
Uma pesquisa inovadora liderada pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia revelou um gene capaz de aumentar a resistência do amendoim contra estresses ambientais e biológicos. Este progresso promete transformar a produtividade das lavouras, reduzindo perdas e melhorando a previsibilidade durante a safra.
Localizado em espécies silvestres de amendoim, este gene tem o potencial de fortalecer os mecanismos de defesa naturais contra seca, nematoides e doenças fúngicas, fatores que impactam diretamente a produtividade da cultura no Brasil.
Priming de Defesa
O estudo mostrou que o gene atua através do priming de defesa, permitindo à planta uma reação mais rápida e eficiente sob condições adversas. Com isso, espera-se lavouras mais confiáveis, com menos variabilidade na produção e menores perdas ao longo do ciclo agrícola, mesmo em ambientes com elevada pressão climática ou sanitária.
Este avanço ocorre em um momento crítico, quando os produtores enfrentam custos crescentes, margens apertadas e incertezas climáticas cada vez maiores. A diminuição dos riscos agronômicos influencia diretamente as decisões no campo, desde a escolha do manejo até o planejamento da colheita.
Impactos no Planejamento Financeiro
Especialistas destacam que, além do ganho produtivo, as lavouras mais resistentes terão impactos significativos no planejamento financeiro das safras. Empresas que fornecem soluções financeiras para o agronegócio apontam que tal resiliência contribui para uma gestão mais eficiente do custeio e do fluxo de caixa.
Romário Alves, CEO da Sonhagro, ressalta: “Quando o risco produtivo diminui, o produtor consegue planejar melhor os custos, organizar o fluxo financeiro e tomar decisões de investimento com mais segurança.”
A expectativa é que avanços científicos ampliem a competitividade da cultura do amendoim no país, especialmente em um cenário de mudanças climáticas mais frequentes. A combinação entre pesquisa genética, práticas agronômicas e planejamento financeiro surge como uma estratégia essencial para sustentar a produção no médio e longo prazo.
Para o setor agrícola, a incorporação de tecnologias que minimizem a exposição a perdas reforça a importância de decisões baseadas em previsibilidade, tanto no campo quanto na gestão econômica da atividade rural.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.