
O agronegócio de Mato Grosso do Sul tem se destacado pela introdução de novas culturas, e isso é comprovado pelas informações compartilhadas por Fernando Nascimento, presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural do estado). Em recente participação no podcast Agro de Primeira MS, ele destacou os métodos que têm impulsionado essa transformação agrícola.
Primeiramente, Nascimento realça o papel da curiosidade dos produtores rurais, que ao observarem oportunidades em outros estados, decidem implantar novas culturas em Mato Grosso do Sul. Esse zelo pela inovação tem proporcionado crescimentos significativos na produção agrícola local.
A pesquisa desempenha um papel decisivo na expansão agrícola, segundo Nascimento. Essa abordagem foi crucial para a disseminação de frutos nativos como o baru e a guavira. Estudos que comprovaram o potencial de mercado dessas frutas ajudaram a impulsionar sua aceitação comercial e cultivo.
Além disso, Nascimento destaca o incentivo das empresas aos produtores para experimentação e adoção de novas culturas. Um exemplo concreto é a introdução da carinata, uma planta cuja exploração está voltada para a produção de um óleo transformado em combustível para aviação.
"Essas iniciativas são fundamentais para diversificar e valorizar o cultivo no Mato Grosso do Sul", comentou Fernando Nascimento.
Essas três vertentes são fundamentais para o avanço agrícola na região, ampliando as oportunidades e promovendo a sustentabilidade no setor. Continuar desenvolvendo e explorando novas possibilidades se faz indispensável para o avanço econômico e a diversificação das culturas agrícolas no estado.

O intercâmbio tecnológico entre universidades do Brasil e da China está impulsionando a asininocultura, com foco na criação de asininos e na produção de leite de jumentas. A Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco colaboram com a Universidade de Agricultura da China. Professores brasileiros visitaram o país asiático, explorando avanços em reprodução equídea e manejo produtivo do leite asinino. Destaca-se o potencial econômico da atividade na China e o intercâmbio é visto como vital para a introdução de práticas inovadoras no Brasil. A agenda incluiu biotecnologias reprodutivas e diferentes sistemas de ordenha, reforçando a viabilidade econômica e a sustentabilidade ambiental da asininocultura.

A instabilidade climática e as chuvas persistentes em Mato Grosso impactaram a colheita da soja e atrasaram a semeadura do algodão. O relatório da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) sinalizou boa germinação, mas alertou sobre o aumento da pressão de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, após a colheita da soja. Ações de manejo foram intensificadas para combater pragas como mosca-branca, percevejos e lagartas. Apesar dos desafios, as lavouras mostram bom potencial produtivo, embora o risco fitossanitário permaneça elevado, exigindo atenção dos produtores ao manejo integrado de pragas para garantir a produtividade da safra 2025/2026.

O Senar MT realizou a Parceria Educacional 2026 em Cuiabá, com participação de cerca de 900 profissionais, entre instrutores e técnicos, visando capacitar e alinhar suas ações no campo. O evento destacou a importância das diretrizes pedagógicas e metodológicas para melhorar a qualidade dos serviços prestados. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou o compromisso do Senar MT em garantir a eficácia dos resultados para produtores rurais. A Comissão Famato Mulher também participou, destacando o impacto positivo de mulheres na produção rural. Participantes ressaltaram a necessidade de um tempo de reflexão e qualificação contínua para elevar o padrão das entregas.

Um produtor rural de Viana, Espírito Santo, encontrou batatas-doces gigantes durante a colheita, com a maior pesando 7,15 quilos. O agricultor atribui o tamanho ao plantio na fase lunar minguante, prática aprendida de gerações passadas. Apesar de não haver comprovação científica sobre a influência lunar, a Embrapa destaca a importância de considerar variáveis locais e a genética das cultivares na escolha do período de plantio.

Durante o período de 20 a 26 de janeiro, o clima no Paraná, segundo o Deral, foi marcado por calor intenso, variação regional das temperaturas e chuvas irregulares, afetando o desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26. A soja da primeira safra apresenta 89% das áreas em boas condições, mas com contrastes climáticos causando estresse hídrico em algumas regiões. O milho da primeira safra está nas fases finais de enchimento de grãos e maturação, com perspectivas positivas apesar de alguns atrasos. O plantio do milho segunda safra avança com a umidade do solo disponível. A colheita do feijão está em fase final, com resultados variáveis. A batata enfrenta dificuldades de comercialização, enquanto a cana-de-açúcar e a mandioca continuam em desenvolvimento. A fruticultura e as pastagens registram boas condições de qualidade e volume.