
Os preços do suíno vivo registraram estabilidade na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea/Esalq, conforme atualização divulgada em 20 de fevereiro de 2026. O levantamento indica leve valorização diária em São Paulo e, ao mesmo tempo, retrações no acumulado do mês em diversas praças, sinalizando que o mercado segue em fase de ajuste ao longo de fevereiro.
De acordo com os indicadores, as cotações do suíno vivo no Brasil variam entre R$ 6,59/kg e R$ 6,87/kg nas principais regiões produtoras monitoradas. A oscilação contida no curto prazo reflete um cenário de equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda, enquanto o desempenho mensal negativo observado em vários estados sugere pressão sobre os preços no decorrer do período.
Entre os estados acompanhados, São Paulo foi o único a apresentar avanço na comparação diária. O preço no estado subiu 0,44%, alcançando R$ 6,87/kg no posto. Ainda assim, o mercado paulista acumula queda de 3,10% no mês, o que reforça a leitura de que, apesar do ajuste pontual, a tendência de fevereiro permanece marcada por correções.
Nas demais regiões, os preços permaneceram inalterados no dia. No recorte mensal, porém, a maior parte das praças registrou variação negativa, evidenciando que o setor ainda busca um ponto de equilíbrio frente às condições de comercialização e ao ritmo de consumo.
A seguir, os valores do suíno vivo nas praças monitoradas, com suas respectivas variações diária e mensal. Os preços são divulgados conforme o padrão de negociação de cada estado (posto ou a retirar).
Estado (modalidade) Preço Variação diária Variação mensal Minas Gerais (posto) R$ 6,76/kg 0,00% -4,52% Paraná (a retirar) R$ 6,64/kg 0,00% -2,21% Rio Grande do Sul (a retirar) R$ 6,74/kg 0,00% -0,30% Santa Catarina (a retirar) R$ 6,59/kg 0,00% -1,79% São Paulo (posto) R$ 6,87/kg +0,44% -3,10%
O comportamento do mercado nesta atualização mostra um quadro de estabilidade diária associado a um equilíbrio de curto prazo entre disponibilidade de animais e demanda por compras. Ainda assim, o recuo no comparativo mensal indica que, ao longo de fevereiro, os preços vêm passando por ajustes — movimento comum em períodos de reorganização das negociações e do fluxo de comercialização.
A diferença entre a estabilidade do dia e a queda no mês reforça que o mercado pode estar em fase de acomodação, com correções graduais conforme o andamento das negociações.
O indicador do suíno vivo do Cepea/Esalq é considerado uma das principais referências para a suinocultura brasileira. A série acompanha negociações em polos produtores e contribui para análises ao longo da cadeia — do produtor às etapas de comercialização — servindo como base para leitura de tendência e acompanhamento de preços.
Faixa de preços nas praças monitoradas: de R$ 6,59/kg a R$ 6,87/kg.
São Paulo foi a única praça com alta diária (+0,44%), mas segue com queda no mês (-3,10%).
Demais estados tiveram estabilidade no dia e, em sua maioria, recuos no acumulado mensal.
O quadro sugere equilíbrio momentâneo no curto prazo, com ajustes ao longo de fevereiro.
Com o mercado mantendo preços firmes no recorte diário, mas exibindo perdas no acumulado do mês em várias regiões, o setor segue atento ao andamento das negociações e à sustentação da demanda nas próximas atualizações do indicador.

A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) prepara a inauguração, em 4 de julho, de uma nova unidade de beneficiamento de pescados em Ponto Alto, Domingos Martins (ES), com investimento de cerca de R$ 12 milhões. A instalação elevará a produção de tilápia de 5 para até 20 toneladas por dia, fortalecendo a piscicultura capixaba e aumentando a oferta de derivados do pescado, como hambúrguer, kibe e bolinho de tilápia. A capacidade ampliada beneficia centenas de famílias rurais da região, pois a Coopram atua como...

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar para o bloco produtos de origem animal destinados ao consumo humano, o que afeta carnes, ovos, pescado e mel. O governo brasileiro reagiu com surpresa e informou que adotará todas as medidas necessárias para tentar reverter a decisão, mantendo a continuidade das exportações. A Delegação do Brasil na UE já tem reunião agendada com autoridades sanitárias europeias para buscar explicações e assegurar o retorno à lista, assegurando o fluxo de vendas para o mercado europeu, para o qual o Brasil exporta há cerca de quatro décadas.

Apesar de exportações recordes, os preços do suíno vivo e da carne caem no Brasil em abril, impulsionados pela fraca demanda doméstica e por um mercado altamente competitivo e ofertado, segundo o Cepea. As desvalorizações da última semana são as mais intensas desde janeiro, sinalizando sobreoferta no mercado interno e levando os preços reais do animal vivo ao menor nível desde março de 2022.

O governo avaliou a proposta da Abiec de criar um sistema oficial de divisão de cotas de exportação de carne para a China e de monitoramento dos embarques, ante resistência da CNA e a possibilidade de recorrer ao Cade. A CNA argumenta que a regulação deixaria os pecuaristas à mercê da indústria e levantou preocupações sobre transparência no cumprimento da cota e na negociação de preços.

Resumo: O agronegócio de Santa Catarina, apesar de ocupar pouco mais de 1% do território nacional, destaca-se na produção de alimentos e fica em segundo lugar na exportação de proteína animal. A produção agropecuária catarinense ultrapassa R$ 60 bilhões ao ano, com a produção animal respondendo por cerca de 60% desse total em 2024. As atividades que mais geram receita são suínos para abate, aves para abate e leite, seguidas por soja e tabaco. O desempenho é sustentado pela sanidade animal e vegetal, monitoradas pela Cidasc desde 1979, e por políticas públicas da Sape em parceria com Cidasc e Epagri, como Terra Boa, Leite Bom SC, Pronampe Rural, Fundesa e Financia Agro SC. Santa Catarina exporta para mais de 150 países, com destaque para carnes de aves (US$ 2,44 bilhões) e suína (US$ 1,85 bilhões) no ano passado, além de ações de controle de ferrugem asiática na soja e de defesa de pomares frutícolas.