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Estão abertas as inscrições para o Dia de Campo na Fazenda Lagoa dos Currais, que será realizado no dia 6, em Cordisburgo (MG). A iniciativa integra o programa Dias de Campo, uma parceria entre a Baldan — empresa brasileira de máquinas e implementos agrícolas — e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O objetivo é disseminar conhecimento técnico, boas práticas e soluções voltadas ao aumento da produtividade no campo, com foco em sustentabilidade e maior eficiência dos sistemas produtivos.
O encontro é direcionado a produtores rurais, pecuaristas, técnicos, consultores, estudantes e profissionais do setor agropecuário que buscam adotar modelos mais modernos de produção, com melhor gestão de recursos e resultados consistentes em diferentes cenários climáticos e de mercado.
De acordo com Miguel Gontijo, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo e coordenador das atividades realizadas na Unidade de Referência Tecnológica da Fazenda Lagoa dos Currais, a programação foi desenhada para atender a demandas práticas da região central de Minas Gerais, conectando ciência aplicada e soluções que podem ser replicadas nas propriedades.
Destaque da programação: os participantes terão acesso a conteúdos sobre Integração Lavoura-Pecuária (ILP), recuperação de pastagens, manejo do solo, consórcios forrageiros, desempenho animal e uso de máquinas e implementos agrícolas.
Entre os temas centrais, a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) ganha destaque por permitir maior uso do solo ao longo do ano, alternando ou combinando produção de grãos e forragens. A estratégia tem sido apontada como uma alternativa para elevar a produtividade e reduzir riscos, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação do solo e melhor aproveitamento de nutrientes.
Outro eixo importante do Dia de Campo é a recuperação de pastagens, assunto considerado decisivo para a competitividade da pecuária. Pastos bem manejados impactam diretamente o desempenho animal, o ganho de peso e a produção de leite, além de influenciarem custos e a sustentabilidade do sistema.
A programação também inclui orientações sobre manejo do solo e consórcios forrageiros, com enfoque em decisões técnicas que afetam a produtividade de forma estruturante: cobertura do solo, escolha de espécies, rotação e uso de tecnologias para melhor estabelecimento das culturas e manutenção da fertilidade.
Além das discussões agronômicas e zootécnicas, o evento deve apresentar soluções relacionadas ao uso de máquinas e implementos agrícolas. A proposta é aproximar os participantes de alternativas que podem otimizar operações no campo, ampliar eficiência e dar suporte à implantação de sistemas integrados, alinhando inovação e resultados práticos.
Para Robson Zofoli, diretor comercial da Baldan, a iniciativa reforça a estratégia de manter proximidade com o produtor rural e oferecer soluções aplicáveis ao dia a dia da propriedade. Segundo ele, a cooperação com a Embrapa agrega conhecimento técnico de alto nível ao ambiente de demonstração, contribuindo para a evolução de uma agropecuária mais produtiva e sustentável.
O programa Dias de Campo promove encontros técnicos em propriedades rurais para ampliar o acesso a informações validadas em condições reais de produção. A dinâmica combina pesquisa, inovação e demonstrações práticas, criando um ambiente propício para troca de experiências entre produtores, especialistas e empresas do setor.
A proposta do projeto é fortalecer a tomada de decisão no agro por meio de recomendações e tecnologias testadas em campo, contribuindo para sistemas de produção mais resilientes, eficientes e alinhados às exigências atuais de sustentabilidade e qualidade.
Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e estratégias de intensificação sustentável
Recuperação de pastagens e melhoria de produtividade na pecuária
Manejo do solo e boas práticas para conservação e fertilidade
Consórcios forrageiros e planejamento de sistemas mais eficientes
Desempenho animal e indicadores de resultado na propriedade
Uso de máquinas e implementos agrícolas aplicados à realidade regional
Item Detalhes Evento Dia de Campo na Fazenda Lagoa dos Currais Data Dia 6 Local Cordisburgo (MG) Público-alvo Produtores, pecuaristas, técnicos, consultores, estudantes e profissionais do agro Inscrição Valor informado pela organização: R$ 50,00, com doação destinada à Champ1 Research Foundation
A realização é da Embrapa, da Baldan e da Fazenda Lagoa dos Currais, com apoio de entidades e empresas do setor agropecuário, incluindo associações, cooperativas e organizações de assistência técnica e formação rural.
Por que participar: eventos de campo ajudam a conectar pesquisa aplicada e práticas produtivas, ampliando o acesso a tecnologias e estratégias para melhorar a eficiência, recuperar áreas e elevar o desempenho dos sistemas de produção.
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Resumo: As informações indicam que os EUA pediram à Ucrânia que facilite restrições às importações de potássio originário da Bielorrússia e que Kyiv pressione países europeus a adotarem posição semelhante. A notícia ressalta que o potássio é um nutriente essencial para solos e para elevar a produção agrícola; antes das sanções ocidentais, a Bielorrússia dependia dele para obter receitas em moeda estrangeira. As sanções foram impostas por motivos políticos, incluindo repressão interna e apoio de Moscou à guerra contra a Ucrânia, o que impactou as exportações de potássio da Bielorrússia e suas fontes de divisas. A iniciativa, segundo fontes familiarizadas, busca ampliar o isolamento econômico da Bielorrússia, aumentando a pressão para tornar o comércio mais restrito ou menos viável no curto prazo. Não houve confirmação oficial dos governos envolvidos, e os próximos passos dependem de negociações entre Washington, Kyiv e aliados europeus, com avaliação de impactos econômicos no setor agroindustrial.
Resumo: A escassez de fertilizantes causada pelo conflito com o Irã e pelo bloqueio do estreito de Ormuz pode reduzir a produção global de alimentos e elevar os preços. O CEO da Yara, Svein Tore Holsether, afirmou à BBC que até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas, o que pode equivaler a até 10 bilhões de refeições a menos por semana. Não aplicar fertilizante nitrogenado pode reduzir a produtividade de algumas culturas em até 50% já na primeira safra, com impactos mais imediatos na Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina. Regiões como a África Subsaariana podem sofrer efeitos ainda maiores, e o tempo de plantio varia globalmente. A ONU/Programa Mundial de Alimentos estima que as consequências do conflito podem levar 45 milhões de pessoas a mais à fome em 2026, com a insegurança alimentar na Ásia-Pacífico aumentando cerca de 24%. No Reino Unido, a inflação de alimentos pode chegar a 10% em dezembro, com sinais de custos mais altos para produtores já aparecendo.

Resumo: O preço do bezerro manteve a valorização em 2026, atingindo novo patamar histórico acima de R$ 3.400 por cabeça ao final de abril (Cepea, Mato Grosso do Sul). Na parcial de abril, houve alta de 3,3% em relação a março e 10,9% frente a 2025, com o preço médio nominal até o dia 27 de abril em R$ 3.347,2, o oitavo mês consecutivo de alta e o maior da série. O ágio do bezerro frente ao boi gordo atingiu 39,1% na parcial de abril de 2026, o maior para o período do ano desde 2021, embora ainda abaixo dos recordes históricos de 2021 e 2015. Do lado do mercado, os dados de futuros sinalizam expectativa de queda, o que preocupa o produtor no curto prazo. Em outro tema, a demanda chinesa por carne bovina foi revisada para baixo em mais de 0,5 milhão de toneladas em equivalente carcaça para 2026, levantando a questão se o consumo na China cairá tanto neste ano.
O setor agropecuário brasileiro iniciou 2026 com retração de 9,79% no IPPA/Cepea no 1º trimestre ante o mesmo período de 2025, com a arroba bovina sendo a única exceção, valorizada 5,9%.

Resumo: As chuvas do inverno amazônico dificultam a colheita de açaí nos municípios ribeirinhos, levando a uma redução de cerca de 40% na oferta em Macapá e impactando produtores, batedores e consumidores. O tempo chuvoso dificulta o acesso às áreas de colheita e o transporte do fruto até a capital, chegando a reduzir a produção pela metade em dias de chuva (ex.: 180 latas frente a 400–500 em tempo bom). Em Macapá, muitas batedeiras estão sem funcionar por falta de produto; o litro varia entre R$ 20 e R$ 30. A oscilação diária de preços é evidente, com variações entre R$ 18, R$ 25 e até R$ 30, o que preocupa quem depende do fruto para sobrevivência. Adrison Pacheco Pereira comenta que é preciso pagar melhor para conseguir trazer o açaí; Antônio Alves dos Santos destaca o desemprego entre batedores; Andréa de Ataíde confirma o aumento para cerca de R$ 26 por litro; e Rony Gonçalves observa a oscilação diária de preços. A associação de batedores e produtores alerta para a necessidade de soluções para manter a atividade.