
Algodão brasileiro 2025/26: safra revisada para 3,98 milhões de toneladas pela Conab com alta de produtividade
A produção brasileira de algodão em pluma na safra 2025/26 foi revisada para cima pela Conab, ficando em 3,98 milhões de toneladas, alta de 0,11% em relação ao relatório de maio de 2026, conforme o 9º Boletim de Safra divulgado pelo Imea. A área nacional estimada é de 2,02 milhões de hectares, uma redução de 0,96% frente à projeção anterior, com o ajuste principal em Mato Grosso. Apesar da menor área, a produtividade do algodão em caroço foi revisada para 317,49 arrobas por hectare, alta de 1,08% em relação ao relatório de maio, e a produtividade do algodão em pluma aumentou para....
Conab revisa para cima a produção de algodão 2025/26 e destaca avanço de produtividade
Brasil — A estimativa para a produção brasileira de algodão em pluma na safra 2025/26 foi revisada para cima, refletindo um cenário de melhora de produtividade mesmo com leve recuo na área plantada. Os números constam em atualização baseada no 9º Boletim de Safra e repercutida em análise semanal divulgada nesta segunda-feira.
Estimativa de produção sobe para 3,98 milhões de toneladas
A nova projeção aponta que o Brasil deve colher 3,98 milhões de toneladas de algodão em pluma em 2025/26. O volume representa alta de 0,11% em relação à estimativa anterior, divulgada no relatório do mês de maio.
O ajuste, embora pequeno, reforça a leitura de que o desempenho das lavouras vem sendo sustentado por condições agronômicas favoráveis durante etapas decisivas do ciclo, especialmente no Centro-Oeste e no Matopiba.
Área nacional recua, com ajustes em Mato Grosso
Apesar da revisão positiva para a produção, a área nacional destinada ao algodão foi estimada em 2,02 milhões de hectares, uma redução de 0,96% em comparação com a projeção anterior.
Segundo a análise, a principal motivação para a mudança foi a atualização de informações obtidas em campo, com destaque para Mato Grosso, maior produtor do país. A revisão indica uma adequação mais fina do levantamento, ajustando a base de cálculo de área sem comprometer o resultado final de produção graças ao ganho de produtividade.
Mesmo com menor área, a safra mantém perspectiva de crescimento sustentada por rendimento mais alto.
Produtividade do algodão em caroço avança e reforça o resultado
O ponto central da atualização é o aumento da produtividade. A estimativa de rendimento do algodão em caroço foi elevada para 317,49 arrobas por hectare, avanço de 1,08% frente ao relatório anterior.
Também houve melhora na produtividade estimada para o algodão em pluma, que passou para 131,27 arrobas por hectare. Na prática, esse movimento compensa a redução de área e sustenta a revisão para cima do volume total esperado na safra.
Em resumo: a produção cresce porque o rendimento por hectare melhora, mesmo com leve queda de área.
Disponibilidade hídrica favorece lavouras em estados-chave
A melhora nos indicadores de produtividade está associada à disponibilidade hídrica registrada durante períodos estratégicos do desenvolvimento das lavouras. O efeito foi observado principalmente em Mato Grosso, Bahia e Piauí, estados que concentram parte importante da produção nacional e influenciam diretamente o resultado agregado do país.
Com umidade mais adequada em fases críticas, como formação de estruturas reprodutivas e enchimento, as plantas tendem a apresentar melhor desempenho, reduzindo perdas e ampliando o potencial produtivo. Esse cenário contribuiu para a revisão positiva tanto no algodão em caroço quanto na pluma.
Rendimento de pluma atinge 41,40% e se aproxima de máximas históricas
Outro destaque do levantamento é o rendimento de pluma, estimado em 41,40%. O índice figura entre os mais elevados da série histórica, fortalecendo a expectativa de maior disponibilidade de fibra em 2025/26.
Na cadeia do algodão, esse indicador é relevante porque expressa a conversão do algodão em caroço em fibra comercial. Quando o rendimento de pluma sobe, aumenta a eficiência industrial e a oferta final, o que ajuda a explicar a revisão para cima da produção mesmo diante de ajustes na área.
Rendimento de pluma: mede a proporção de fibra obtida após o beneficiamento.
Impacto direto: maior rendimento tende a elevar a disponibilidade de pluma no mercado.
Relevância para a safra: melhora o balanço entre área, produtividade e oferta final.
Quadro de números da revisão 2025/26
Indicador Estimativa atual Variação vs. maio Produção de algodão em pluma 3,98 milhões de toneladas +0,11% Área destinada ao algodão 2,02 milhões de hectares -0,96% Produtividade do algodão em caroço 317,49 arrobas por hectare +1,08% Produtividade do algodão em pluma 131,27 arrobas por hectare Revisão positiva Rendimento de pluma 41,40% Entre os maiores da série
O que a atualização indica para o mercado
Ao revisar a produção para cima e confirmar ganhos de produtividade, o relatório reforça a percepção de oferta robusta de algodão brasileiro, com potencial impacto em decisões de comercialização e planejamento da cadeia. A combinação de bom rendimento de pluma e produtividade elevada tende a melhorar a eficiência do sistema produtivo e ampliar o volume final de fibra disponível.
Para os próximos boletins, o mercado seguirá atento à manutenção das condições de lavoura e à consolidação dos números, sobretudo em regiões onde a produção tem maior peso no resultado nacional.




