
Mato Grosso registrou o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do país no primeiro trimestre de 2026, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período de 2025, o estado aumentou em 135,11 mil cabeças o volume de animais abatidos, consolidando sua posição como principal força da pecuária bovina brasileira.
O resultado reforça o protagonismo mato-grossense na cadeia da carne e ajuda a explicar o avanço do setor em nível nacional. No Brasil, o abate de bovinos também cresceu no período: foram aproximadamente 326,28 mil cabeças a mais em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. Segundo o IBGE, esse avanço foi impulsionado pelo desempenho positivo de 21 das 27 unidades da federação.
Na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, Mato Grosso apresentou crescimento de 8,1% no número de bovinos abatidos. O desempenho do estado foi o mais expressivo em termos absolutos entre as unidades federativas, contribuindo de forma decisiva para o saldo positivo do país.
O levantamento do IBGE indica que a elevação do abate ocorreu de forma disseminada, com a maior parte dos estados registrando aumento. Ainda assim, a contribuição de Mato Grosso se destaca por combinar escala, regularidade e participação elevada no total nacional — fatores centrais para a dinâmica da pecuária brasileira e para o abastecimento da cadeia produtiva.
Destaque: Mato Grosso respondeu por 17,5% de todo o abate bovino nacional no 1º trimestre de 2026, mantendo a liderança entre os estados.
Além de Mato Grosso, outras unidades da federação também apresentaram altas relevantes na comparação anual. Entre os maiores crescimentos absolutos, aparecem São Paulo e Pará, seguidos por Rio Grande do Sul e Bahia.
Unidade da federação Variação (cabeças) vs. 1º tri/2025 Tendência Mato Grosso +135,11 mil Alta São Paulo +128,20 mil Alta Pará +36,34 mil Alta Rio Grande do Sul +20,03 mil Alta Bahia +16,35 mil Alta
Apesar do crescimento nacional, o levantamento também aponta retração em alguns estados. As principais quedas ocorreram em Goiás, com redução de 68,61 mil cabeças, e em Mato Grosso do Sul, com diminuição de 32,64 mil cabeças.
Goiás: -68,61 mil cabeças
Mato Grosso do Sul: -32,64 mil cabeças
Esses movimentos mostram que o desempenho do abate bovino no país não foi uniforme, variando conforme a dinâmica regional, a oferta de animais prontos para abate e as estratégias de produção e comercialização adotadas por cada estado.
O estudo confirma que Mato Grosso segue como o principal estado produtor, com 17,5% de participação no abate bovino nacional no primeiro trimestre de 2026. Na sequência, aparecem São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).
Ranking Estado Participação no total nacional 1º Mato Grosso 17,5% 2º São Paulo 11,6% 3º Goiás 9,2% 4º Pará 9,1%
Quando o recorte é por grandes regiões, o Centro-Oeste lidera a participação no abate de bovinos, concentrando 36% do total nacional no primeiro trimestre de 2026. Em seguida, aparecem as regiões Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).
Participação regional no abate bovino (1º tri/2026):
Centro-Oeste: 36%
Norte: 23,9%
Sudeste: 21,5%
Sul: 9,4%
Nordeste: 9,1%
A liderança do Centro-Oeste é sustentada principalmente por Mato Grosso, que mantém volume elevado e participação consistente. O resultado do trimestre também evidencia a importância do equilíbrio regional para garantir oferta, logística e abastecimento ao longo do ano.
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Linacis Lisboa Vogel, os números reforçam a relevância da pecuária de Mato Grosso tanto para a economia estadual quanto para o fornecimento à cadeia produtiva brasileira.
“Mato Grosso tem papel estratégico na pecuária brasileira, não apenas pelo volume produzido, mas também pela eficiência e competitividade de sua cadeia produtiva. O crescimento registrado neste início de ano demonstra a força do setor e reforça a contribuição do Estado para o abastecimento dos mercados interno e externo.”
O avanço do abate bovino no primeiro trimestre de 2026, com destaque para Mato Grosso, sinaliza um cenário de atividade aquecida na pecuária e reforça o peso do estado na formação da oferta nacional de carne. Com a maior participação do país e um dos principais polos do Centro-Oeste, Mato Grosso segue como peça central na dinâmica do mercado, influenciando desde a indústria frigorífica até o abastecimento interno e o atendimento de demandas externas.
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