
Em um esforço para fortalecer as estratégias de manejo contra a cigarrinha-do-milho, uma praga que ameaça seriamente a produtividade das lavouras, as Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu) lideram uma empreitada inovadora de monitoramento no Triângulo Mineiro e norte do estado de São Paulo. Esta iniciativa, denominada Rede Sentinela, será oficialmente lançada em Uberaba, na próxima terça-feira, marcando um avanço significativo na produção e divulgação de dados técnicos sobre a praga.
Parcerias Importantes
O projeto foi desenvolvido pela Fazu, em colaboração com empresas como JuliAgro e ColeAgro, além da startup FitoWise, contando também com o apoio de importantes instituições de pesquisa e associações do setor agropecuário. Esta colaboração entre academia, pesquisa e setor produtivo visa a geração de dados valiosos que permitem aos produtores tomar decisões mais acertadas no manejo da praga.
Monitoramento e Coleta de Dados
Desde agosto de 2025, o trabalho de monitoramento iniciou-se com a instalação de armadilhas em lavouras de diversos municípios mineiros e paulistas. Estas armadilhas são avaliadas quinzenalmente e já possibilitaram a coleta de dados preliminares, que serão apresentados durante o lançamento oficial da Rede Sentinela. Após o evento, boletins técnicos mensais serão divulgados, fortalecendo o acompanhamento em tempo real da evolução da praga.
Participação Educacional
O projeto não só foca nas soluções para o manejo da cigarrinha-do-milho, mas também tem um aspecto educacional significativo. Estudantes de Engenharia Agronômica da Fazu estão profundamente envolvidos nas atividades de campo, tornando a iniciativa uma integração prática do ensino, pesquisa e extensão universitária.
Importância da Ação
A cigarrinha-do-milho é conhecida por ser um vetor de doenças como os enfezamentos, que podem impactar drasticamente a produtividade das lavouras, tornando imperativo o desenvolvimento de estratégias de monitoramento eficazes. O observatório se propõe a fornecer informações detalhadas que auxiliem os agricultores no planejamento de suas ações e no manejo mais eficaz das suas culturas.
Rede Sentinela aspira não apenas a ser uma referência na região, mas também um modelo a ser seguido por outras áreas agrícolas que compartilham da preocupação com a sanidade das culturas de milho.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.