
As exportações de trigo do Paraguai registraram forte expansão nos cinco primeiros meses de 2026, indicando uma retomada do cereal no comércio exterior do país e reforçando o dinamismo do agronegócio paraguaio no início do ano.
De acordo com dados do Relatório de Comércio Exterior do Banco Central do Paraguai, os embarques alcançaram 367,6 mil toneladas entre janeiro e maio, acima das 225,1 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. O resultado representa um avanço de 142,5 mil toneladas, o equivalente a uma alta de 63,3% no volume exportado.
Além do crescimento físico, o trigo também apresentou melhora no desempenho financeiro. A receita obtida com as exportações passou de US$ 55,1 milhões para US$ 79,2 milhões no comparativo anual, um incremento de US$ 24,1 milhões, com expansão de 43,8%.
O avanço do trigo teve impacto positivo nas exportações de produtos primários, contribuindo com 0,5 ponto percentual para o crescimento do segmento no acumulado de janeiro a maio de 2026.
No recorte do setor primário, o trigo respondeu por 4,3% do volume total exportado e por 1,5% do valor embarcado no período. O desempenho confirma o cereal como um componente relevante da pauta agroexportadora paraguaia, sobretudo em um momento de reacomodação de mercado após os resultados de 2025.
Indicador Jan–Mai 2025 Jan–Mai 2026 Variação Volume exportado 225,1 mil toneladas 367,6 mil toneladas +63,3% Receita de exportação US$ 55,1 milhões US$ 79,2 milhões +43,8% Ganho em volume — 142,5 mil toneladas Diferença absoluta Ganho em receita — US$ 24,1 milhões Diferença absoluta
Embora a soja siga como o principal produto na pauta do país, o trigo ganhou espaço em 2026 ao combinar maior volume embarcado com crescimento de receita no mercado externo. Esse movimento sugere uma recuperação do cereal em relação ao desempenho do ano anterior, com reflexos na competitividade do setor primário.
Na prática, o aumento das exportações de trigo sinaliza que as culturas agroexportadoras paraguaias mantêm capacidade de reação e adaptação às condições de mercado. O desempenho observado no período também reforça a relevância da diversificação dentro do agronegócio, reduzindo a dependência de um único produto e ampliando a presença do país em diferentes nichos do comércio internacional.
Em destaque: o trigo contribuiu com 0,5 ponto percentual para o crescimento das exportações de produtos primários do Paraguai no acumulado de janeiro a maio de 2026.
Exportações em alta no volume embarcado de trigo nos primeiros cinco meses de 2026.
Receita maior no comparativo anual, apesar de a expansão financeira ter sido menor que a do volume.
Participação relevante do trigo no setor de produtos primários: 4,3% do volume e 1,5% do valor.
Sinal de retomada do cereal, com mais dinamismo entre as culturas agroexportadoras.
O resultado de janeiro a maio consolida um início de ano mais favorável para o trigo paraguaio e reforça o papel do cereal no desempenho do setor primário em 2026.

A Tereos concluiu, em junho, uma operação de grande escala com o embarque de 75 mil toneladas de açúcar VHP (Very High Polarization) em um único navio com destino ao mercado chinês.

O petróleo recua pelo terceiro dia, diante do aumento do tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz e de sinais de um período menos agressivo entre EUA e Irã. O Brent caiu 1,20% para 70,71 dólares por barril e o WTI cedeu 1,25% para 67,72 dólares; o gás natural negociado em Amesterdão (TTF) avançou 0,52%, para 43 dólares por megawatt-hora. Uma fonte não identificada da Administração Trump afirmou que cerca de 10 milhões de barris por dia passam pelo Hormuz, conforme a Bloomberg, sugerindo que as capacidades do Irã para perturbar a circulação podem estar comprometidas. Saul Kavonic, analista da MST Marquee, disse que a pressão de baixa nos preços acompanha o fluxo maior pelo estreito combinado com a liberação de reservas estratégicas e uma demanda menor. A falta de novas agressões entre EUA e Irã também tem contribuído para o recuo. No radar, as negociações entre EUA e Irã devem entrar em um ritmo mais morno, pois a partir de 4 de julho começam as cerimônias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei, o que deverá prolongar-se por vários dias.

O texto trata da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China, de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12% dentro da cota e 55% adicional fora dela (total de 67% acima do limite). Mesmo com o fim de junho, a percepção é de que a cota está perto de ser preenchida, com o governo chinês baseando-se no que chega aos portos ao longo do ano. No cenário de 2026, as cargas enviadas no fim de 2025 e que chegam em 2026 influenciam o equilíbrio; dados até maio indicam 65,4% da cota já preenchidos, e a expectativa é de que importadores chineses retomem compras apenas em outubro, com parte das remessas de 2025 chegando à China apenas no começo de 2027. Diante desse cenário de demanda mais fraca e da perspectiva de fim de cota, frigoríficos brasileiros anunciaram medidas de ajuste. A Frigol, uma das cinco maiores do setor, vai conceder férias coletivas de 18 dias a quase mil funcionários da unidade de Água Azul do Norte (PA) a partir de....

A União Europeia decidiu excluir o Brasil da lista de países habilitados a exportar proteínas animais por não comprovar o uso adequado de antimicrobianos na produção. A formalização pela Comissão Europeia já ocorreu e a medida passa a valer em 3 de setembro. Mesmo assim, governo, indústria e entidades do agronegócio intensificam esforços para reverter a decisão, buscando demonstrar aos europeus que o Brasil possui mecanismos para cumprir as exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos.

O Índice de Preços do International Grains Council (IGC) subiu 3,0% em maio ante abril, segundo dados do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA). Entre os principais produtos, o trigo liderou as altas com 3,8%, seguido pelo arroz com 3,7% e pelo milho com 2,0%. Para a safra 2025/26, a previsão aponta produção mundial recorde, enquanto para 2026/27 indica uma queda de 3% na colheita global, devido à menor produção nos países exportadores. No milho, a produção estimada para 2025/26 é de 1.329 milhões de toneladas, com recuo de 2% em 2026/27 por redução da área plantada e da produtividade. O arroz manteve a tendência de alta, puxado pela menor disponibilidade no Vietnã e pela oferta restrita na Tailândia; a variedade Thai 5% Broken teve alta de 8,5%. A soja ficou mais cara, sustentada pelo aumento dos preços de energia e pela valorização dos óleos vegetais nos EUA, com impactos também no Brasil e na Argentina. Já o açúcar subiu 3,4% em maio, devido às previsões de queda na produção por el Niño, especialmente na Índia, Tailândia e Brasil; além disso, a opção de fábricas brasileiras por desviar cana para etanol reduziu a oferta de açúcar para exportação, elevando os preços internacionais. Fonte: Inforpress.