
VACARIA, RS — A Rasip Agro, unidade da RAR Agro & Indústria, anunciou expectativas de colher aproximadamente 55 mil toneladas de maçãs na safra de 2026. Este volume representa um aumento de cerca de 30% em relação aos 42 mil toneladas de 2025, ano em que desafios climáticos impactaram negativamente a produção.
Do total estimado, entre 15% e 20% é destinado ao mercado externo, reforçando a presença da empresa no comércio global. A estratégia de exportação inclui mercados na Índia, Irlanda, Inglaterra, Holanda, Portugal, Rússia, e Bangladesh, além de uma expansão planejada para o Oriente Médio, Malásia, Indonésia e Taiwan.
A produção de 2026 será composta por 75% de variedades do grupo Gala, incluindo o exclusivo clone Belgala, e 25% do grupo Fuji. Segundo Celso Zancan, diretor da Rasip Agro, o clone Belgala proporciona coloração vermelho intenso desde as fases iniciais, promovendo crocância e dulçor ao produto. A produção nacional será fortalecida pela comercialização dessa variedade.
Localizada nos Campos de Cima da Serra, a Rasip Agro possui cerca de 1,5 mil hectares de pomares em Vacaria. Para a colheita de 2026, estima-se a criação de aproximadamente 2.500 postos de trabalho com carteira assinada, impulsionando a economia local.
"A projeção de colher cerca de 55 mil toneladas de maçãs na safra de 2026 confirma a evolução consistente da nossa operação, resultado de investimentos em tecnologia, manejo e genética," afirma Sergio Martins Barbosa, presidente executivo da RAR Agro & Indústria. "O crescimento e a exportação de até 20% da produção destacam a qualidade da maçã de Vacaria e a competitividade da Rasip Agro no mercado internacional."
A estratégia da Rasip Agro continua voltada para a diversificação de mercados, evidenciando seu compromisso com a qualidade e inovação na produção de maçãs.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.