
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) promove, nos dias 27, 28 e 29 de janeiro, a Parceria Educacional 2026, um encontro em Cuiabá que reúne cerca de 900 participantes, incluindo instrutores, técnicos e prestadores de serviços vinculados à instituição. O evento acontece no Cenarium Rural, com o objetivo de alinhar e capacitar profissionais do setor rural, elevando a qualidade das ações do Senar MT.
Durante os três dias de programação, serão trabalhadas diretrizes pedagógicas, metodológicas e operacionais através de palestras, formações e apresentações técnicas.
A iniciativa visa fortalecer a educação rural e impactar positivamente produtores, trabalhadores rurais e suas famílias, que são assistidos pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar MT.
Na abertura, Vilmondes Tomain, presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), ressaltou a responsabilidade do Senar MT em retornar ao produtor rural os recursos investidos através de serviços eficientes e de qualidade.
Vocês são, na prática, a presença do Sistema Famato, sobretudo do Senar MT, dentro das propriedades e comunidades. É por meio do trabalho de vocês que o conhecimento vira resultado, orientação vira decisão melhor e metodologia vira transformação de verdade.
Tomain também destacou o compromisso em elevar o padrão das entregas, com consistência, qualidade técnica e segurança, sempre focando no produtor rural.
A Parceria Educacional impacta produtores e trabalhadores rurais ao melhorar a transferência de conhecimento, fortalecer a ATeG e contribuir para o desenvolvimento sustentável e qualidade de vida no campo.
A Comissão Famato Mulher teve um papel relevante no evento, conforme destacou Luciana Tomain, presidente da comissão, que afirmou a importância do reconhecimento das mulheres como produtoras rurais, fortalecendo suas participações e o desenvolvimento das propriedades.
Adelino Pinto Ferreira Júnior, instrutor de Barra do Garças, enfatizou a importância da conexão entre diretoria e executores, enquanto utilizava palestras teatralizadas para abordar temas de segurança do trabalho, qualidade de vida e planejamento financeiro.
Já a instrutora Crisler Keler, que participa pela primeira vez da Parceria Educacional, ressaltou a importância do evento para o alinhamento e qualificação profissional, destacando a necessidade de tempo de qualidade para refletir sobre as entregas realizadas.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.

O engenheiro agrônomo Ubirajara Garcia Fontoura destaca a importância de adaptar tecnologias à realidade local dos produtores no Rio Grande do Sul, em vez de simplesmente importá-las de outras regiões. Em entrevista ao podcast Diálogos Cotrisul, Fontoura ressalta que os maiores ganhos de produtividade no Brasil ocorreram com a validação e adaptação do conhecimento científico às condições específicas de solo, clima e manejo, com envolvimento direto dos produtores. Ele enfatiza o solo como ativo estratégico e as práticas de rotação de culturas e sistemas integrados como fundamentais para a resiliência das lavouras. A entrevista, disponível no canal da Cotrisul no YouTube, sublinha o papel das cooperativas na conexão entre pesquisa e produtor.