
"O Agente Secreto: Sucesso Mundial, Indicações ao Oscar e Bastidores de uma Superprodução"
"O Agente Secreto", filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e produzido por Emilie Lesclaux, foi indicado a quatro categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator. As indicações trouxeram grande celebração, seguida de uma intensa campanha de promoção global. Lesclaux, francesa que reside no Brasil há mais de 20 anos, desempenhou um papel crucial na realização do filme, que teve ambicioso orçamento de R$ 28 milhões e envolveu parcerias entre quatro países. O filme, que enfatiza a identidade brasileira e pernambucana, já conquistou prêmios em Cannes e no Globo de Ouro, alcançando 1,7 milhão de espectadores nacionais. Ao lado do marido, Emilie segue desempenhando um papel vital na cena cinematográfica com novos projetos e uma forte presença internacional.
Quando o filme “O Agente Secreto” recebeu uma indicação ao principal prêmio do Oscar de Melhor Filme, foi o nome de Emilie Lesclaux que apareceu destacado como produtora da obra. Ao lado de Kleber Mendonça Filho, diretor do longa e seu marido desde 2007, a notícia das quatro indicações foi recebida com celebração na última quinta-feira. Emilie relata o nervosismo e a emoção do momento: "Foi cheio de gritos e lágrimas, muito bonito".
Radicada no Brasil há duas décadas, Emilie é uma francesa que já produziu longas aclamados internacionalmente, como “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”. Acostumada ao apoio do público brasileiro, ela ressalta que a paixão pelo cinema permeou sua vida adulta no país.
Após as indicações, o foco se voltou para a campanha de promoção do filme nas diversas categorias. “Ainda há muito a ser feito”, comenta Emilie, apontando a agenda intensa de viagens programadas. Internamente, o trabalho de divulgação ao redor do mundo também se intensifica. O longa será lançado em fevereiro em países como Reino Unido, Espanha e Itália, visando aumentar sua visibilidade.
A recepção do filme “O Agente Secreto” foi uma surpresa positiva para Emilie, que destaca o gradual reconhecimento da obra. O suspense indicado ao Oscar conta a história de Marcelo, interpretado por Wagner Moura, que foge de São Paulo para Recife em 1977 durante a Ditadura Militar brasileira. "Nosso cinema não segue padrões internacionais, mas ainda assim ressoa fortemente além das fronteiras", ela explica.
O filme, com sua identidade fortemente pernambucana, ultrapassou 1,7 milhão de espectadores no Brasil e conquistou prêmios em festivais como Cannes e o Globo de Ouro.
Emilie reflete sobre o desafio por trás da produção do filme, que teve um orçamento de R$ 28 milhões. Desde a mobilização de um elenco vasto, até a reconstrução de cenários dos anos 70, como um aeroporto da época, a produção enfrentou obstáculos logísticos imensos. A arquitetação financeira do longa foi complexa, envolvendo a captação de recursos vindos de países como França, Alemanha e Holanda.
A produtora admite que o início das gravações foi marcado por desafios: "Começamos com problemas devido à previsão de chuva", afirma Emilie. No entanto, superando as dificuldades iniciais, “O Agente Secreto” se tornou um marco em sua carreira.
Criadora da Cinemascópio, uma produtora independente ao lado do marido, Emilie também participa ativamente desde a concepção inicial dos projetos. “A nossa troca de ideias é constante desde os primeiros rascunhos”, revela.
Olhando para o futuro, para além da corrida ao Oscar de 2026, Emilie já está envolvida em novos empreendimentos. Entre eles, estão a montagem de "Minha Carta para Bergman" e a série "Delegado". A parceria com Kleber Mendonça Filho também está longe de terminar; um novo roteiro já está no horizonte, aguardando apenas um momento oportuno na agenda da dupla.


