
Brasília, DF — Após quase duas décadas de pesquisa intensiva da Embrapa, a variedade pérola do Cerrado do maracujá foi lançada com êxito em 2013, e desde então vem ganhando destaque tanto no comércio quanto na indústria alimentícia. Desenvolvida a partir de espécies silvestres nativas do Cerrado, essa fruta é altamente valorizada por suas características únicas, que a tornam ideal para consumo in natura e também para processamento industrial.
Com atributos funcionais que incluem efeitos antiestresse e melhoria no sono, o maracujá pérola do Cerrado tem conquistado consumidores que buscam potenciais benefícios à saúde. Em uma região rural no Riacho Fundo 2, próximo ao Distrito Federal, produtores locais, entre eles Flávio e Ailton, têm registrado uma crescente demanda pela fruta nas últimas temporadas.
O maracujá mostrou-se um ingrediente promissor no setor gastronômico. Em uma sorveteria da região, sobremesas artesanais, como sorvetes feitos com esta fruta, surpreendem com seu sabor singular, após testes aprovados por renomeados chefs locais. Este fator destaca ainda mais o potencial versátil da fruta no mercado gastronômico.
A polinização do maracujá é naturalmente realizada por morcegos, mariposas e abelhas, evidenciando uma conexão sustentável do cultivo com práticas agroecológicas. Essa harmonia com o meio ambiente é um dos principais focos dos produtores, que buscam expandir suas práticas sustentáveis para melhorar tanto a qualidade do produto quanto a conservação da biodiversidade local.
No contexto atual, o pérola do Cerrado não apenas fortalece a economia local através de sua exportação, mas também reforça o compromisso com a sustentabilidade agrícola. Graças ao empenho de pesquisadores e produtores, a inovação dentro do setor agrícola nacional está transformando nossa maneira de consumir e entender os alimentos.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.