
Gino Migotto, renomado consultor de negócios e gestão, adverte sobre a prática comum de associar o resultado agrícola unicamente à quantidade colhida em sacas. Segundo ele, essa abordagem pode mascarar perdas de valor relevantes durante o processo produtivo.
Em entrevista ao Agro de Primeira MT, Migotto destaca a importância de compreender os custos financeiros envolvidos na produção de cada saca. Ele ressalta: “O problema é quando eu não entendo o quanto de financeiro está dentro dessa saca. Quanto custou para eu produzir essa saca financeiramente. Se eu consigo saber o valor desse custo, eu sei se o mercado está me pagando um preço justo ou não”.
Apesar de reconhecer que pensar nas sacas como resultado é uma prática culturalmente aceita no setor agrícola, Migotto indica que a expansão da visão de negócio, integrando uma análise financeira mais abrangente, é uma estratégia essencial.
A opinião do consultor é respaldada por Adriane Steinmetz, jornalista e produtora agrícola, que observa a forte aceitação da saca como "moeda" no meio, exemplificando que até negociações de veículos utilizam essa unidade de medida. Contudo, ela mesma já inicia uma abordagem alternativa para mensurar o lucro de sua produção de soja.
Migotto conclui sua análise enfatizando que pensar além da saca é essencial para uma gestão agrícola eficaz e visão financeira estratégica.
O podcast Agro de Primeira MT, conhecido por abordar temas inovadores e relevantes do agronegócio, como gestão, inovação e histórias de sucesso, serve como plataforma para essas discussões importantes. Seus episódios semanais podem ser acessados em diferentes plataformas digitais.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.