
A SLC Agrícola informou que pretende ampliar de forma significativa sua área irrigada nos próximos anos, ao mesmo tempo em que atualizou suas posições de hedge e o nível de comercialização antecipada de soja para a safra 2026/27.
Em comunicado ao mercado, a companhia anunciou a intenção de ampliar sua área irrigada em 206,7% nos próximos anos, movimento que reforça a estratégia de ganho de estabilidade produtiva e eficiência no uso de recursos.
Atualmente, a empresa mantém 19.061 hectares irrigados. Para a safra 2026/27, o plano prevê a adição de 6.677 hectares, elevando a base irrigada já no curto prazo.
Além dessa expansão inicial, a SLC indicou a intenção de incorporar outros 32.723 hectares em etapas posteriores, o que levaria a área total irrigada para 58.461 hectares. A empresa, contudo, não detalhou um prazo para a conclusão de todo o projeto de ampliação.
Destaque: A meta anunciada é levar a irrigação a 58.461 hectares, consolidando um salto na infraestrutura agrícola e na previsibilidade operacional.
A ampliação de áreas irrigadas tende a estar associada a maior controle sobre riscos climáticos, melhor aproveitamento de janelas de plantio e colheita e potencial de padronização de resultados em regiões sujeitas a variações de chuva. No caso de grandes operações, como a da SLC, a expansão pode também apoiar o planejamento de longo prazo e a gestão de custos em um cenário de volatilidade de insumos e preços de commodities.
Redução de risco climático: menor dependência de irregularidade de chuvas.
Estabilidade produtiva: maior consistência no desempenho das lavouras.
Eficiência operacional: mais previsibilidade para planejamento agrícola.
Estratégia de crescimento: apoio à expansão sustentável da produção.
No mesmo comunicado, a SLC Agrícola informou a atualização de suas posições de hedge para as safras 2025/26 e 2026/27. Esse tipo de mecanismo é utilizado como proteção contra oscilações de preços e do câmbio, elemento especialmente relevante para o agronegócio brasileiro, que opera em um ambiente sensível à dinâmica global.
A empresa também relatou que já comercializou 19,4% da produção estimada de soja para a safra 2026/27, indicando um ritmo de vendas antecipadas que pode contribuir para o equilíbrio de caixa e para a gestão de riscos de mercado.
Além disso, 16,8% do volume previsto está comprometido com pagamentos de títulos fixados em dólar e com operações de hedge natural relacionadas a pagamentos de terras e arrendamentos atrelados a sacas de soja.
Em resumo: parte da soja projetada para 2026/27 já está destinada a compromissos financeiros e a estratégias de proteção vinculadas a dólar e contratos em sacas.
O comunicado trouxe ainda uma atualização sobre o valor das propriedades da empresa. Conforme a avaliação mais recente, o preço médio do hectare agricultável avançou 1%, alcançando R$ 59.534.
Com esse ajuste, o portfólio de terras passou de R$ 13,4 bilhões em 2025 para R$ 13,5 bilhões em 2026.
A SLC também esclareceu que os cálculos consideram apenas o valor da terra nua, sem incluir estruturas como prédios, instalações, benfeitorias ou maquinário, ponto importante para a leitura correta da avaliação patrimonial.
Indicador Valor informado Área irrigada atual 19.061 hectares Acréscimo previsto na safra 2026/27 6.677 hectares Incorporação prevista nos anos seguintes 32.723 hectares Área irrigada projetada 58.461 hectares Soja já comercializada (safra 2026/27) 19,4% Volume comprometido (títulos/hedge natural) 16,8% Preço médio do hectare agricultável R$ 59.534 (+1%) Portfólio de terras (2025 → 2026) R$ 13,4 bi → R$ 13,5 bi
A combinação entre ampliação de irrigação, atualização de instrumentos de proteção financeira e acompanhamento da valorização de terras reforça a estratégia de longo prazo da companhia em um setor marcado por variação climática e volatilidade de preços.
Com a meta de elevar a irrigação para 58.461 hectares, a SLC Agrícola sinaliza um plano robusto de investimento em tecnologia e infraestrutura. Ainda assim, o mercado deve acompanhar os próximos comunicados para entender o cronograma, a execução por etapas e como a expansão se conectará às decisões comerciais e financeiras previstas para as próximas safras.
Conteúdo reescrito a partir de informações publicadas na imprensa em 15/06/2026.

No dia 1º de julho entrou em vigor o Plano Safra 26/27, com recorde de R$ 610 bilhões disponibilizados no pacote de financiamento, dos quais R$525,1 bilhões (86%) são destinados à agricultura empresarial.

Não é novidade que o agronegócio brasileiro atravessa um momento desafiador. Soja, milho e algodão, pilares da nossa balança comercial, enfrentam preços pressionados e margens mais apertadas. Para quem se alavancou nos últimos anos, surfando no crédito farto e expansão acelerada, o cenário ficou ainda mais duro.

Minas Gerais é o segundo maior produtor de feijão do Brasil, ficando atrás apenas do Paraná, e deve colher cerca de 514,1 mil toneladas na safra 2025/26. Além do volume expressivo, o Estado se destaca por produzir três safras anuais — a safra das águas, a safra da seca e o feijão irrigado — demonstrando adaptação tecnológica. Nesse contexto, MG sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisa do Feijão (Conafe), de 27 a 29 de maio, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte.

Resumo: Os futuros de café encerraram a semana em alta nos pregões da NY e de Londres, com ganhos próximos a 2% e 2,7%, respectivamente, impulsionados por uma correção técnica após as fortes quedas da semana anterior. O recuo dos estoques certificados, de cerca de 650 mil para 600 mil sacas, em patamar historicamente baixo, atuou como suporte aos preços no curto prazo. O atraso da colheita brasileira manteve o mercado de arábica relativamente apertado, com a colheita até o momento em cerca de 14% frente a uma média histórica de 21%.

O governo lançou o Plano Safra 2026-2027, reservando 525,1 bilhões de reais para a agricultura empresarial. O crédito para produtores familiares também será oferecido, mas o valor não foi divulgado até o momento.