
Luís Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, escreveu no Estadão (23/3, B3) um ótimo raciocínio, relembrando-nos da gravíssima crise do petróleo dos anos 70, que simplesmente acabou com a época do chamado "milagre econômico". O Brasil importava 80% do petróleo, além da dependência externa dos fertilizantes. Criamos o Proálcool, e a Petrobras progrediu, transformando o país em exportador de petróleo, apesar da dependência dos derivados.
Temos um ativo de conhecimentos efetivos no etanol, no biodiesel e no biogás, permitindo acelerar alternativas de mobilidade, como o biometano. Temos uma produção agropecuária desenvolvida nos últimos 30 anos, com efetivo domínio de sustentabilidade.
Retornei nesse domingo de Cuiabá, de um encontro de pecuaristas em um evento da Nutripura, onde fica evidente todo o aspecto, por exemplo, da carne a partir de uma agricultura regenerativa de pastos, em integração com a agricultura do milho e da soja, desenvolvendo a integração com florestas. Isso permite um ambiente de sanidade que resulta em um alimento, além de mais saboroso, mais saudável.
Essa originação, quando é vista, analisada e visitada por comitivas internacionais in loco, deixa os membros dos países visitantes impressionados com o que estamos realizando nesta agropecuária em ambiente tropical, evidenciando uma qualidade sem igual.
Um grupo de chineses visitava Sinop na semana passada, analisando como produzimos a carne bovina e constatando as nossas realidades sustentáveis e de convivência surpreendente com a natureza: florestas, água, bem-estar animal, saúde da produção — e isso produzindo uma carne com sabor incomparável, o que termina demonstrado nas degustações finais desses encontros técnicos.
Portanto, precisamos acelerar a transformação das crises em oportunidades e, para isso, temos que aprender a investir em comunicação, tanto em nível nacional quanto internacional.
Não vendemos mais somente volumes, "commodities". Entramos em uma era em que "descommoditizar" passa a ser estratégia moderna, e, para descommoditizar, é preciso comunicar. E comunicação não se faz apenas em um diálogo entre nós mesmos: exige talentos e investimentos em campanhas publicitárias com conteúdo e mídias.
E estamos, da mesma forma, novamente em uma grave crise na região do petróleo, com impactos nos fertilizantes, colocando em risco a logística da saída das safras em março, abril e maio, bem como a expectativa da nova safra 2026/27, com a chegada e o custo dos insumos. Mas temos conhecimento e podemos acelerar.
Etanol, biodiesel, biometano, biogás, motores, geradores, biodigestores e veículos adaptados velozmente a essa transição, assim como a Petrobras investindo na extração de petróleo e na industrialização dos derivados, com subprodutos também essenciais aos fertilizantes — isso exige percepção e forte consciência de que podemos fazer, de forma veloz e sem tempo a perder. Transformar crises em oportunidades, velozmente: para isso, precisamos de comunicação orquestrada e liderada — foco

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.