
"Onda de Calor no Brasil: Impacto na Safra 2025/26 e Desafios Climáticos para Produtores"
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alerta para uma forte onda de calor no final de janeiro de 2026, com temperaturas acima de 38°C em Mato Grosso do Sul e partes da Região Sul. Este calor extremo pode causar estresse hídrico nas lavouras, especialmente em áreas com chuvas irregulares, reduzindo a produtividade. Enquanto isso, a Zona de Convergência do Atlântico Sul provoca chuvas volumosas no Sudeste e Centro-Oeste, dificultando o manejo agrícola devido à umidade excessiva que favorece doenças fúngicas. A safra de 2025/26 é estimada em 354,7 milhões de toneladas, mas os riscos climáticos podem impactar esse número. A compreensão dos fenômenos climáticos e o monitoramento são essenciais para mitigar prejuízos agrícolas.
Alerta de Onda de Calor e Impactos no Agronegócio Brasileiro
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta relevante para os agricultores brasileiros: uma forte onda de calor atingirá o país na última semana de janeiro de 2026. Em regiões como Mato Grosso do Sul e partes da Região Sul, os termômetros devem superar os 38°C, elevando o risco de estresse hídrico nas lavouras.
Enquanto isso, a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) traz chuvas intensas e persistentes para o Sudeste e Centro-Oeste. Este cenário, marcado por extremos climáticos, impõe desafios cruciais à gestão das culturas de verão, como a soja e o milho.
Impacto do Calor Extremo no Campo
A elevação das temperaturas médias, com máximas previstas entre 34°C e 38°C em áreas como o oeste de Mato Grosso do Sul, desperta preocupação entre os especialistas do setor. O calor excessivo acelera o ciclo biológico das plantas, o que pode diminuir o tempo de enchimento de grãos e, assim, o peso final da colheita.
Adicionalmente, o estresse térmico agrava a evapotranspiração, demandando maior disponibilidade de água no solo. Em áreas com chuvas irregulares, a combinação de altas temperaturas e baixa umidade pode resultar em perdas produtivas significativas.
Chuvas Excessivas e Riscos Fitossanitários
Em contraponto, estados do Sudeste e partes do Centro-Oeste enfrentam um cenário oposto, com a segunda ZCAS do ano trazendo tempo fechado e acumulados expressivos de chuva, especialmente no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Esse excesso de umidade dificulta operações essenciais, como a aplicação de defensivos e fertilizantes, uma vez que o solo encharcado impede a operação de máquinas pesadas nas lavouras. Além disso, as condições quentes e úmidas promovem a rápida disseminação de doenças fúngicas.
Perspectivas para a Safra 2025/26
De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/26 é projetada em 354,7 milhões de toneladas. Contudo, a irregularidade climática de janeiro é vista como um potencial fator de risco que pode modificar esses números nos próximos levantamentos.
Até agora, não há uma quantificação financeira das perdas, com a colheita ainda em fases iniciais e intermediárias na maioria das regiões agrícolas do país. O acompanhamento contínuo das condições meteorológicas será vital para determinar os resultados finais do agronegócio brasileiro neste ciclo.
Entendendo os Termos Técnicos
- Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS): Um corredor de umidade que origina-se na Amazônia e se estabelece sobre as regiões Central e Sudeste do Brasil, provocando longos períodos de chuva.
- Estresse Hídrico: Ocorrência em que a planta perde mais água para o ambiente do que pode absorver, prejudicando seu desenvolvimento.
O manejo apropriado e o acompanhamento das previsões oficiais do INMET permanecem como as ferramentas de defesa mais eficazes para os produtores rurais.




