
Cultivar SCS157 Prodígio foi desenvolvido para oferecer maior estabilidade de produção, redução de custos e melhor adaptação a estresses climáticos no Sul do país.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentou nesta semana o SCS157 Prodígio, novo cultivar de milho direcionado à agricultura familiar. A novidade foi lançada durante o Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, e chega como alternativa voltada a pequenos produtores que buscam produtividade, rusticidade e segurança diante das variações climáticas.
Desenvolvido desde 2012 no Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, o SCS157 Prodígio passou por avaliações em diferentes condições de solo e clima no Sul do Brasil. O objetivo foi garantir ampla adaptação e desempenho consistente em cenários de maior risco, como períodos de estiagem e eventos climáticos adversos.
De acordo com os resultados apresentados, o SCS157 Prodígio superou em cerca de 10% o rendimento do SCS155 Catarina, cultivar que era um dos destaques anteriores da instituição. A média de produtividade atinge 9,9 toneladas por hectare (aproximadamente 165 sacas), com potencial de alcançar até 195 sacas em condições favoráveis.
O material também foi descrito como uma opção com boa homogeneidade de lavoura, baixo índice de acamamento e melhor desempenho na primeira safra, predominante no Sul. Esses fatores tendem a favorecer o planejamento da propriedade e a previsibilidade de colheita, aspecto considerado estratégico para a sustentabilidade econômica de pequenas áreas.
Indicador SCS157 Prodígio Destaque do lançamento Ganho de rendimento vs. cultivar anterior ~10% Mais produção na mesma área Média de produtividade 9,9 t/ha (≈ 165 sacas) Desempenho consistente em testes Potencial em condições favoráveis Até 195 sacas Maior teto produtivo Comportamento agronômico Boa homogeneidade e baixo acamamento Facilita manejo e colheita
Além do ganho de produtividade, a Epagri destacou a rusticidade do novo cultivar e sua maior resistência à estiagem e a eventos climáticos adversos. Em um contexto de mudanças no regime de chuvas e maior imprevisibilidade do tempo, a estabilidade produtiva é vista como elemento decisivo para reduzir perdas e proteger a renda da família no campo.
Outro ponto enfatizado foi a tolerância a doenças, incluindo o complexo de enfezamentos associado à cigarrinha-do-milho. Em muitos cenários, segundo a apresentação do material, o uso de fungicidas pode não ser necessário, o que tende a contribuir para redução de custos de produção e simplificação do manejo, especialmente em propriedades com menor acesso a insumos.
Em destaque: a combinação de produtividade, resiliência climática e tolerância a doenças posiciona o SCS157 Prodígio como alternativa para aumentar a segurança produtiva em pequenas propriedades.
O SCS157 Prodígio é classificado como variedade de polinização aberta (VPA). Isso significa que o material não é transgênico e permite o reaproveitamento de sementes, característica valorizada por agricultores familiares que buscam autonomia e maior previsibilidade de custos ao longo das safras.
A proposta é oferecer uma alternativa mais acessível, sem abrir mão de performance agronômica. Com isso, a Epagri reforça a estratégia de impulsionar a inovação voltada às demandas do pequeno produtor, contemplando desde produtividade e sanidade da lavoura até a viabilidade econômica no dia a dia.
Não transgênico, atendendo perfis de produção que buscam esse tipo de material.
Sementes reaproveitáveis, ampliando a autonomia do agricultor familiar.
Foco em custo-benefício, com possibilidade de reduzir gastos com manejo em determinados cenários.
Adaptação regional, testada em diferentes ambientes do Sul do Brasil.
As sementes do novo cultivar são comercializadas por empresa autorizada, e os produtores podem buscar orientação técnica nos escritórios municipais da Epagri para avaliar a adoção da tecnologia conforme as condições locais. A recomendação é que cada propriedade considere fatores como época de plantio, histórico de pragas e doenças, manejo de solo e disponibilidade hídrica para tirar melhor proveito do potencial do material.
Durante o lançamento, autoridades e representantes ligados ao setor destacaram que a inovação fortalece a sustentabilidade econômica das pequenas propriedades, ao ampliar a rentabilidade e a segurança produtiva em um cenário marcado por maior instabilidade climática.
Palavras-chave para SEO: milho para agricultura familiar, novo cultivar de milho, Epagri Santa Catarina, variedade de polinização aberta, milho não transgênico, resistência à estiagem, cigarrinha-do-milho, produtividade no Sul do Brasil.

A live de lançamento do estudo “Agricultura Irrigada no Brasil: Impactos e Perspectivas Estratégicas”, organizada pelo STAC/USP e pela ABIMAQ, discutiu o papel da irrigação no fortalecimento do agronegócio brasileiro. Com participação de Joaquim Bento, Giovani Wiliam Gianeti e Cristiano Del Nero, o evento abordou contribuições socioeconômicas, desafios de infraestrutura, gestão da água e o potencial de expansão da atividade. Entre os dados apresentados, um estudo da USP de 2019 estimou uma área adicional irrigável de 55,8 milhões de hectares no país, considerando águas superficiais e subterrâneas.
O programa Terra Forte, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e executado pela Emater/RS-Ascar, avalia solos de quase 5 mil agricultores familiares com previsão de alcançar 15 mil beneficiados na primeira etapa e mais dois próximos lotes para os outros 10 mil.

Esta reportagem integra a série especial Brasil de Bombachas: a saga dos gaúchos na colonização do Brasil Agrícola, publicada mensalmente na Revista A Granja, que resgata a trajetória de famílias, produtores e profissionais que desbravam novas fronteiras agrícolas e ajudaram a construir o agronegócio nacional. Neste capítulo, o avanço rumo ao Centro-Oeste e ao Norte ganha destaque, com histórias que conectam o Rio Grande do Sul ao Distrito Federal e ao Tocantins, dois territórios que simbolizam diferentes fases da expansão agrícola brasileira.

A cadeia produtiva do arroz no Brasil enfrenta um momento desafiador, marcado por queda no consumo, excesso de oferta e aumento dos custos de produção, o que tem reduzido a rentabilidade de produtores e indústrias. Além dos fatores econômicos, mudanças nos hábitos alimentares, especialmente entre os jovens, têm diminuído o consumo tradicional do grão. Diante desse cenário, o setor busca soluções como diversificação de produtos, campanhas de incentivo ao consumo e maior planejamento entre produção, mercado interno e exportações para recuperar competitividade e garantir sustentabilidade no longo prazo.

A reportagem faz parte da série mensal Os Bandeirantes do Agro Brasileiro, que revela as histórias de famílias e produtores que abriram fronteiras e moldaram o agronegócio no país. Nesta edição, o foco está em Santa Catarina e Paraná, os primeiros destinos da migração sulista que redefiniu o mapa agrícola brasileiro.