
A desmama concentrou, ao longo de 2026, os ganhos mais expressivos do mercado brasileiro de reposição, superando o desempenho do animal gordo destinado ao abate. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
Segundo o centro de pesquisas, o movimento está relacionado à maior restrição na oferta de animais disponíveis no campo, cenário associado à retenção de fêmeas. Ao mesmo tempo, a demanda permanece firme por parte de recriadores, invernistas e confinadores, sustentando as cotações dos animais de reposição.
No mesmo período, o boi magro apresentou uma trajetória de preços mais moderada em comparação ao boi gordo. De acordo com o Cepea, essa diferença de comportamento contribuiu para reduzir a pressão sobre a relação de troca na pecuária.
O cenário reforça a importância do mercado de reposição em 2026, especialmente diante da combinação entre oferta mais ajustada e demanda consistente. A valorização da desmama indica um ambiente de maior disputa pelos animais destinados às etapas seguintes do ciclo produtivo.

O mercado do boi atravessa um momento de ajuste, marcado pela combinação de consumo fraco de carne e oferta limitada de animais, com frigoríficos adotando postura cautelosa nas aquisições e relatando dificuldade em encontrar gado.

A safra principal de melão no Vale do São Francisco (abril a julho de 2026) foi marcada por custos de produção 16% maiores que os do ano anterior, pressionados sobretudo por defensivos agrícolas e insumos de plasticultura. Apesar da queda de 17% na produtividade, a forte alta dos preços elevou a margem do produtor de melão amarelo em 236% em relação à safra de 2025, segundo o Cepea.

O arroz em casca no Rio Grande do Sul avançou em agosto no mercado físico. O Indicador Safras fechou a R$ 75,10 por saca na quinta-feira (13), com alta semanal de 3,98%. Na terça-feira (18), o Cepea/Irga-RS cotou R$ 75,96 a saca de 50 kg. As exportações gaúchas de janeiro a julho cresceram em valor e volume, apesar da retração em julho.

O preço médio do feijão-carioca no varejo brasileiro subiu 96,8% no acumulado de janeiro a julho de 2026 ante o mesmo período de 2025, segundo levantamento da VR. Outras variedades e recortes temporais apresentam trajetórias distintas.

Pesquisa da Hortifruti Brasil/Cepea com 105 produtores e agentes da cadeia de frutas e hortaliças mostra que 93,3% percebem menos mão de obra nos últimos cinco anos. Atrasos, custos maiores e recuo de área já são relatados, e a mecanização aparece entre as estratégias de adaptação.