
Em Ruanda, a cidade montanhosa de Musanze, conhecida por sua vibrante vida cultural, tornou-se o cenário de uma inovadora empreitada no setor de bebidas. **Karen Sherman** fundou a Kari Vodka, um destilado premium feito a partir de batatas rejeitadas, demonstrando um uso inovador e sustentável de recursos locais.
**Karen Sherman**, que anteriormente trabalhou com temas de desenvolvimento social e empoderamento feminino na *Women for Women International*, retornou ao país africano após perceber uma oportunidade de empreender. Inspirada pelas graduadas do Akilah Institute, a primeira faculdade exclusivamente feminina do país, Sherman vislumbrou um novo caminho no empreendedorismo.
Durante suas idas a Musanze, notou uma lacuna no mercado: o predominante consumo de bebidas importadas nos sofisticados lodges da região. Esse insight motivou-a a criar uma vodka que não apenas preenchesse essa brecha, mas também promovesse o conceito de **'Made in Rwanda'**. A iniciativa também visa fomentar o turismo e a economia local através de agroturismo e substituição de importações.
A Kari Vodka, embora ainda em fase de crescimento num setor avaliado em cerca de US$ 213 mil para 2025, já se destaca. O mercado de vodka no país, que em sua maioria se restringe ao consumo doméstico, tem crescido a uma taxa anual de 6,65%. **Sherman** buscou desenvolver um produto que fosse genuíno e autêntico, elevando a qualidade da produção local para competir com destilados de regiões tradicionais como Rússia e Polônia.
Após realizar análises de mercado iniciais em 2014-2015, a empreendedora decidiu aguardar o momento propício para lançar seu produto. Com o advento de uma classe média florescente e Ruanda se estabelecendo como um polo de turismo além dos gorilas, Sherman encontrou a oportunidade ideal em 2021. O reconhecimento veio com a Kari Vodka sendo agraciada com medalha de ouro no **World Vodka Awards 2025**, uma conquista significativa para uma marca iniciante.
O compromisso tem sido, além de promover inovação, introduzir um novo perfil de sabor ao público. Apenas 3% das vodkas no mundo são produzidas a partir de batatas, o que coloca a Kari Vodka em um nicho distinto. **Sherman** enfatiza a importância de feedbacks autênticos e um envolvimento direto com a comunidade local, com metade dos visitantes da destilaria sendo ruandeses, provando que a aceitação do produto vai além das fronteiras culturais.
Com ética e visão de sustentabilidade, a Kari Vodka não é apenas um exemplo de empreendedorismo bem-sucedido, mas também um reflexo do potencial de transformação socioeconômica através da inovação local e do aproveitamento de recursos até então subestimados.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.