
"Aumento de Cigarrinhas-do-Milho em Santa Catarina: Risco para Lavouras e Novos Desafios para Produtores"
Santa Catarina registra aumento contínuo na população de cigarrinhas-do-milho, com 98 insetos por armadilha, segundo dados da Epagri. Este incremento de 127,9% na média dos insetos pode elevar o risco de doenças nas lavouras, prejudicando a produtividade. O crescimento é atribuído a fatores como altas temperaturas e dificuldades no manejo. A pesquisa revela que a alta taxa de infectividade das cigarrinhas está agora uniformemente distribuída pelo Estado, atingindo todas as regiões, o que preocupa aqueles que planejam o plantio do milho na safrinha.
Aumento Preocupante de Cigarrinhas-do-Milho em Santa Catarina
Santa Catarina vive um cenário preocupante com o registro do aumento contínuo da população de cigarrinhas-do-milho. Pela terceira semana consecutiva, os números revelados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) destacam 98 insetos por armadilha, um preocupante crescimento de 127,9% em comparação ao levantamento anterior datado entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, cuja média era de 43.
Esse aumento acende um alerta devido ao risco de disseminação de doenças nas plantações, com destaque para os perigosos enfezamentos e viroses que podem severamente afetar o desenvolvimento do milho, resultando em má formação das espigas, encurtamento das plantas, e consequente queda de produtividade. A cigarrinha atua como um vetor que transmite microrganismos ao se alimentar da seiva do milho.
De acordo com a pesquisadora Maria Cristina Canale, que lidera o programa Monitora Milho SC, essa crescente população de insetos pode estar correlacionada com fatores como temperaturas elevadas e desafios de manejo nas etapas finais do ciclo de produção. Na semana de 12 a 19 de janeiro, o crescimento foi generalizado em todas as regiões do estado.
- Distribuição das Cigarrinhas: A análise revelou uma alta taxa de infectividade.
- Regiões Afetadas: Enquanto anteriormente os patógenos se concentravam no Oeste e Planalto Norte, atualmente estão distribuídos uniformemente por todo o estado.
Essa observação aumenta a preocupação para os agricultores, sobretudo para aqueles que estão planejando o plantio do milho na safrinha. O monitoramento constante e a implementação de estratégias eficazes de manejo são fundamentais para mitigar possíveis impactos econômicos e garantir a saúde das culturas.
A situação demanda atenção redobrada dos produtores agrícolas para garantir a sustentabilidade das colheitas e prevenir perdas significativas diante do aumento expressivo das cigarrinhas-do-milho.




