
Um recente levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) revelou que os preços do algodão em pluma têm registrado um aumento significativo no mercado doméstico. Este fenômeno é principalmente impulsionado pela maior presença de compradores, enquanto os vendedores adotam uma postura cautelosa, mantendo suas pedidas firmes.
O CEPEA destaca que esse movimento de recuperação de preços surge mesmo em um cenário de quedas nas cotações internacionais e na taxa de câmbio. Esta combinação resultou em negociações no mercado físico acima da paridade de exportação, algo que não era observado há cerca de três meses.
Em paralelo, produtores estão focados nas atividades de campo, especialmente na colheita da soja e no plantio do algodão, com destaque para a segunda safra. No entanto, apesar do cenário de preço, a liquidez no mercado tem permanecido limitada. Isso reflete uma verdadeira "queda de braço" entre as forças compradoras e vendedoras.
Em resumo, apesar das adversidades internacionais, o mercado brasileiro de algodão mostra uma resiliência notável, movida pelos interesses locais que mantêm o mercado aquecido e as expectativas elevadas.
Fonte: CEPEA

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.