
A ferrugem asiática é hoje reconhecida como uma das mais sérias ameaças à produção de soja mundial, podendo causar perdas devastadoras nos campos agrícolas. Este problema é causado pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que requer uma planta viva para se desenvolver e cuja reprodução é intensificada pela presença de esporos no ambiente. Condições climáticas propícias, como temperaturas entre 15°C e 25°C e elevada umidade, favorecem o progresso da doença. Sem controle efetivo, a ferrugem asiática compromete gravemente as colheitas, resultando em prejuízos substanciais para os agricultores.
No Rio Grande do Sul, o Programa Monitora Ferrugem RS emergiu como uma solução vital para os produtores de soja no enfrentamento deste patógeno. Desenvolvido pela Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em conjunto com a Emater/RS-Ascar e outras entidades, esta iniciativa já opera em 94 municípios produtores de grãos. Dispositivos coletores foram instalados nessas áreas para um monitoramento semanal da presença de esporos, permitindo identificar as regiões com maior risco de incidência da doença.
De acordo com Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi, o programa possibilita a identificação precoce do fungo, fornecendo dados técnicos essenciais para as decisões de manejo das lavouras. "Nosso trabalho de monitoramento epidemiológico também permite investigações aprofundadas sobre o comportamento da doença no campo, abrindo caminho para novas possibilidades de controle", destacou Felicetti.
Lançado em 2019, o programa contribui significativamente para o acompanhamento da evolução da doença ao longo das colheitas. Conforme observado pela pesquisadora Andréia Mara Rotta de Oliveira do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Seapi, "A ferrugem asiática está intimamente ligada às condições ambientais. Existem safras em que uma grande quantidade de esporos é disseminada, e quando as temperaturas e umidades são mantidas, a doença se espalha pelas plantações."
Os relatórios mais recentes indicam uma redução no número de esporos encontrados no ambiente, sinalizando um cenário positivo para o setor agrícola. No entanto, especialistas reforçam a necessidade de vigilância contínua.
"As massas de esporos deslocam-se com as correntes de ar. Nas últimas coletas, algumas áreas apresentam uma maior quantidade de esporos, mas, globalmente, houve uma redução comparada ao início do monitoramento. Isso pode tranquilizar o produtor? Em parte, mas a vigilância deve ser mantida em alerta. Com esporos presentes, se as condições ambientais forem favoráveis, a ferrugem pode manifestar-se," destacou Elder Dal Prá, coordenador Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Emater/RS-Ascar.
É imperativo que os produtores de soja mantenham-se informados e sigam as recomendações técnicas para mitigar o impacto deste inimigo potencialmente devastador. A cooperação ativa entre agricultores, instituições governamentais e pesquisadores é essencial para o manejo eficiente e prevenção desta enfermidade agrícola, garantindo assim a segurança alimentar global.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.