
Em Pirassununga, uma cidade pitoresca no interior de São Paulo, a história de sucesso da Fazenda Estância ganha novos contornos ao unir tradição familiar com práticas agrícolas sustentáveis. Com uma área impressionante de 1,1 mil hectares, a propriedade fundada por José Vick é um modelo de produtividade e inovação no agronegócio.
O ano de 2018 marcou uma nova era para a fazenda: as filhas de José, Nathalia e Aline, assumiram a liderança e transformaram a gestão da propriedade, introduzindo práticas de agricultura regenerativa. "Nosso pai sempre viu a terra como um legado", diz Nathalia, que é formada em Administração e especialista em Gestão do Agronegócio. Com o apoio da irmã Aline, economista com uma visão inovadora, as irmãs trouxeram um novo fôlego à fazenda.
Adotando métodos que visam a saúde do solo e redução de emissões de gases de efeito estufa, a Fazenda Estância rapidamente se destacou. A safra de 2024/25 comprovou a eficiência dessas práticas, com emissões de gases 60% menores na soja e 46% menores no milho, comparadas à média nacional. Em determinados talhões, as emissões chegaram a apenas 373 quilos de CO2 por tonelada - um feito 76% abaixo da média brasileira.
Esses resultados são frutos de decisões estratégicas, como a substituição da ureia por nitrato na soja, e a adoção de tecnologias de agricultura de precisão, que reduziram a necessidade de manobras de máquinas, economizando combustível e diminuindo a emissão de CO2. "Mesmo pequenas mudanças no manejo têm um grande impacto", enfatiza Aline.
Parte do sucesso da fazenda vem do foco no solo, que com práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura, transformou o solo arenoso da região. "Após três anos de agricultura regenerativa, observamos um aumento significativo nos níveis de fósforo e cálcio, vitais para a agricultura tropical", explica Aline. Essa abordagem não só melhorou a fertilidade do solo, mas também manteve a produtividade estável mesmo em anos de estiagem.
A Fazenda Estância alcançou uma produtividade superior à média regional, com talhões de soja gerando até 77 sacas por hectare. Esse desempenho é particularmente notável em anos difíceis, entre 2020 e 2024, testemunhando a eficácia das práticas sustentáveis implementadas pelas irmãs.
Nathalia e Aline representam uma nova geração de lideranças femininas no agronegócio, desafiando um setor tradicionalmente dominado por homens. "Ser mulher nunca foi um limite, mas sim uma motivação", afirma Nathalia, que se comprometeu a mostrar que inovação e prosperidade no campo podem andar de mãos dadas com os valores de equilíbrio e sustentabilidade.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.