
A Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) anunciaram a publicação da 5ª edição do Manual de Boas Práticas de Manejo do Algodoeiro em Mato Grosso. Este manual visa a difusão de conhecimento e tecnologia na pesquisa algodoeira mato-grossense, compilando contribuições valiosas de especialistas em manejo do algodoeiro.
Dividida em sete partes (A a G), a obra conta com um total de 648 páginas, incluindo dois artigos significativos de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). O Capítulo 5.4, intitulado Pulverização eletrostática para uso agrícola, é um dos destaques, sendo escrito pelo pesquisador Aldemir Chaim. Este capítulo, com 14 páginas, está na Parte E – Condução da lavoura, e oferece uma visão sobre como a economia eletrostática pode incrementar a eficiência nas pulverizações agrícolas.
Outro componente importante é o Capítulo 7.7, que discute o Contexto e oportunidades para fazendas de algodão no mercado de carbono e na adaptação às mudanças climáticas. Este capítulo integra a Parte G – Manejo sustentável do cultivo do algodoeiro. Assinado pelos pesquisadores Cristiano Alberto de Andrade, Ruan Carnier, Ladislau Martin-Neto, e Débora MBP Milori, a seção examina os desafios e possibilidades do setor algodoeiro em práticas de manejo sustentáveis, visando a mitigação das emissões de gases do efeito estufa (GEE).
Além disso, o capítulo destaca os projetos de créditos de carbono e abrange a implementação de tecnologias MRV (Monitoramento, Relato e Verificação). A boa gestão de informações associada a sistemas produtivos mais sustentáveis se mostra essencial para prosperidade do setor algodoeiro em um cenário sustentável.
Publicado inicialmente em 2012, o Manual do IMAmt é atualizado periodicamente e agora é acessível exclusivamente em formato digital para facilitar atualizações anuais nos capítulos. Esta estratégia permite ao IMAmt inserir novas versões em dezembro de cada ano, mantendo o documento sempre atualizado e alinhado com as demandas do setor algodoeiro.
O manual serve como uma referência abrangente, não apenas ao abordar conceitos científicos, mas também ao oferecer recomendações práticas para produtores. Além de reunir autores renomados, a obra também conta com a colaboração de universidades e empresas privadas, bem como de várias Unidades de Pesquisa da Embrapa, incluindo Agricultura Digital, Agrobiologia, Algodão, entre outras.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.