
A C.Vale registrou um avanço expressivo na piscicultura em 2025, com crescimento na produção integrada, nas fases iniciais de criação e no processamento industrial. Os números foram apresentados no relatório do presidente do Conselho de Administração, Alfredo Lang, durante a Assembleia Geral Ordinária realizada em 6 de fevereiro.
No sistema de integração, 275 piscicultores entregaram à cooperativa 50,8 milhões de tilápias. O desempenho, segundo a C.Vale, indica uma consolidação do modelo que conecta produção no campo e capacidade industrial, gerando escala e previsibilidade para a cadeia.
“O desempenho reforça o papel estratégico da piscicultura na diversificação das atividades da cooperativa e na geração de renda para os associados.”
— Alfredo Lang, presidente do Conselho de Administração
Além do volume entregue na etapa de engorda, os resultados também foram relevantes nas fases iniciais. A cooperativa reportou a produção de 78,1 milhões de alevinos e 60,6 milhões de juvenis, reforçando o abastecimento do sistema e a continuidade do ciclo produtivo.
A criação ocorreu em uma área total de 1.114 hectares de lâmina d’água, distribuída em 1.343 tanques escavados e 500 tanques-rede, abrangendo 21 municípios. O conjunto de estruturas aponta para uma operação com presença regional e capilaridade entre os produtores integrados.
Integrados: 275 piscicultores
Tilápias entregues: 50,8 milhões
Alevinos: 78,1 milhões
Juvenis: 60,6 milhões
Lâmina d’água: 1.114 hectares
Estruturas: 1.343 tanques escavados e 500 tanques-rede
Abrangência: 21 municípios
O crescimento no campo foi acompanhado pelo processamento industrial. Os frigoríficos de Palotina e Nova Prata do Iguaçu, no Paraná, abateram 54,2 milhões de quilos de tilápias em 2025, um volume 13,97% superior ao registrado no ano anterior.
Com esse desempenho, a cooperativa alcançou a produção de 22 milhões de quilos de produto acabado, ampliando a oferta para o varejo e para canais de distribuição. O resultado sinaliza uma maior capacidade de atender picos de demanda e reforçar a competitividade do pescado no portfólio da cooperativa.
Indicador Resultado em 2025 Abate total 54,2 milhões de quilos de tilápias Variação vs. 2024 +13,97% Produto acabado 22 milhões de quilos
Do total produzido, 73% foram destinados ao mercado interno, com maior presença nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais. A distribuição reforça a relevância do pescado como proteína de consumo doméstico, especialmente em regiões com forte demanda por produtos resfriados e congelados.
No mercado externo, os principais destinos informados foram Estados Unidos, Tailândia, Taiwan, Canadá e Espanha. A diversificação de países compradores indica uma atuação internacional que amplia canais comerciais e reduz dependência de um único mercado.
Paraná
São Paulo
Rio de Janeiro
Santa Catarina
Minas Gerais
Estados Unidos
Tailândia
Taiwan
Canadá
Espanha
O ano de 2025 também foi marcado por recordes operacionais. Em 31 de julho, o frigorífico de Palotina atingiu uma marca histórica, com 225.459 peixes abatidos em um único dia, sinalizando alta eficiência no fluxo industrial e no recebimento de matéria-prima.
Já em Nova Prata do Iguaçu, o melhor desempenho diário ocorreu em 25 de agosto, com 12.941 unidades. Os resultados reforçam a importância do planejamento logístico e do alinhamento entre produção, transporte e processamento para sustentar a expansão.
Em destaque: a combinação de integração, aumento de escala e desempenho industrial sustentou os números de 2025, consolidando a piscicultura como frente relevante dentro da estratégia de diversificação da cooperativa.
O avanço reportado pela C.Vale mostra como a piscicultura vem se posicionando como atividade estratégica para cooperativas e produtores integrados, ao conectar expansão produtiva, processamento e acesso a mercados. A evolução em alevinagem e na produção de juvenis, somada ao aumento no abate e à presença no Brasil e no exterior, evidencia uma cadeia em crescimento e com maior capacidade de oferta.

Resumo: O acordo entre seguradoras e a Pasta prevê a subvenção no máximo 180 dias após a contratação do seguro rural, mas a quitação prevista para fevereiro não ocorreu e o atraso persiste. Em 2025, as seguradoras receberam integralmente a subvenção de 2024 apenas em julho, o que prejudicou o planejamento de caixa e a originação de negócios, ainda que os produtores já tenham pago a parte correspondente nas apólices. O atraso pode elevar o risco no mercado e, consequentemente, refletir no preço dos prêmios, segundo especialistas da Fenseg. Do lado fiscal, o Proagro teve cortes: em dezembro de 2025, o MPO cancelou 758,3 milhões do Proagro e não houve repasse ao PSR; o orçamento de PSR para 2026 é de 1,017 bilhão, mas pode ser reduzido devido ao veto presidencial. A Frente Parlamentar da Agropecuária pretende derrubar o veto e proteger o orçamento. O Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural deve se reunir em março para definir o cronograma de aplicação de recursos em 2026, com expectativa de reserva maior baseada no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Em 2025, houve destinação de 8 milhões a um projeto-piloto no Paraná, embora o montante final ainda não esteja definido.

Resumo: O Governo do Espírito Santo, por meio da Seag, promove a palestra de apresentação do Programa de Embriões Bovinos produzidos in vitro – Edital PIVE 2025, nesta quinta-feira (05), às 14h, em Viana, para produtores de leite capixabas. O objetivo é ampliar o acesso à genética de alta qualidade, elevando produtividade, eficiência e sustentabilidade da pecuária leiteira; serão detalhados os critérios do edital, requisitos de participação e procedimentos de inscrição, com a agenda já incluindo Presidente Kennedy (24/02, já realizada) e Ecoporanga (26/03). As autoridades destacam os benefícios da genética para o setor, como maior volume de leite por animal, redução de custos e maior rentabilidade. Paralelamente, a Sedu segue com o Chamadão da Educação de Jovens e Adultos (EJA) 2026, iniciado em 23/02, visando mobilizar a população da Grande Vitória para retomar a educação básica. As ações incluíram panfletagens e atendimento em pontos estratégicos, como Cariacica, Serra, Vitória e a Praça do Papa, com próximo cronograma no Terminal Rodoviário de Vitória (04/03) e nos terminais de Jacaraípe (Serra) e Campo Grande (Cariacica) em 06/03. O secretário Vitor de Angelo e a gerente Mariana Berger ressaltam que a EJA está viva e que as ações fortalecem a matrícula e o retorno aos estudos.

O Irã bloqueia o Estreito de Ormuz, colocando em risco o fluxo global de matérias-primas para fertilizantes e parte do petróleo e gás, com a passagem quase paralisada após ataques recentes. A rota transporta entre um quarto e um terço dos insumos para fertilizantes e cerca de 20% do petróleo e gás marítimos. A interrupção afeta principalmente amônia e nitrogênio, insumos centrais para fertilizantes sintéticos, o que pode comprometer a produção agrícola global e elevar preços de itens básicos como pão e ração animal. A ureia egípcia subiu mais de 25%, atingindo US$ 625 por tonelada, refletindo o aperto de oferta. O Golfo Pérsico concentra grandes fábricas de fertilizantes e responde por cerca de 45% do comércio mundial de enxofre, aumentando o risco de choques se o bloqueio persistir. Em pleno plantio de primavera na Reino Unido, Europa e América do Norte — com o Reino Unido importando cerca de 60% dos fertilizantes nitrogenados — a volatilidade pode pressionar margens dos produtores e inflacionar alimentos.

Resumo: O petróleo subiu fortemente diante da escalada entre EUA/Israel e Irã, com temores de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz. O Brent para maio subiu 6,68% para US$ 77,74/barril (ICE) e o WTI para abril avançou 6,28% para US$ 71,23/barril (Nymex). No domingo, o Brent saltou cerca de 10% para ~US$ 80/barril, com analistas sugerindo possibilidade de chegar a US$ 100. A elevação reflete riscos geopolíticos e aumento da apreensão nos mercados globais, já que o Estreito de Ormuz é uma rota estratégica de petróleo. Além disso, a missão naval da UE, Aspides, informou que embarcações têm recebido transmissões VHF da Guarda Revolucionária do Irã, reiterando que nenhum navio pode passar pelo estreito.

Resumo: A Abramilho acompanha com apreensão a guerra entre EUA, Israel e Irã, destacando o Irã como principal parceiro comercial do Brasil nas exportações de milho. Entre 2020 e 2025, o Irã absorveu 9,08 milhões de toneladas de milho brasileiro, cerca de 20% das exportações brasileiras no último ano, com aproximadamente 80% do milho importado pelo Irã vindo do Brasil. O Irã também exporta ureia (184,7 mil toneladas no último ano), mas suas vendas diretas ao Brasil são limitadas por sanções; em 2025 o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos. Há suspeitas de Triangulação de Carga para driblar restrições. No Brasil, a demanda interna supera a produção neste período, com a primeira safra em torno de 26 milhões de toneladas e o consumo no primeiro semestre chegando a cerca de 50 milhões de toneladas, com as exportações de milho previstas para se intensificarem a partir da segunda colheita. A entidade alerta que a escalada do conflito pode influenciar o cenário futuro, mas, enquanto não houver ataques que comprometam portos por razões humanitárias, o abastecimento interno de milho não deverá ser prejudicado.