
Ao longo dos últimos dez anos, o Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), em colaboração com o Instituto Mato-grossense de Agronegócio (Iagro MT) e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), tem sido um pilar essencial para a agricultura sustentável na região. Focado na pesquisa aplicada e transferência de conhecimento, o CTECNO ajuda na implantação de práticas como plantio direto, uso controlado de defensivos agrícolas, conservação do solo e da água, além da rotação de culturas.
"Ao longo dos anos, percebemos que sistemas mais sustentáveis geram mais no mesmo espaço e exigem menos investimentos", destaca a pesquisadora Daniela Facco, do CTECNO Parecis.
A produção sustentável ganhou enorme importância para os agricultores da região, como explica Antenor Utida, produtor rural local. "Precisa-se encontrar a sustentabilidade nas questões ambientais, sociais e principalmente econômicas para garantir a continuidade na atividade". O investimento em pesquisa tornou-se crucial para enfrentar desafios como pragas e doenças, especialmente aqueles relacionados à resistência.
"A pesquisa tem sido essencial para as soluções do produtor rural, especialmente diante dos desafios de pragas e doenças nas culturas de soja e milho", comenta Utida.
Vagner Herklotz, outro produtor da região, ressalta que a pesquisa do centro permite decisões mais informadas e assertivas. "O manejo correto e a escolha da variedade certa, junto com o uso de cobertura vegetal, garantiram que áreas arenosas, antes improdutivas, agora floresçam."
A prática do plantio direto e rotação de culturas são estratégias implementadas com sucesso na propriedade de Herklotz. "A soja é substituída pelo milho, seguindo pelas plantas de cobertura, o que aumenta a produtividade e mantém a fertilidade do solo."
A missão do CTECNO de transmitir boas práticas agrícolas ganha vida durante os dias de campo, onde produtores observam os métodos em ação. Daniela Facco salienta que o conhecimento adquirido não só é documentado, mas também é compartilhado através de materiais técnicos e discussões nas rodadas técnicas com a Aprosoja. Este modelo não só facilita o acesso à informação, mas também assegura a aplicação prática das descobertas diretamente nas lavouras.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.