
Com a chegada do verão, o Brasil enfrenta um aumento significativo das chuvas, o que intensifica a incidência de raios tanto em áreas urbanas quanto rurais. Este fenômeno meteorológico, embora comum, traz consigo riscos substanciais para a população e para o setor agropecuário.
Recentemente, um incidente em Brasília evidenciou a gravidade desses fenômenos, quando um raio atingiu uma multidão durante um protesto, resultando em ferimentos em várias pessoas. Este evento ressalta a necessidade de medidas de segurança adicionais durante tempestades elétricas.
No estado de São Paulo, o início de 2026 trouxe um aumento alarmante de 250% nas descargas elétricas ao solo apenas em janeiro, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Dados mostram que as zonas rurais continuam sendo as mais vulneráveis, representando mais de 25% das fatalidades causadas por raios.
A pecuária, um dos pilares da economia rural, também sofre consideravelmente com este aumento. Em Goiás, por exemplo, a morte de oito novilhas devido a um único raio ilustra o impacto devastador que uma tempestade pode ter nos rebanhos.
Especialistas recomendam que, além das medidas físicas, a educação dos trabalhadores rurais sobre a importância de procurar abrigo em locais seguros durante tempestades seja prioritária.
Os órgãos reguladores e de segurança destacam a importância de seguir estas orientações para mitigar os riscos associados às tempestades elétricas, salvaguardando tanto a vida humana quanto o patrimônio animal.
Como os fenômenos meteorológicos extremos se tornam mais frequentes, é vital que as comunidades, tanto urbanas quanto rurais, adotem estratégias proativas para lidar com os desafios impostos pela natureza. O investimento em tecnologias de previsão e prevenção de raios pode reduzir significativamente os prejuízos humanos e materiais causados por essas forças imprevisíveis.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.