
Os preços internacionais da soja encerraram o pregão de 4 de junho em queda, refletindo uma combinação de fatores que pressionaram o complexo soja ao longo da sessão. Ao fim do dia, a soja recuou 2,1%, para US$ 415 por tonelada. O movimento também atingiu os derivados: o farelo de soja caiu 2,21%, para US$ 345,8 por tonelada, enquanto o óleo de soja registrou a maior pressão, com baixa de 3%, para US$ 1.682 por tonelada.
Segundo avaliação da MXV, a principal causa imediata do recuo foi a liquidação de posições compradas por fundos de investimento, um comportamento típico quando o mercado passa a precificar maior risco ou menor potencial de valorização no curto prazo. O índice MXV de produtos agrícolas fechou em 1.423 pontos, reforçando o tom de cautela.
Um dos vetores mais relevantes da sessão foi a queda do petróleo bruto, que exerceu pressão sobre o mercado de biocombustíveis. Com isso, o óleo de soja foi diretamente impactado, arrastando também o sentimento sobre todo o setor de soja. Esse encadeamento é acompanhado de perto por traders e indústrias, já que a relação entre energia e óleos vegetais costuma amplificar movimentos de preço em momentos de volatilidade.
A baixa do petróleo durante a sessão pressionou o segmento de biocombustíveis, afetando negativamente o óleo de soja e o complexo como um todo, de acordo com a MXV.
Além do efeito financeiro provocado por fundos, dados recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que a demanda por produtos agrícolas americanos continua enfraquecida. Na semana encerrada em 28 de maio, as exportações de soja dos EUA somaram cerca de 277.000 toneladas, representando uma queda de 8% em relação à semana anterior.
O quadro foi ainda mais sensível no mercado de óleo de soja. As vendas externas praticamente ficaram estagnadas, o que resultou em uma redução de 64% nos compromissos de exportação acumulados quando comparados ao mesmo período do ano passado. Para o mercado, esse tipo de indicador pesa porque limita a capacidade de escoamento e aumenta a percepção de excesso de oferta, principalmente quando a produção se mantém robusta.
Soja: queda de 2,1%, a US$ 415/tonelada
Farelo de soja: baixa de 2,21%, a US$ 345,8/tonelada
Óleo de soja: recuo de 3%, a US$ 1.682/tonelada
Índice MXV: fechamento em 1.423 pontos
Exportações dos EUA: 277.000 toneladas na semana, -8%
Óleo de soja (compromissos): -64% em relação ao ano anterior
No lado da oferta, as condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos EUA seguem sustentando a expectativa de uma nova safra com disponibilidade elevada. Em períodos em que o clima contribui para o desenvolvimento das lavouras, o mercado tende a incorporar um prêmio menor de risco, reduzindo o suporte aos preços — especialmente quando a demanda não acompanha.
Paralelamente, Brasil e Argentina continuam aparecendo com ofertas competitivas e, em muitos casos, com preços mais atrativos. Esse diferencial intensifica a concorrência e aumenta a pressão sobre o produto americano, principalmente em um cenário de consumo externo mais contido.
No Vietnã, o cenário de fornecimento de matéria-prima para a indústria pecuária foi descrito como estável. Dados de embarque atualizados até 3 de junho indicam que a importação de farelo de soja deve alcançar aproximadamente 410.000 toneladas em julho.
Embora esse volume represente uma queda superior a 20% em relação ao mês anterior, a avaliação é de que ainda será suficiente para atender à demanda doméstica, especialmente porque o consumo de ração animal está baixo no momento. A menor tração da demanda interna reduz a urgência de compras adicionais, favorecendo uma estratégia de reposição mais conservadora.
Outro ponto relevante é que a quantidade de soja destinada à extração de óleo permanece acima de 200.000 toneladas por mês. Esse nível de processamento contribui para assegurar o abastecimento interno de farelo de soja no curto prazo, equilibrando a necessidade de importação e a disponibilidade para o setor de alimentação animal.
Item Nível/Projeção Leitura do mercado Importação de farelo (julho) ~410.000 toneladas Suficiente devido à demanda de ração mais fraca Variação vs. mês anterior > 20% de queda Redução não compromete abastecimento no curto prazo Soja para extração de óleo > 200.000 t/mês Garante oferta doméstica de farelo para a pecuária
Para os próximos dias, o mercado deve seguir acompanhando três frentes principais: o comportamento dos fundos e o ritmo de liquidação ou recomposição de posições; a dinâmica do petróleo, que influencia o apetite por biocombustíveis e óleos vegetais; e os dados de exportação dos EUA, que têm sido um termômetro importante para medir a competitividade americana frente a Brasil e Argentina.
Com oferta potencialmente ampla e sinais de demanda mais fraca, o complexo soja permanece sensível a novos gatilhos, especialmente qualquer mudança em clima, energia e fluxo de comércio. No curto prazo, a combinação de pressão externa e concorrência internacional tende a manter o mercado em modo de cautela.
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O dólar caiu 0,10% frente ao real, cotado a R$ 5,1721. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,70%, aos 168.619 pontos. Fonte: g1, 10/6/26.

Resumo: Em 9 de junho de 2026, o mercado mundial de café apresentou flutuações mistas. O Robusta na bolsa de Londres reverteu a tendência, com os contratos de julho e setembro de 2026 subindo para US$ 3.333/ton (+0,51%) e US$ 3.260/ton (+0,84%), respectivamente. O Arábica na NYSE/ICE caiu, com o contrato de julho de 2026 em 245,9 centavos de dólar por libra (-0,24%) e o de setembro em 241,65 centavos de dólar por libra (-0,19%). No Brasil, a bolsa local registrou movimentos opostos: julho de 2026 a 305,3 centavos/lb (-8,75), e setembro de 2026 a 296,95 centavos/lb (+4,65). Segundo a Reuters, o Arábica permanece no menor nível em 19 meses, enquanto o Robusta recupera após uma queda na semana anterior, com a colheita brasileira pressionando os preços. A desvalorização do real frente ao dólar também ajudou a ampliar a oferta, incentivando vendas para exportação. No Vietnã, as exportações dos primeiros quatro meses de 2026 chegaram a cerca de 791.090 toneladas, +9,4% em volume, mas o valor caiu 10,5% para US$ 3,7 bilhões, refletindo a fraqueza de preços globais. Enquanto isso, a demanda na Indonésia cresce à medida que cafeicultores aguardam uma colheita abundante em julho, em meio a estoques limitados no Vietnã. Fonte: Reuters e dados de mercados.

As cotações globais de café seguem em queda, com Arábica atingindo o menor nível em 19 meses e Robusta o mais baixo em 7 semanas, impulsionadas por contratos futuros mornos no curto prazo. Na bolsa de Londres, Robusta julho/2026 caiu para US$ 3.352 por tonelada (-0,56%), e setembro/2026 para US$ 3.270/t (-0,24%). Na NY, Arábica julho/2026 caiu para 247,15 cents por libra (-2,35%), e setembro/2026 para 242,4 cents (-2,10%).

O ouro operou em queda nesta terça-feira, negociado em torno de 4.698,41 dólares por onça, pressionado pela escalada dos preços da energia e pelos conflitos no Médio Oriente. O metal segue mais como indicador de risco macroeconómico do que refúgio seguro, oscilando entre petróleo, inflação, o dólar e as expectativas sobre a política monetária da Fed. As declarações de Donald Trump sobre o Irã — chamando a contraproposta de “um pedaço de lixo” e afirmando que o acordo está em “suporte de vida” — aumentam a incerteza. O mercado projeta, contudo, a possibilidade de aperto da Fed até o fim do ano, com a probabilidade de uma subida de 25 pontos-base ainda na mesa. Economistas esperam que a inflação norte-americana de Abril tenha acelerado de 3,3% para 3,7%.

Os mercados globais de commodities fecharam em movimento positivo, com o MXV subindo 1,15% e atingindo 2.918 pontos, em seu nono pregão consecutivo de ganhos impulsionado pelos efeitos indiretos do setor de energia diante das tensões no Oriente Médio.