
Cemtec indica máximas de 41°C no fim de semana em Mato Grosso do Sul
O Cemtec prevê calor intenso no estado no fim de semana, com picos de 41°C em várias regiões, umidade entre 10% e 30% e ventos fortes. Em agosto, o governo estadual destinou R$ 9,7 milhões em preparação para o El Niño.
Mato Grosso do Sul deve enfrentar um fim de semana de calor intenso, tempo firme e baixos índices de umidade relativa do ar. De acordo com a previsão divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) em 27 de agosto, as temperaturas podem chegar a 41°C, principalmente nas regiões Sudoeste, Pantaneira, Norte e Nordeste do Estado.
A previsão indica predominância de sol, com variação de nebulosidade e possibilidade remota de pancadas de chuva de forma isolada. A umidade relativa do ar deve variar entre 10% e 30%, condição que aumenta o risco de desidratação e de problemas respiratórios.
Em Campo Grande, as temperaturas mínimas devem variar entre 23°C e 25°C, enquanto as máximas podem alcançar 35°C. Em determinadas áreas, a amplitude térmica poderá superar 20°C.
Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, os termômetros devem oscilar entre 19°C e 37°C. Já no Pantanal e no Sudoeste, as máximas podem atingir 41°C. No Bolsão, Norte e Leste, a previsão aponta temperaturas entre 20°C e 40°C.
Risco de queimadas
A combinação entre tempo seco e ventos de 40 a 60 km/h aumenta o risco de propagação de queimadas no Estado. Desde 1º de agosto, as queimadas estão suspensas em Mato Grosso do Sul.
O cenário ocorre em um período de preparação para os possíveis efeitos do El Niño, que pode influenciar as condições climáticas nos próximos meses. Em agosto, o Governo de Mato Grosso do Sul destinou R$ 9,7 milhões para ações de preservação ambiental e prevenção e resposta a desastres. Desse total, R$ 8,3 milhões foram destinados à prevenção de desastres e R$ 1,4 milhão ao meio ambiente.
Segundo Valesca Fernandes, do Cemtec, o El Niño deve favorecer ondas de calor de intensidade moderada até setembro, com possibilidade de evolução para uma condição muito forte entre setembro e dezembro.
Além das temperaturas elevadas, o fenômeno pode aumentar o risco de incêndios florestais. Por outro lado, caso sejam registradas chuvas acima da média em determinados períodos, também há possibilidade de ocorrência de alagamentos.
O quadro reforça a necessidade de atenção às condições de umidade, vento e temperatura, especialmente em áreas rurais e regiões mais suscetíveis à ocorrência e propagação de incêndios.




