
A Arena Bovinos da ExpoAgro COTRICAMPO voltou a ser destaque no cenário da pecuária leiteira brasileira ao sediar mais um resultado histórico. Durante o Concurso Leiteiro da raça Jersey, a categoria Vaca Jovem teve um novo recorde nacional, reforçando a força do melhoramento genético e da gestão produtiva em propriedades especializadas.
O novo recorde nacional foi alcançado pela vaca Limalha Colonel da Ventana, da Cabanha Ventana, de Boa Vista do Incra. No total do concurso, o animal produziu 58.720 kg, superando o recorde anterior, que era de 51.500 kg.
“São 38 anos de trabalho com gado de leite. Esses animais nasceram nas minhas mãos. Então é um trabalho de muito carinho e dedicação para chegar nesse resultado.”
— Carmem Petersen Dias da Costa, proprietária da Cabanha Ventana
Além do recorde na categoria de vaca jovem, a disputa também teve desempenho expressivo na categoria Vaca Adulta. A campeã foi Jiboia Moe da Ventana, também da Cabanha Ventana, com produção total de 60.540 kg.
Segundo Carmem Petersen Dias da Costa, os resultados são consequência de uma trajetória marcada por foco, consistência e dedicação à atividade leiteira, com ênfase em melhoramento genético e no cuidado diário com os animais. Ela destaca que, na propriedade, as 134 vacas vivem soltas, estratégia alinhada ao bem-estar e à eficiência do sistema.
A marca obtida na ExpoAgro COTRICAMPO reforça a importância de eventos técnicos e competitivos para medir desempenho, dar visibilidade a programas de seleção e estimular a evolução de indicadores produtivos na cadeia do leite. Para criadores, os concursos funcionam como uma vitrine de genética, manejo e potencial produtivo, além de contribuírem para a troca de conhecimento entre profissionais do setor.
O regulamento do Concurso Leiteiro da raça Jersey prevê um protocolo padronizado: são realizadas 3 ordenhas em 24 horas, com intervalos de oito horas entre elas. Esse formato busca garantir condições comparáveis entre os participantes e evidenciar a consistência produtiva dos animais ao longo do dia.
Formato do concurso: 3 ordenhas em 24 horas, com intervalos regulares de 8 horas, para aferição da produção total.
Categoria Animal Propriedade Município Produção Observação Jersey – Vaca Jovem Limalha Colonel da Ventana Cabanha Ventana Boa Vista do Incra 58.720 kg Novo recorde nacional Jersey – Vaca Adulta Jiboia Moe da Ventana Cabanha Ventana Boa Vista do Incra 60.540 kg Campeã da categoria
A programação de concursos na ExpoAgro COTRICAMPO segue com atenção do público e de profissionais do setor. O resultado do Concurso Leiteiro da raça Holandesa deve ser divulgado ainda nesta quinta-feira, ampliando a movimentação em torno das avaliações e do desempenho produtivo apresentado no evento.
Recorde nacional na categoria Jersey – Vaca Jovem com 58.720 kg.
Superação da marca anterior, de 51.500 kg, reforçando a evolução do melhoramento genético.
Resultado expressivo também na categoria adulta, com 60.540 kg.
Concurso com protocolo padronizado: 3 ordenhas em 24 horas, com intervalos de 8 horas.
Fonte: ExpoAgro COTRICAMPO.

Quando se fala em produtividade na pecuária leiteira, é comum que a atenção esteja voltada para as vacas em lactação. No entanto, boa parte dos resultados obtidos ao longo da vida produtiva dos animais começa a ser construída muito antes da primeira ordenha. As fases de cria e recria exercem influência direta sobre indicadores como idade ao primeiro parto, desempenho reprodutivo, produção de leite e longevidade do rebanho. Por esse motivo, decisões tomadas nos primeiros meses de vida das bezerras podem gerar reflexos econômicos durante vários anos.

Foi aprovado, em primeiro turno, o Projeto de Lei (PL) 2.160/24 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que restringe a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido no estado. A matéria, de autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), busca proteger os produtores mineiros diante da concorrência com leite em pó importado, especialmente do Mercosul, considerada desleal para a cadeia produtiva local. Originalmente, o projeto previa proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido, com multa de até....

Resumo: Em março de 2026, o preço do leite pago ao produtor subiu pelo terceiro mês consecutivo, confirmando expectativas de que a redução da oferta elevaria as cotações de forma mais intensa. Segundo Cepea, a alta foi de 10,5% em relação a fevereiro, levando a Média Brasil a R$ 2,3924 por litro. Apesar da recuperação, o valor ainda está 18,7% abaixo do registrado em março de 2025 em termos reais. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a elevação chega a 17,6%, com média de R$ 2,2038 por litro. O texto encerra com o convite para seguir o Agrofy News no WhatsApp.

O estado líder na produção de leite prevê queda de 21,9% no VBP da pecuária leiteira de 2025 para 2026, de R$ 18,1 bilhões para cerca de R$ 14,1 bilhões (78% das perdas da pecuária local). Em contrapartida, os criadores de bovinos devem registrar aproximadamente R$ 19 bilhões de receita bruta neste ano, +5% frente a 2025, consolidando o terceiro ano de resultados positivos. A recuperação de preços foi impulsionada pela reacomodação de embarques para Países Baixos, Filipinas e China, após a retirada de tarifas dos EUA.

Resumo: Em jan/2026, o preço do leite pago ao produtor, na Média Brasil segundo Cepea, fechou em 2,0216 R$/L, alta de 0,9% frente a dez/25, mas trajetória 26,9% menor que jan/25 (em termos reais). O mercado permanece com oferta relativamente estável, mas com pressão nas margens do produtor, já que o COE subiu 1,32% no mês. A valorização do milho continua limitando o poder de compra, exigindo 33,56 litros de leite para uma saca de 60 kg do grão (-3,76% frente ao mês anterior, mas +15,2% versus a média dos últimos 12 meses). Investimentos devem reduzir e a sazonalidade reforça a queda na captação; o ICAP-L caiu 3,6% de dez/25 para jan/26, especialmente no Sul e em SP. A transmissão de alta para o varejo permanece lenta, com impactos no setor industrial: os preços reais de UHT, muçarela e leite em pó recuaram 1,44%, 1,49% e 0,15%, respectivamente. Importações cresceram 8% (178,53 milhões de litros eqL) e as exportações subiram 16,75% (4,3 milhões de litros eqL), mas não foram suficientes para equilibrar o mercado. A expectativa é de que, a partir de fev/26, o viés de alta se consolide de forma gradual, condicionado ao escoamento dos estoques.