
Exportações do setor somaram US$ 10,85 bilhões entre janeiro e maio, enquanto as importações ficaram em US$ 2,48 bilhões. Mesmo com queda no valor exportado, o volume embarcado cresceu, indicando ganho de competitividade.
O agronegócio paulista fechou os cinco primeiros meses de 2026 com superávit de US$ 8,37 bilhões. No período, as exportações alcançaram US$ 10,85 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 2,48 bilhões.
A força do setor também aparece na participação no comércio exterior do estado: o agro respondeu por 38,5% das exportações paulistas, e por 6,9% das importações estaduais.
“Quando o preço cai e o volume cresce, o mérito está mais dentro da porteira do que em um momento favorável de mercado. Mesmo diante da redução das cotações internacionais, o setor ampliou o volume exportado e manteve um superávit superior a US$ 8 bilhões.”
— Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Segundo a análise do período, o valor exportado caiu 3,2% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, mas o volume embarcado subiu 5,2%. A dinâmica sugere que, apesar de um ambiente internacional menos favorável para preços agrícolas, o agro paulista manteve a presença externa por meio de produtividade, tecnologia e capacidade de atender mercados exigentes.
A principal pressão sobre a receita veio da queda nas cotações internacionais de commodities relevantes para o estado, como açúcar e suco de laranja.
Entre os grupos que puxaram as vendas externas do agronegócio paulista, o complexo sucroalcooleiro permaneceu na liderança, com 21,3% do total exportado e US$ 2,3 bilhões em receita. Dentro desse complexo, o açúcar representou 95,1% e o etanol, 4,9%.
Na sequência, o setor de carnes respondeu por 17,0% das exportações do agro paulista, com US$ 1,8 bilhão. A carne bovina teve peso dominante, com 83,5% da receita do grupo.
O complexo soja alcançou 14,3% de participação, com US$ 1,05 bilhão. A soja em grão respondeu por 84,3% do total do grupo, enquanto o farelo de soja representou 10,7%.
Já os produtos florestais somaram 13,0% do valor exportado, com US$ 1,4 bilhão, impulsionados principalmente por celulose (65,1%) e papel (28,8%). O grupo de sucos teve 7,5% de participação, com US$ 813,2 milhões, concentrados em suco de laranja (96,3%).
Esses cinco grupos — sucroalcooleiro, carnes, soja, florestais e sucos — representaram, juntos, 73,1% das exportações do agronegócio paulista no acumulado de janeiro a maio.
O café ocupou a sexta posição, com 6,4% de participação e US$ 689,2 milhões. Do total, 67,9% foram de café verde e 27,4% de café solúvel.
Grupo Participação Valor exportado Destaque interno Complexo sucroalcooleiro 21,3% US$ 2,3 bilhões Açúcar (95,1%) e etanol (4,9%) Carnes 17,0% US$ 1,8 bilhão Carne bovina (83,5%) Complexo soja 14,3% US$ 1,05 bilhão Soja em grão (84,3%) e farelo (10,7%) Produtos florestais 13,0% US$ 1,4 bilhão Celulose (65,1%) e papel (28,8%) Sucos 7,5% US$ 813,2 milhões Suco de laranja (96,3%) Café 6,4% US$ 689,2 milhões Café verde (67,9%) e solúvel (27,4%)
Altas: carnes (+20,1%), complexo soja (+17,4%) e produtos florestais (+12,7%).
Quedas: sucos (-39,3%), sucroalcooleiro (-16,6%) e café (-16,5%).
Para analistas do setor, os produtos florestais seguem entre os destaques da pauta exportadora, apoiados por uma demanda internacional aquecida por celulose.
A China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 27,8% de participação. Entre os produtos mais adquiridos estão itens do complexo soja, carnes, florestais e fibras têxteis.
A União Europeia veio na sequência, com 14,7%, e os Estados Unidos responderam por 10,2%.
No cenário brasileiro, o agronegócio paulista ficou em segundo lugar no ranking de exportações do setor, com 15,4% de participação, atrás de Mato Grosso, que liderou com 20,7%.
O comércio exterior segue sob incertezas, influenciado por fatores como preços internacionais, custos logísticos e o cenário geopolítico. Ainda assim, há expectativa de melhora para o açúcar na segunda metade do ano.
A leitura do mercado é que uma possível restrição nas exportações da Índia pode abrir espaço adicional para o açúcar brasileiro em mercados estratégicos, especialmente na Ásia.
Em foco (SEO): superávit do agronegócio paulista, exportações de São Paulo, açúcar brasileiro, suco de laranja, carnes, soja, celulose, principais destinos (China, União Europeia e EUA).
Os resultados reforçam a relevância do agronegócio de São Paulo na balança comercial estadual e nacional, com crescimento do volume exportado mesmo em um contexto de preços internacionais mais baixos para commodities-chave.

A Tereos concluiu, em junho, uma operação de grande escala com o embarque de 75 mil toneladas de açúcar VHP (Very High Polarization) em um único navio com destino ao mercado chinês.

O petróleo recua pelo terceiro dia, diante do aumento do tráfego marítimo pelo Estreito de Hormuz e de sinais de um período menos agressivo entre EUA e Irã. O Brent caiu 1,20% para 70,71 dólares por barril e o WTI cedeu 1,25% para 67,72 dólares; o gás natural negociado em Amesterdão (TTF) avançou 0,52%, para 43 dólares por megawatt-hora. Uma fonte não identificada da Administração Trump afirmou que cerca de 10 milhões de barris por dia passam pelo Hormuz, conforme a Bloomberg, sugerindo que as capacidades do Irã para perturbar a circulação podem estar comprometidas. Saul Kavonic, analista da MST Marquee, disse que a pressão de baixa nos preços acompanha o fluxo maior pelo estreito combinado com a liberação de reservas estratégicas e uma demanda menor. A falta de novas agressões entre EUA e Irã também tem contribuído para o recuo. No radar, as negociações entre EUA e Irã devem entrar em um ritmo mais morno, pois a partir de 4 de julho começam as cerimônias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei, o que deverá prolongar-se por vários dias.

O texto trata da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China, de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de 12% dentro da cota e 55% adicional fora dela (total de 67% acima do limite). Mesmo com o fim de junho, a percepção é de que a cota está perto de ser preenchida, com o governo chinês baseando-se no que chega aos portos ao longo do ano. No cenário de 2026, as cargas enviadas no fim de 2025 e que chegam em 2026 influenciam o equilíbrio; dados até maio indicam 65,4% da cota já preenchidos, e a expectativa é de que importadores chineses retomem compras apenas em outubro, com parte das remessas de 2025 chegando à China apenas no começo de 2027. Diante desse cenário de demanda mais fraca e da perspectiva de fim de cota, frigoríficos brasileiros anunciaram medidas de ajuste. A Frigol, uma das cinco maiores do setor, vai conceder férias coletivas de 18 dias a quase mil funcionários da unidade de Água Azul do Norte (PA) a partir de....

A União Europeia decidiu excluir o Brasil da lista de países habilitados a exportar proteínas animais por não comprovar o uso adequado de antimicrobianos na produção. A formalização pela Comissão Europeia já ocorreu e a medida passa a valer em 3 de setembro. Mesmo assim, governo, indústria e entidades do agronegócio intensificam esforços para reverter a decisão, buscando demonstrar aos europeus que o Brasil possui mecanismos para cumprir as exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos.

O Índice de Preços do International Grains Council (IGC) subiu 3,0% em maio ante abril, segundo dados do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA). Entre os principais produtos, o trigo liderou as altas com 3,8%, seguido pelo arroz com 3,7% e pelo milho com 2,0%. Para a safra 2025/26, a previsão aponta produção mundial recorde, enquanto para 2026/27 indica uma queda de 3% na colheita global, devido à menor produção nos países exportadores. No milho, a produção estimada para 2025/26 é de 1.329 milhões de toneladas, com recuo de 2% em 2026/27 por redução da área plantada e da produtividade. O arroz manteve a tendência de alta, puxado pela menor disponibilidade no Vietnã e pela oferta restrita na Tailândia; a variedade Thai 5% Broken teve alta de 8,5%. A soja ficou mais cara, sustentada pelo aumento dos preços de energia e pela valorização dos óleos vegetais nos EUA, com impactos também no Brasil e na Argentina. Já o açúcar subiu 3,4% em maio, devido às previsões de queda na produção por el Niño, especialmente na Índia, Tailândia e Brasil; além disso, a opção de fábricas brasileiras por desviar cana para etanol reduziu a oferta de açúcar para exportação, elevando os preços internacionais. Fonte: Inforpress.