
Durante a Consumer Analyst Group of New York (CAGNY), realizada na terça-feira (17), a JBS apresentou as diretrizes que sustentam sua estratégia de crescimento e reafirmou seu posicionamento como uma das maiores empresas globais de alimentos. A companhia destacou que a demanda por proteínas animais e vegetais vem avançando como uma mudança estrutural no setor, impulsionada por fatores ligados a saúde, bem-estar e transformações demográficas.
Em sua terceira participação consecutiva no evento, o CEO Global, Gilberto Tomazoni, afirmou que a proteína ocupa papel central na alimentação contemporânea e que a empresa está posicionada no cruzamento de três tendências globais: conveniência, confiança e nutrição.
“A proteína ocupa um papel central na alimentação e na vida cotidiana. A JBS está estrategicamente posicionada na intersecção de três grandes tendências globais: conveniência, confiança e nutrição.”
Com atuação em mais de 180 mercados e um portfólio de 150 marcas, a JBS afirmou que o ponto de partida de suas decisões é compreender como os consumidores comem — e como esses hábitos mudam ao longo do tempo. O portfólio inclui desde proteínas in natura até produtos prontos e refeições congeladas, atendendo diferentes rotinas e ocasiões de consumo.
Segundo Tomazoni, o consumidor atual busca soluções cada vez mais práticas, seguras e de alta qualidade. A empresa também apontou uma mudança geracional relevante: a Geração Z demonstra intenção de consumo de proteína superior à de grupos anteriores, associando o alimento a metas como longevidade e alimentação equilibrada.
Em foco (Global Saúde): o debate sobre proteínas ganha tração à medida que temas como qualidade nutricional, praticidade e segurança alimentar se tornam centrais nas escolhas de consumo.
A JBS indicou que sua estratégia se apoia na diversificação de origens e na atuação em diferentes tipos de proteína — incluindo bovina, suína, aves, peixes e ovos. A produção local em diferentes regiões do mundo é apresentada como um diferencial para responder mais rapidamente às preferências regionais e para equilibrar a oferta entre foodservice e varejo, com foco em itens de maior valor agregado.
O executivo Wesley Batista Filho afirmou que a plataforma global multiproteína é importante para mitigar riscos e contribuir para um fornecimento mais estável, mesmo em um cenário econômico desafiador. A companhia apresentou marcas e operações que, segundo a JBS, ilustram como a estratégia se traduz em expansão e inovação.
Entre os exemplos citados, aparecem iniciativas voltadas a alimentos processados, snacks proteicos e pratos prontos, categorias que crescem com a busca por praticidade e por soluções alinhadas ao dia a dia.
| Marca / Região | Destaque apresentado | Categoria em evidência |
|---|---|---|
| Primo (Austrália) | Presença em 81,7% dos lares australianos; liderança em processados; snacks com US$ 19 milhões em vendas em dois anos | Processados e snacks |
| Huon (Austrália) | Marca premium de salmão; crescimento de 200% nas vendas entre 2024 e 2025 | Aquicultura / salmão |
| Seara (Brasil) | Marca apontada como a mais inovadora; liderança em congelados, pizzas, bacon e hambúrgueres; presença em 93% dos lares; lançamentos como linha Air Fryer e parcerias de conteúdo | Congelados e prontos |
| Richmond e Fridge Raiders (Reino Unido) | Crescimento acima de 73% desde 2019; liderança da Fridge Raiders em snacks proteicos | Snacks proteicos |
| Alamesa e Del Día (México) | Crescimentos de 116% e 21%; impulso de produtos prontos como taquitos, enchiladas e frango empanado | Pratos prontos |
“Inovar é entender onde o consumidor está e desenvolver soluções que se tornem parte dos seus hábitos.”
O CFO Global da JBS, Guilherme Cavalcanti, afirmou que o plano de expansão está apoiado em três pilares financeiros: disciplina de capital, aumento de margens e redução da volatilidade. A empresa apontou ainda uma sólida geração de caixa e um perfil de pagamento consistente de dividendos, além do grau de investimento confirmado por três grandes agências globais.
De acordo com os dados apresentados, os investimentos recentes somam aproximadamente US$ 3 bilhões e estão direcionados à expansão de alimentos preparados, aquicultura e presença em mercados estratégicos, como a região MENA (Oriente Médio e Norte da África).
No encerramento, Tomazoni destacou que um modelo de gestão integrado e uma cultura unificada são determinantes para manter resultados consistentes em diferentes geografias e ciclos de produção. A companhia reforçou a mensagem de que sua plataforma global está preparada para atender à próxima fase de crescimento da demanda por proteínas de forma sustentável e diversificada, alinhada ao futuro da alimentação.
Para o setor de saúde e nutrição, a movimentação do mercado de proteínas segue como um indicador relevante: o avanço de produtos prontos, snacks e soluções multiproteína tende a influenciar padrões de consumo, disponibilidade e oferta de alimentos com maior densidade nutricional no dia a dia.
Destaque: a JBS aposta em inovação orientada por hábitos do consumidor e em uma plataforma multiproteína global para sustentar crescimento, reduzir riscos e ampliar presença em categorias de conveniência.

A Cooperativa de Empreendedores Rurais de Domingos Martins (Coopram) prepara a inauguração, em 4 de julho, de uma nova unidade de beneficiamento de pescados em Ponto Alto, Domingos Martins (ES), com investimento de cerca de R$ 12 milhões. A instalação elevará a produção de tilápia de 5 para até 20 toneladas por dia, fortalecendo a piscicultura capixaba e aumentando a oferta de derivados do pescado, como hambúrguer, kibe e bolinho de tilápia. A capacidade ampliada beneficia centenas de famílias rurais da região, pois a Coopram atua como...

A União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar para o bloco produtos de origem animal destinados ao consumo humano, o que afeta carnes, ovos, pescado e mel. O governo brasileiro reagiu com surpresa e informou que adotará todas as medidas necessárias para tentar reverter a decisão, mantendo a continuidade das exportações. A Delegação do Brasil na UE já tem reunião agendada com autoridades sanitárias europeias para buscar explicações e assegurar o retorno à lista, assegurando o fluxo de vendas para o mercado europeu, para o qual o Brasil exporta há cerca de quatro décadas.

Apesar de exportações recordes, os preços do suíno vivo e da carne caem no Brasil em abril, impulsionados pela fraca demanda doméstica e por um mercado altamente competitivo e ofertado, segundo o Cepea. As desvalorizações da última semana são as mais intensas desde janeiro, sinalizando sobreoferta no mercado interno e levando os preços reais do animal vivo ao menor nível desde março de 2022.

O governo avaliou a proposta da Abiec de criar um sistema oficial de divisão de cotas de exportação de carne para a China e de monitoramento dos embarques, ante resistência da CNA e a possibilidade de recorrer ao Cade. A CNA argumenta que a regulação deixaria os pecuaristas à mercê da indústria e levantou preocupações sobre transparência no cumprimento da cota e na negociação de preços.

Resumo: O agronegócio de Santa Catarina, apesar de ocupar pouco mais de 1% do território nacional, destaca-se na produção de alimentos e fica em segundo lugar na exportação de proteína animal. A produção agropecuária catarinense ultrapassa R$ 60 bilhões ao ano, com a produção animal respondendo por cerca de 60% desse total em 2024. As atividades que mais geram receita são suínos para abate, aves para abate e leite, seguidas por soja e tabaco. O desempenho é sustentado pela sanidade animal e vegetal, monitoradas pela Cidasc desde 1979, e por políticas públicas da Sape em parceria com Cidasc e Epagri, como Terra Boa, Leite Bom SC, Pronampe Rural, Fundesa e Financia Agro SC. Santa Catarina exporta para mais de 150 países, com destaque para carnes de aves (US$ 2,44 bilhões) e suína (US$ 1,85 bilhões) no ano passado, além de ações de controle de ferrugem asiática na soja e de defesa de pomares frutícolas.