
Com um aumento de 1,14% entre a terceira e a quarta semana de janeiro, a cesta básica em Cuiabá registrou uma elevação de R$ 9,16, atingindo o valor de R$ 814,14. Este valor é um dos mais altos desde julho do ano passado, de acordo com o levantamento conduzido pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).
Comparando com o ano anterior, o custo atual da cesta básica é 2,07% mais caro do que em 2025, quando a média era de R$ 797,63. Mesmo com a maior parte dos produtos apresentando uma retração semanal, o preço elevado permanece um tema de preocupação.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou que a alta de preço é perceptível apesar de reduções em muitos itens. Segundo Wenceslau, "o aumento concentrado em determinados produtos foi suficiente para neutralizar as quedas e manter a pressão sobre o valor final dos alimentos".
O tomate foi um dos grandes vilões da semana, com um impressionante aumento de 18,03% na média semanal, alcançando o preço de R$ 8,40 por quilograma. Este aumento significativo pode ser atribuído a fatores climáticos, como calor excessivo combinado com chuvas intensas, que afetam a qualidade e a quantidade disponível ao varejo. Comparado a 2025, o preço está 39,62% mais elevado.
Também a batata teve um aumento expressivo, atingindo um custo médio de R$ 5,06 por quilograma. A oferta reduzida em algumas lavouras devido às condições climáticas adversas contribuiu para esse acréscimo de 12,16% na variação semanal. Em termos anuais, o preço da batata está 13,39% mais alto.
No lado positivo, o preço do óleo de soja manteve uma tendência de queda, situando-se em R$ 8,39 por 900 mL, com uma redução semanal de 5,09%. A boa oferta de soja e a menor procura, tanto internamente quanto externamente, têm contribuído para essa tendência de baixa.
A diferença significativa nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros e seus derivados é um reflexo dos fatores climáticos e produtivos, que continuam a desempenhar papéis centrais na formação dos preços. Essa variação nos preços ressalta a fragilidade da oferta agrícola diante de condições climáticas adversas.
Wenceslau Júnior comentou sobre o cenário, reforçando que "as mudanças no clima e a produtividade das lavouras são determinantes cruciais para o movimento dos preços no mercado".

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.