las de outras regiões. Em entrevista ao podcast Diálogos Cotrisul, Fontoura ressalta que os maiores ganhos de produtividade no Brasil ocorreram com a validação e adaptação do conhecimento científico às condições específicas de solo, clima e manejo, com envolvimento direto dos produtores. Ele enfatiza o solo como ativo estratégico e as práticas de rotação de culturas e sistemas integrados como fundamentais para a resiliência das lavouras. A entrevista, disponível no canal da Cotrisul no YouTube, sublinha o papel das cooperativas na conexão entre pesquisa e produtor.