
Quando o filme “O Agente Secreto” recebeu uma indicação ao principal prêmio do Oscar de Melhor Filme, foi o nome de Emilie Lesclaux que apareceu destacado como produtora da obra. Ao lado de Kleber Mendonça Filho, diretor do longa e seu marido desde 2007, a notícia das quatro indicações foi recebida com celebração na última quinta-feira. Emilie relata o nervosismo e a emoção do momento: "Foi cheio de gritos e lágrimas, muito bonito".
Radicada no Brasil há duas décadas, Emilie é uma francesa que já produziu longas aclamados internacionalmente, como “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”. Acostumada ao apoio do público brasileiro, ela ressalta que a paixão pelo cinema permeou sua vida adulta no país.
Após as indicações, o foco se voltou para a campanha de promoção do filme nas diversas categorias. “Ainda há muito a ser feito”, comenta Emilie, apontando a agenda intensa de viagens programadas. Internamente, o trabalho de divulgação ao redor do mundo também se intensifica. O longa será lançado em fevereiro em países como Reino Unido, Espanha e Itália, visando aumentar sua visibilidade.
A recepção do filme “O Agente Secreto” foi uma surpresa positiva para Emilie, que destaca o gradual reconhecimento da obra. O suspense indicado ao Oscar conta a história de Marcelo, interpretado por Wagner Moura, que foge de São Paulo para Recife em 1977 durante a Ditadura Militar brasileira. "Nosso cinema não segue padrões internacionais, mas ainda assim ressoa fortemente além das fronteiras", ela explica.
O filme, com sua identidade fortemente pernambucana, ultrapassou 1,7 milhão de espectadores no Brasil e conquistou prêmios em festivais como Cannes e o Globo de Ouro.
Emilie reflete sobre o desafio por trás da produção do filme, que teve um orçamento de R$ 28 milhões. Desde a mobilização de um elenco vasto, até a reconstrução de cenários dos anos 70, como um aeroporto da época, a produção enfrentou obstáculos logísticos imensos. A arquitetação financeira do longa foi complexa, envolvendo a captação de recursos vindos de países como França, Alemanha e Holanda.
A produtora admite que o início das gravações foi marcado por desafios: "Começamos com problemas devido à previsão de chuva", afirma Emilie. No entanto, superando as dificuldades iniciais, “O Agente Secreto” se tornou um marco em sua carreira.
Criadora da Cinemascópio, uma produtora independente ao lado do marido, Emilie também participa ativamente desde a concepção inicial dos projetos. “A nossa troca de ideias é constante desde os primeiros rascunhos”, revela.
Olhando para o futuro, para além da corrida ao Oscar de 2026, Emilie já está envolvida em novos empreendimentos. Entre eles, estão a montagem de "Minha Carta para Bergman" e a série "Delegado". A parceria com Kleber Mendonça Filho também está longe de terminar; um novo roteiro já está no horizonte, aguardando apenas um momento oportuno na agenda da dupla.

Resumo: As informações indicam que os EUA pediram à Ucrânia que facilite restrições às importações de potássio originário da Bielorrússia e que Kyiv pressione países europeus a adotarem posição semelhante. A notícia ressalta que o potássio é um nutriente essencial para solos e para elevar a produção agrícola; antes das sanções ocidentais, a Bielorrússia dependia dele para obter receitas em moeda estrangeira. As sanções foram impostas por motivos políticos, incluindo repressão interna e apoio de Moscou à guerra contra a Ucrânia, o que impactou as exportações de potássio da Bielorrússia e suas fontes de divisas. A iniciativa, segundo fontes familiarizadas, busca ampliar o isolamento econômico da Bielorrússia, aumentando a pressão para tornar o comércio mais restrito ou menos viável no curto prazo. Não houve confirmação oficial dos governos envolvidos, e os próximos passos dependem de negociações entre Washington, Kyiv e aliados europeus, com avaliação de impactos econômicos no setor agroindustrial.
Resumo: A escassez de fertilizantes causada pelo conflito com o Irã e pelo bloqueio do estreito de Ormuz pode reduzir a produção global de alimentos e elevar os preços. O CEO da Yara, Svein Tore Holsether, afirmou à BBC que até meio milhão de toneladas de fertilizante nitrogenado não estão sendo produzidas, o que pode equivaler a até 10 bilhões de refeições a menos por semana. Não aplicar fertilizante nitrogenado pode reduzir a produtividade de algumas culturas em até 50% já na primeira safra, com impactos mais imediatos na Ásia, Sudeste Asiático, África e América Latina. Regiões como a África Subsaariana podem sofrer efeitos ainda maiores, e o tempo de plantio varia globalmente. A ONU/Programa Mundial de Alimentos estima que as consequências do conflito podem levar 45 milhões de pessoas a mais à fome em 2026, com a insegurança alimentar na Ásia-Pacífico aumentando cerca de 24%. No Reino Unido, a inflação de alimentos pode chegar a 10% em dezembro, com sinais de custos mais altos para produtores já aparecendo.

Resumo: O preço do bezerro manteve a valorização em 2026, atingindo novo patamar histórico acima de R$ 3.400 por cabeça ao final de abril (Cepea, Mato Grosso do Sul). Na parcial de abril, houve alta de 3,3% em relação a março e 10,9% frente a 2025, com o preço médio nominal até o dia 27 de abril em R$ 3.347,2, o oitavo mês consecutivo de alta e o maior da série. O ágio do bezerro frente ao boi gordo atingiu 39,1% na parcial de abril de 2026, o maior para o período do ano desde 2021, embora ainda abaixo dos recordes históricos de 2021 e 2015. Do lado do mercado, os dados de futuros sinalizam expectativa de queda, o que preocupa o produtor no curto prazo. Em outro tema, a demanda chinesa por carne bovina foi revisada para baixo em mais de 0,5 milhão de toneladas em equivalente carcaça para 2026, levantando a questão se o consumo na China cairá tanto neste ano.
O setor agropecuário brasileiro iniciou 2026 com retração de 9,79% no IPPA/Cepea no 1º trimestre ante o mesmo período de 2025, com a arroba bovina sendo a única exceção, valorizada 5,9%.

Resumo: As chuvas do inverno amazônico dificultam a colheita de açaí nos municípios ribeirinhos, levando a uma redução de cerca de 40% na oferta em Macapá e impactando produtores, batedores e consumidores. O tempo chuvoso dificulta o acesso às áreas de colheita e o transporte do fruto até a capital, chegando a reduzir a produção pela metade em dias de chuva (ex.: 180 latas frente a 400–500 em tempo bom). Em Macapá, muitas batedeiras estão sem funcionar por falta de produto; o litro varia entre R$ 20 e R$ 30. A oscilação diária de preços é evidente, com variações entre R$ 18, R$ 25 e até R$ 30, o que preocupa quem depende do fruto para sobrevivência. Adrison Pacheco Pereira comenta que é preciso pagar melhor para conseguir trazer o açaí; Antônio Alves dos Santos destaca o desemprego entre batedores; Andréa de Ataíde confirma o aumento para cerca de R$ 26 por litro; e Rony Gonçalves observa a oscilação diária de preços. A associação de batedores e produtores alerta para a necessidade de soluções para manter a atividade.