
Com 98% da área projetada já semeada, as lavouras de soja no Rio Grande do Sul apresentam um bom desenvolvimento e alto potencial produtivo. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a floração, que se encontra em estágio inicial, representa 7% das lavouras estabelecidas, com uma expectativa de cultivo atingindo 6,7 milhões de hectares e produtividade média estimada em 3.180 kg/ha.
As lavouras estão, em geral, em boas condições, com estandes adequados, apesar de algumas ocorrências isoladas de mortalidade de plântulas e estandes abaixo do ideal em áreas semeadas mais tardiamente. O manejo fitossanitário enfrenta desafios principalmente no controle de plantas invasoras. As condições climáticas atuais têm sido favoráveis para o desenvolvimento da soja, sem relatos significativos de doenças, apenas casos pontuais de ferrugem-asiática que continuam sob monitoramento. Ainda, o surgimento de insetos-praga, como lagartas e percevejos, requer atenção constante, principalmente nas lavouras em fase de transição para o estágio reprodutivo.
O tempo estável beneficiou a colheita do milho em várias regiões, com uma área estimada de 785 mil hectares e uma produtividade média de 7.370 kg/ha. Ainda que algumas áreas apresentem grãos com umidade elevada, a colheita prossegue para liberar áreas para o plantio da soja. Em muitas localidades, a produtividade é considerada satisfatória, enquanto o estado fitossanitário das lavouras permanece muito bom.
A colheita do milho para silagem também está progredindo no estado, com uma área destinada de 366.067 hectares e produtividade estimada em 38.338 kg/ha. As condições climáticas recentes garantem um bom desempenho das plantações. Em diversas regiões, produtores já estão reintroduzindo o milho ou destinando áreas para pastagens.
O plantio do arroz também atingiu 98% da área planejada. Sob a estimativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a área é de 920 mil hectares com produtividade prevista de 8.752 kg/ha. As lavouras apresentam excelente estado fitossanitário e níveis adequados de água, avançando em desenvolvimento vegetativo com áreas precoces já em floração e enchimento de grãos.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.