
Véronique Nichanian encerra sua trajetória na direção criativa da linha masculina da Hermès, uma marca ícone do luxo silencioso, após notáveis 37 anos. Em sua despedida, a renomada estilista mantém a marca registrada de elegância e funcionalidade que conquistou uma base fiel de clientes que a conhecem intimamente. Nichanian descreveu sua última apresentação como "apenas mais um desfile", ressaltando sua modéstia e consistência ao longo dos anos.
A nova coleção de inverno 2026/27 da Hermès não decepcionou, trazendo uma seleção rica e poderosa de roupas para a estação mais fria. A variedade inclui jaquetas, casacos e tricôs, que combinam sofisticação e praticidade.
O couro em versão light, característico da Hermès, destaca-se por sua suavidade e conforto, adaptando-se perfeitamente à alfaiataria. Desde camisas até casacos, calças e blazers, o material revela sua flexibilidade e versatilidade. A coleção também apresenta couro croco em suas peças, elevando o luxo.
O espírito aviador é uma presença marcante, com jaquetas bomber forradas com pele de carneiro tosquiada, conhecidas como shearling, além de bonés e casacos com golas altas. A alusão ao universo militar se faz através de jacquards com bolsos utilitários. Um macacão de couro preto homenageia os uniformes de pilotos, reforçando o tema aeronáutico.
Para balancear o lado utilitário da coleção, a alfaiataria se apresenta sóbria com calças confortáveis de cintura alta, conferindo modernidade às peças maçônicas. As blusas de gola alta e tricôs felpudos apresentam decorações discretas com geometrias coloridas e flores ton sur ton, trazendo um toque de sutileza.
A paleta de cores utilizada é neutra, com predomínio de preto, cinza e marrons, realçados por tons de mostarda e coral. Essa combinação marca a assinatura de Véronique Nichanian, que agora passa a direção para a britânica Grace Wales Bonner. Nichanian anunciou que irá dedicar seu tempo a viagens e novas experiências, conforme suas próprias palavras.
O legado de Véronique Nichanian na Hermès é inegável, deixando um impacto duradouro no mundo da moda masculina com seu design atemporal e sofisticado.

Resumo: As informações indicam que os EUA pediram à Ucrânia que facilite restrições às importações de potássio originário da Bielorrússia e que Kyiv pressione países europeus a adotarem posição semelhante. A notícia ressalta que o potássio é um nutriente essencial para solos e para elevar a produção agrícola; antes das sanções ocidentais, a Bielorrússia dependia dele para obter receitas em moeda estrangeira. As sanções foram impostas por motivos políticos, incluindo repressão interna e apoio de Moscou à guerra contra a Ucrânia, o que impactou as exportações de potássio da Bielorrússia e suas fontes de divisas. A iniciativa, segundo fontes familiarizadas, busca ampliar o isolamento econômico da Bielorrússia, aumentando a pressão para tornar o comércio mais restrito ou menos viável no curto prazo. Não houve confirmação oficial dos governos envolvidos, e os próximos passos dependem de negociações entre Washington, Kyiv e aliados europeus, com avaliação de impactos econômicos no setor agroindustrial.
Resumo: A escassez de fertilizantes causada pelo conflito com o Irã e pelo bloqueio do estreito de Ormuz pode reduzir a produção global de alimentos e elevar os preços. O CEO da Yara, Svein Tore Holsether, afirmou à BBC que até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas, o que pode equivaler a até 10 bilhões de refeições a menos por semana. Não aplicar fertilizante nitrogenado pode reduzir a produtividade de algumas culturas em até 50% já na primeira safra, com impactos mais imediatos na Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina. Regiões como a África Subsaariana podem sofrer efeitos ainda maiores, e o tempo de plantio varia globalmente. A ONU/Programa Mundial de Alimentos estima que as consequências do conflito podem levar 45 milhões de pessoas a mais à fome em 2026, com a insegurança alimentar na Ásia-Pacífico aumentando cerca de 24%. No Reino Unido, a inflação de alimentos pode chegar a 10% em dezembro, com sinais de custos mais altos para produtores já aparecendo.

Resumo: O preço do bezerro manteve a valorização em 2026, atingindo novo patamar histórico acima de R$ 3.400 por cabeça ao final de abril (Cepea, Mato Grosso do Sul). Na parcial de abril, houve alta de 3,3% em relação a março e 10,9% frente a 2025, com o preço médio nominal até o dia 27 de abril em R$ 3.347,2, o oitavo mês consecutivo de alta e o maior da série. O ágio do bezerro frente ao boi gordo atingiu 39,1% na parcial de abril de 2026, o maior para o período do ano desde 2021, embora ainda abaixo dos recordes históricos de 2021 e 2015. Do lado do mercado, os dados de futuros sinalizam expectativa de queda, o que preocupa o produtor no curto prazo. Em outro tema, a demanda chinesa por carne bovina foi revisada para baixo em mais de 0,5 milhão de toneladas em equivalente carcaça para 2026, levantando a questão se o consumo na China cairá tanto neste ano.
O setor agropecuário brasileiro iniciou 2026 com retração de 9,79% no IPPA/Cepea no 1º trimestre ante o mesmo período de 2025, com a arroba bovina sendo a única exceção, valorizada 5,9%.

Resumo: As chuvas do inverno amazônico dificultam a colheita de açaí nos municípios ribeirinhos, levando a uma redução de cerca de 40% na oferta em Macapá e impactando produtores, batedores e consumidores. O tempo chuvoso dificulta o acesso às áreas de colheita e o transporte do fruto até a capital, chegando a reduzir a produção pela metade em dias de chuva (ex.: 180 latas frente a 400–500 em tempo bom). Em Macapá, muitas batedeiras estão sem funcionar por falta de produto; o litro varia entre R$ 20 e R$ 30. A oscilação diária de preços é evidente, com variações entre R$ 18, R$ 25 e até R$ 30, o que preocupa quem depende do fruto para sobrevivência. Adrison Pacheco Pereira comenta que é preciso pagar melhor para conseguir trazer o açaí; Antônio Alves dos Santos destaca o desemprego entre batedores; Andréa de Ataíde confirma o aumento para cerca de R$ 26 por litro; e Rony Gonçalves observa a oscilação diária de preços. A associação de batedores e produtores alerta para a necessidade de soluções para manter a atividade.