
O impacto do El Niño e La Niña no agronegócio brasileiro
O agronegócio no Brasil opera como uma verdadeira "indústria a céu aberto", onde o clima tem papel decisivo na produtividade das safras. Entre os fenômenos climáticos que influenciam diretamente o setor, destacam-se o El Niño e a La Niña, responsáveis por alterar padrões climáticos globais e impactar o planejamento e o resultado das fazendas em todo o território nacional.
De acordo com o CPTEC/INPE, o El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico aquecem além do normal, enfraquecendo os ventos atmosféricos. Já a La Niña sucede quando as águas do mesmo oceano resfriam, fortalecendo esses ventos. Essas alterações afetam diretamente onde e quando as chuvas ocorrem globalmente, incluindo no Brasil.
Durante o El Niño, diferentes regiões do Brasil são afetadas distintamente. No Norte e Nordeste, a precipitação diminui substancialmente, resultando em secas severas que comprometem a agricultura e a pecuária. Culturas essenciais como milho, feijão e mandioca sofrem grandes perdas.
Já na Região Sul, o cenário se inverte, com chuvas excessivas que provocam erosão do solo e favorecem o surgimento de doenças em plantas, como fungos que afetam culturas significativas como soja e milho. Esse excesso de água impede a entrada de máquinas agrícolas nos campos, dificultando a colheita.
No Centro-Oeste, área crucial para a produção de grãos no país, o El Niño eleva as temperaturas, acelerando o crescimento das plantas. Embora isso possa parecer positivo, resulta em grãos com menor tempo de maturação, reduzindo a produtividade por hectare.
A La Niña representa um grande desafio para produtores de soja e milho no Sul e em Mato Grosso do Sul, devido à redução significativa das chuvas, levando a quebras de safra consideráveis, com perdas que podem chegar a 30% segundo o INMET.
Por outro lado, o Norte e Nordeste se beneficiam, com chuvas regulares incrementando a produtividade agrícola. O Matopiba—Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia—aproveita condições ideais para cultivo nesse período.
A variabilidade nas chuvas, causada pelo El Niño e La Niña, desordena totalmente o calendário agrícola. O governo, por meio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), auxilia produtores a identificar melhores períodos de plantio para cada cultura em suas respectivas regiões.
Ferramentas como as previsões do INMET e variedades de sementes desenvolvidas pela Embrapa ajudam a mitigar os efeitos desses fenômenos, permitindo um planejamento mais eficiente e adaptado. O Sistema Plantio Direto, prática agrícola que conserva a umidade do solo, também tem se mostrado eficaz na manutenção da produtividade diante das adversidades climáticas.
Recentemente, produtores têm contado com a tecnologia para prever e se adaptar aos impactos climáticos. Aplicativos e sistemas de previsão climática tornam as operações agrícolas mais resilientes, proporcionando dados mais precisos sobre condições futuras.
Essas soluções tecnológicas, aliadas a técnicas de manejo adaptadas e sementes mais resistentes, são essenciais para manter a sustentabilidade do setor agrícola brasileiro em tempos de mudanças climáticas.
Assim, mesmo diante dos desafios impostos pelos fenômenos El Niño e La Niña, o Brasil continua a inovar e buscar meios de proteger sua agricultura, sustentando uma das bases mais importantes da economia nacional.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.