
O Governo do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), realiza em Viana uma palestra de apresentação do Programa de Embriões Bovinos produzidos in vitro, referente ao Edital PIVE 2025. A iniciativa é exclusiva para produtores de leite capixabas e tem como foco ampliar o acesso à genética de alta qualidade, promovendo melhoramento genético do rebanho leiteiro e contribuindo para elevar a produtividade no campo.
De acordo com a Seag, a proposta busca tornar a cadeia do leite no Estado mais eficiente, sustentável e competitiva, com ganhos diretos em desempenho produtivo, melhor uso de recursos e fortalecimento da atividade em propriedades de diferentes portes.
Durante o encontro, serão detalhados os critérios do edital, os requisitos de participação e os procedimentos de inscrição. A programação também abordará a importância do melhoramento genético como ferramenta estratégica para o aumento da produção e da rentabilidade, especialmente em um cenário em que custos e eficiência têm papel decisivo na sustentabilidade da pecuária leiteira.
“O Edital PIVE 2025 amplia o acesso dos produtores, especialmente os pequenos e médios, a uma genética superior, permitindo rebanhos mais produtivos e eficientes. Estamos investindo em tecnologia e inovação para fortalecer a cadeia do leite, aumentar a renda no campo e garantir mais competitividade ao Espírito Santo.”
Enio Bergoli, secretário de Estado da Agricultura
A Seag destaca que o investimento em genética tem efeitos consistentes no médio e longo prazo, com impactos que vão além do volume de leite produzido. Entre os resultados esperados estão melhoria da eficiência do rebanho, maior longevidade dos animais e avanços na sustentabilidade da atividade, ao tornar o sistema mais produtivo por animal e mais racional no uso de recursos.
A gerente de Pecuária da Seag, a médica-veterinária Michele Bastos, reforça que o melhoramento genético é uma das alavancas mais relevantes para fortalecer a pecuária leiteira capixaba. Segundo ela, o programa envolve embriões bovinos produzidos in vitro e sexados para fêmea, o que favorece a formação e reposição de plantel com foco em produção leiteira.
“Ao investir em genética de qualidade, o produtor melhora a eficiência, a produtividade, a longevidade e a sustentabilidade da atividade. O programa representa um salto para o Estado, pois facilita o acesso à genética superior e contribui para o aumento do volume de leite por animal, redução de custos e crescimento da renda nas propriedades.”
Michele Bastos, gerente de Pecuária da Seag
O cronograma de encontros começou com uma reunião realizada em Presidente Kennedy e segue com a etapa em Viana. A próxima apresentação está prevista para ocorrer em Ecoporanga, ampliando o alcance do programa e permitindo que mais produtores tenham acesso às orientações sobre o edital.
Data Município Status 24/02 Presidente Kennedy Realizada 05/03 Viana Apresentação do edital 26/03 Ecoporanga Prevista
A Seag afirma que o Programa de Embriões Bovinos produzidos in vitro integra um conjunto de ações voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia do leite no Espírito Santo, com foco em inovação, produtividade e fortalecimento do setor no meio rural.
Entre os principais pontos associados à estratégia, estão:
Ampliação do acesso a genética superior, com atenção a pequenos e médios produtores;
Rebanhos mais produtivos, com potencial de maior volume de leite por animal;
Eficiência e redução de custos, ao melhorar desempenho e planejamento da produção;
Competitividade para a pecuária leiteira capixaba, com fortalecimento da renda no campo;
Sustentabilidade, ao favorecer sistemas produtivos mais eficientes.
Em outra frente de políticas públicas no Espírito Santo, a Secretaria da Educação (Sedu) segue com a mobilização do Chamadão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) 2026, iniciado em 23 de fevereiro. As primeiras ações registraram ampla adesão e resultados considerados positivos, com equipes levando orientações a pessoas interessadas em retomar os estudos e concluir o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio.
Desde o lançamento, foram realizadas panfletagens e abordagens em pontos de grande circulação, com ações em avenidas, feiras populares e locais estratégicos da Região Metropolitana. A mobilização também alcançou o sistema aquaviário, ampliando o diálogo com o público que busca novas oportunidades por meio da educação.
Nesta semana, a divulgação foi intensificada em terminal rodoviário e está prevista a continuidade em terminais de diferentes municípios, encerrando o ciclo de mobilizações programadas para a Grande Vitória.
“Temos encontrado muitas pessoas interessadas em voltar a estudar, tirar dúvidas e buscar novas oportunidades. Essa presença nos territórios mostra que a EJA está viva, ativa e pronta para acolher cada estudante que decide retomar sua trajetória escolar.”
Vitor de Angelo, secretário de Estado da Educação
A Sedu destaca que o engajamento das equipes e o envolvimento das unidades escolares têm sido decisivos para aproximar a rede pública de quem ainda não concluiu a Educação Básica, oferecendo acolhimento e orientação sobre o acesso à EJA.
```

Resumo: O acordo entre seguradoras e a Pasta prevê a subvenção no máximo 180 dias após a contratação do seguro rural, mas a quitação prevista para fevereiro não ocorreu e o atraso persiste. Em 2025, as seguradoras receberam integralmente a subvenção de 2024 apenas em julho, o que prejudicou o planejamento de caixa e a originação de negócios, ainda que os produtores já tenham pago a parte correspondente nas apólices. O atraso pode elevar o risco no mercado e, consequentemente, refletir no preço dos prêmios, segundo especialistas da Fenseg. Do lado fiscal, o Proagro teve cortes: em dezembro de 2025, o MPO cancelou 758,3 milhões do Proagro e não houve repasse ao PSR; o orçamento de PSR para 2026 é de 1,017 bilhão, mas pode ser reduzido devido ao veto presidencial. A Frente Parlamentar da Agropecuária pretende derrubar o veto e proteger o orçamento. O Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural deve se reunir em março para definir o cronograma de aplicação de recursos em 2026, com expectativa de reserva maior baseada no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Em 2025, houve destinação de 8 milhões a um projeto-piloto no Paraná, embora o montante final ainda não esteja definido.

O Irã bloqueia o Estreito de Ormuz, colocando em risco o fluxo global de matérias-primas para fertilizantes e parte do petróleo e gás, com a passagem quase paralisada após ataques recentes. A rota transporta entre um quarto e um terço dos insumos para fertilizantes e cerca de 20% do petróleo e gás marítimos. A interrupção afeta principalmente amônia e nitrogênio, insumos centrais para fertilizantes sintéticos, o que pode comprometer a produção agrícola global e elevar preços de itens básicos como pão e ração animal. A ureia egípcia subiu mais de 25%, atingindo US$ 625 por tonelada, refletindo o aperto de oferta. O Golfo Pérsico concentra grandes fábricas de fertilizantes e responde por cerca de 45% do comércio mundial de enxofre, aumentando o risco de choques se o bloqueio persistir. Em pleno plantio de primavera na Reino Unido, Europa e América do Norte — com o Reino Unido importando cerca de 60% dos fertilizantes nitrogenados — a volatilidade pode pressionar margens dos produtores e inflacionar alimentos.

Resumo: A C.Vale apresentou avanços significativos na piscicultura em 2025, segundo o relatório do presidente do Conselho de Administração, Alfredo Lang, na Assembleia Geral de 6 de fevereiro. No sistema de integração, 275 piscicultores entregaram 50,8 milhões de tilápias, com atuação robusta em fases iniciais: 78,1 milhões de alevinos e 60,6 milhões de juvenis, cultivados em 1.114 hectares de lâmina d’água, distribuídos em 1.343 tanques escavados e 500 tanques redes, em 21 municípios. O processamento acompanhou o crescimento: os frigoríficos de Palotina e Nova Prata do Iguaçu abatam 54,2 milhões de kg de tilápias, gerando 22 milhões de kg de produto acabado, sendo 73% destinados ao mercado interno (PR, SP, RJ, SC, MG). No externo, EUA, Tailândia, Taiwan, Canadá e Espanha foram os principais destinos. O ano registrou recordes de abate: 225.459 peixes em um único dia (Palotina, 31/07) e 12.941 unidades (Nova Prata, 25/08). Lang destacou que a diversificação e a integração entre produtores e cooperativa fortalecem a piscicultura, ampliando a renda dos associados.

Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.

Resumo: O fechamento do Estreito de Ormuz pode impactar o agronegócio de Minas Gerais ao elevar o custo do petróleo, combustíveis e fretes, pressionando a logística e o custo de produção. A crise tende a valorizar o dólar, o que, por um lado, pode favorecer exportações para o mercado árabe, mas, por outro, encarece fertilizantes, defensivos e máquinas importadas. O setor de fertilizantes, dependente de insumos importados, fica particularmente vulnerável à volatilidade de preços. A Faemg/Senar recomenda reforçar a gestão de risco, planejar compras de insumos com antecedência, usar instrumentos de proteção de preços e manter o fluxo de caixa sob controle, além de cobrar ações diplomáticas para reduzir impactos. Apesar dos riscos, há potencial de maior receita em reais com as exportações, desde que custos permaneçam sob controle.