
O Agro Mercado brasileiro apresenta um cenário misto, observado a partir do último fechamento oficial disponível. O destaque vai para a valorização do café, enquanto as proteínas animais mantêm-se majoritariamente estáveis. No tocante aos grãos, a soja, milho e trigo seguem sob pressão nos preços.
Após um período de volatilidade, o café experimenta alta, com valorização tanto no arábica quanto no robusta. Essa recuperação é notável e reflete um mercado em fase de ajuste e sustentação dos preços.
No setor de pecuária, o boi gordo registra um leve ajuste positivo, evidenciando um cenário de estabilidade. Já o frango e os suínos operam com preços estáveis ou apresentam eventuais recuos.
Em relação aos grãos, tanto a soja quanto o milho e o trigo enfrentam pressões contratuais e de mercado. A soja registra um recuo notável no Paraná e em Paranaguá, enquanto o milho acumula perdas significativas ao longo do mês. O trigo mostrou desvalorização no Paraná, mas manteve estabilidade no Rio Grande do Sul.
Esses produtos são majoritariamente comercializados em sacas de 60 quilos, com exceção do açúcar que é negociado em sacas de 50 quilos. Quanto à pecuária, o boi gordo está preparado para o abate, seguindo o padrão estabelecido pelo mercado.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.