
O avanço dos bioinsumos na agricultura brasileira tem se tornado um movimento de peso, indicando uma mudança estrutural no manejo fitossanitário das lavouras. Enquanto o foco do debate público muitas vezes recai sobre registros de defensivos químicos, os bioinsumos — incluindo produtos biológicos, microbiológicos e bioquímicos — estão se firmando como ferramentas essenciais em diversas culturas.
Dados do Ministério da Agricultura (Mapa) revelam que 2025 foi um marco, com o maior volume de liberações de bioinsumos já registrado. Nesse ano, 162 bioinsumos foram oficialmente registrados dentre um total de 912 produtos autorizados. Este crescimento destaca a inovação que é colocada diretamente nas mãos dos agricultores. Bioinsumos englobam desde agentes microbiológicos até reguladores de crescimento, sendo inclusive aprovados para uso em práticas de agricultura orgânica.
Essa intensa atividade de registro demonstra a rápida expansão do setor. Estima-se que atualmente o Brasil possui centenas de formulações biológicas no mercado. Mais de um terço da área de soja do país já faz uso de algum tipo de bioinsumo, aplicados em sementes, solo ou de forma foliar. Na cana-de-açúcar, o uso de controle biológico já é uma prática comum, enquanto culturas como milho, algodão e café vêm adotando essas práticas de maneira crescente e técnica.
A diferença significativa em relação aos defensivos químicos é que, embora muitas formulações químicas não cheguem a ser utilizadas, os bioinsumos apresentam taxas crescentes de adoção, atendendo a uma demanda real por soluções mais eficientes e adaptadas ao manejo moderno. Em 2024, por exemplo, mais da metade das marcas de agrotóxicos químicos registradas não foram utilizadas no campo.
O segmento de bioinsumos está crescendo entre 15% a 20% ao ano no Brasil, superando os índices de crescimento do mercado global de defensivos. Este ritmo acelerado tem atraído o interesse de grandes indústrias, cooperativas e empresas nacionais, além de estimular a produção on farm, visando redução de custos e resiliência agrícola.
O pragmatismo no campo é forte: embora os bioinsumos não eliminem os defensivos químicos no curto prazo, eles reduzem a dependência e melhoram a eficiência do manejo. Permitem diminuir doses, espaçar aplicações e atuar de forma preventiva, especialmente em condições climáticas favoráveis à pressão de pragas e doenças.
Especialistas apontam que a perspectiva de crescimento dos bioinsumos é significativa. Muitas regiões utilizam esses produtos de forma pontual, sem os integrar plenamente aos programas de manejo, o que acaba limitando seus efeitos. Contudo, o ambiente está cada vez mais favorável, com mais produtos disponíveis e um avanço no conhecimento técnico e nas tecnologias de aplicação.
O desafio futuro reside na capacitação e na aplicação correta dos bioinsumos, integrando-os aos sistemas produtivos com respeito às condições climáticas e ao solo de cada área. O papel estratégico dos bioinsumos em produtividade, custo e sustentabilidade é uma realidade crescente e promissora para o futuro da agricultura brasileira.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.