
O Rio Tocantins, fundamental para a logística no Maranhão e no Pará, enfrenta um conflito entre iniciativas de desenvolvimento e a preservação ambiental. O projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço, que envolve a explosão de rochas para criar um canal de navegação, permanece no centro das discussões.
Nos últimos anos, especialmente ao longo de 2025 e início de 2026, foi observado um aumento significativo no tráfego de barcaças carregadas de soja. Esse crescimento foi impulsionado pela concessão de uma licença de operação em dezembro de 2024 para as eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que permitem a travessia de grandes embarcações na barragem.
| Ano | Volume de Soja Transportado |
|---|---|
| 2025 | 75 mil toneladas |
| 2023/2024 | Tráfego quase inexistente |
A região do Pedral do Lourenço abriga em torno de 3.000 habitantes distribuídos por 25 comunidades ribeirinhas, que dependem do rio para seu sustento. As rochas do Pedral servem como abrigo para espécies de peixes nobres, como o tucunaré e o mapará, muito valorizados nos mercados locais.
Um problema adicional surgiu com o tráfego internacional de barcaças: a disseminação do mexilhão-dourado, um molusco invasor que prejudica as pedras, emitindo mau cheiro durante a seca e representando um risco para os pescadores.
O governo federal defende o projeto de derrocamento do Pedral do Lourenço como um empreendimento "transformador", visando permitir a navegação contínua ao longo do ano e otimizar o transporte de cargas até o Porto de Vila do Conde, no Pará.
No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) busca bloquear as explosões na Justiça, citando os impactos adversos sobre as comunidades locais. Uma decisão recente da Justiça Federal autorizou o andamento do projeto, mas com a condição de que indenizações sejam pagas imediatamente aos ribeirinhos afetados.

Resumo: As chuvas do inverno amazônico dificultam a colheita de açaí nos municípios ribeirinhos, levando a uma redução de cerca de 40% na oferta em Macapá e impactando produtores, batedores e consumidores. O tempo chuvoso dificulta o acesso às áreas de colheita e o transporte do fruto até a capital, chegando a reduzir a produção pela metade em dias de chuva (ex.: 180 latas frente a 400–500 em tempo bom). Em Macapá, muitas batedeiras estão sem funcionar por falta de produto; o litro varia entre R$ 20 e R$ 30. A oscilação diária de preços é evidente, com variações entre R$ 18, R$ 25 e até R$ 30, o que preocupa quem depende do fruto para sobrevivência. Adrison Pacheco Pereira comenta que é preciso pagar melhor para conseguir trazer o açaí; Antônio Alves dos Santos destaca o desemprego entre batedores; Andréa de Ataíde confirma o aumento para cerca de R$ 26 por litro; e Rony Gonçalves observa a oscilação diária de preços. A associação de batedores e produtores alerta para a necessidade de soluções para manter a atividade.

O Instituto Desenvolve Pecuária e o Sicadergs lançam a campanha de valorização da carne gaúcha, com o Fundo de Promoção da Carne Gaúcha, apresentado na Abertura da Colheita do Arroz. A presidente Antonia Scalzilli ressalta que a carne do RS possui valor agregado por ser oriunda de raças britânicas, do bioma Pampa e por responsabilidade ambiental e sanitária, devendo ser vendida como uma experiência de churrasco, não como commodity. O Fundocarne é privado e gerido por pecuaristas e indústrias, com recursos destinados a projetos de promoção. A meta é promover a carne gaúcha no RS e em outros mercados brasileiros, destacando seus diferenciais em relação ao restante do país. O presidente-executivo do Sicadergs, Ronei Lauxen, afirma que o objetivo é unir o setor, retomar o protagonismo da pecuária gaúcha e ampliar as exportações, incluindo a busca por novos mercados. Há ainda a aspiração de aumentar a produtividade industrial e discutir soluções para melhorar o ambiente de negócios. Fonte: Correio do Povo.

Sumário: Rumo (RAIL3) tem valorização expressiva impulsionada por volumes recordes de transporte no início de 2026. Analistas avaliam que a alta pode ter ido além dos fundamentos no curto prazo e pedem cautela. O JP Morgan atribui o rali ao crescimento de 55% dos volumes de janeiro vs. o ano anterior, aliado a uma posição vendida relevante no papel. A instituição projeta transporte de 91,1 bilhões de RTK em 2026, alta de 8%, sustentado pela safra agrícola forte. Tarifas ferroviárias pressionadas continuam a preocupar o cenário.

Estão abertas as inscrições para o Dia de Campo na Fazenda Lagoa dos Currais, em Cordisburgo (MG), que será realizado no próximo dia 6. O evento faz parte do programa Dias de Campo, parceria entre Baldan e Embrapa, com o objetivo de disseminar conhecimento técnico, boas práticas e soluções para aumentar a produtividade de forma sustentável. Produtores rurais, pecuaristas, técnicos, consultores, estudantes e demais profissionais do agro poderão acompanhar conteúdos sobre Integração Lavoura-Pecuária, manejo do solo, recuperação de pastagens, consórcios forrageiros, desempenho animal e uso de máquinas e implementos, com foco na realidade da região central de Minas Gerais. A inscrição custa R$ 50,00 e será doada para a Champ1 Research Foundation, com inscrições pelo link do Google Forms.

Resumo: O mercado do boi gordo permanece firme para fevereiro, com oferta de boiadas mais enxuta e demanda aquecida, sustentando um patamar de exportação recorde no início do ano, especialmente para China e EUA, além de bom consumo interno. Em São Paulo, o boi gordo subiu R$2,00/@, o boi China ficou estável porém com negócios acima da referência, e vaca/novilha estáveis. Minas Gerais registrou oferta reduzida com altas generalizadas: Triângulo Mineiro (+R$3,00/@), Belo Horizonte (+R$2,00/@ para boi gordo e vaca; +R$3,00/@ para a novilha), Norte (+R$3,00/@ boi gordo; +R$2,00/@ vaca; +R$5,00/@ novilha) e Sul (+R$5,00/@ para boi gordo e novilha; vaca estável). O indicador “boi China” avançou R$5,00/@ em relação a ontem. No acumulado, a exportação de carne bovina in natura atingiu 136,8 mil toneladas até a segunda semana de fevereiro, com média diária de 13,6 mil t e preço médio de US$ 5,6 mil por tonelada, 13,5% acima do mesmo período de 2025. (Autores: Pedro Gonçalves e Gustavo Duprat)