
A soja registrou um movimento mais intenso no final do pregão, com os primeiros contratos apresentando uma alta entre 3 a 4 centavos no fechamento. Durante a semana, o contrato de março acumulou um aumento de um centavo. O preço médio nacional do cmdtyView Cash Bean foi elevado em 3 3/4 centavos, alcançando US$ 9,98 ¾. Já os futuros do farelo de soja subiram 20 centavos, com o contrato de março registrando um incremento de US$ 9,90 na semana, cotando US$ 3,70 a tonelada. Os futuros do óleo de soja também tiveram alta, subindo 5 para 21 pontos, enquanto março exibiu uma escalada de 138 pontos desde a última sexta-feira.
Dados recentes de exportação indicam que as vendas de soja atingiram um recorde anual de 2,45 MMT na semana encerrada em 15/01. Este desempenho foi 18,6% superior à semana anterior e representou um aumento de 63,97% em relação ao mesmo período do ano passado. A China despontou como maior compradora, adquirindo 1,304 milhões de toneladas. Já destinos desconhecidos somaram compras de 338.300 toneladas, enquanto o Egito adquiriu 218.300 toneladas.
No mercado de farinha de soja, as vendas alcançaram 412.671 toneladas, posicionando-se na parte superior da faixa de estimativas entre 200.000 e 500.000 MT para aquele período. Quanto ao óleo de soja, as vendas totalizaram 10.499 toneladas, situando-se no limite inferior das expectativas de 5.000 a 25.000 toneladas.
Os dados da CFTC revelaram que os traders de futuros e opções de soja diminuíram sua posição líquida em 2.901 contratos, totalizando 10.060 contratos na última terça-feira.
Fechamentos de preços em destaque:

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.