
Publicado em 26 de janeiro de 2026
As exportações dos Estados Unidos atingiram o maior volume semanal registrado na temporada, conforme análise da TF Agroeconômica. Este marco ressalta um comportamento ambíguo no mercado, que se depara tanto com fatores de suporte no curto prazo quanto com uma oferta global abundante.
Os contratos futuros de maio de 2026 registraram um leve aumento nas cotações em Chicago, impulsionados pelo desempenho positivo das exportações americanas. Este crescimento foi favorecido pela combinação de adversidades climáticas na Argentina e pela valorização do real frente ao dólar americano.
A tendência cautelosa do mercado reflete a incerteza sobre como esses fatores se desenrolarão. Embora o desempenho robusto das exportações ofereça suporte, a elevada oferta mundial mantém um cenário de indefinição, não permitindo uma clara definição de tendência para o futuro.
Esta situação exige atenção redobrada dos investidores e participantes do mercado, que devem se manter informados sobre os movimentos econômicos globais e locais que possam impactar o setor agrícola e as exportações americanas.

A proibição da União Europeia a produtos brasileiros de carne bovina e mel entra em vigor em 3 de setembro, com base em alegações de monitoramento insuficiente de antimicrobianos. Exportações de carne e mel orgânico para o bloco registraram altas recentes, mas o cenário futuro torna-se incerto.
Após a expansão do ecossistema de inovação voltado ao agronegócio, o mercado de fusões e aquisições envolvendo agtechs caminha para uma etapa mais seletiva. Com investidores e compradores cada vez mais atentos à geração de valor, empresas capazes de comprovar resultados operacionais, escalabilidade e maturidade de gestão tendem a concentrar as oportunidades de negócios nos próximos anos. Nesse cenário, de acordo com Camila Perez, líder de M&A da Galapos, a expectativa é que 2026 seja marcado por operações mais qualificadas, com foco em ativos que combinem tecnologia validada, base de clientes consistente, governança madura e capacidade comprovada de gerar vantagem competitiva no campo.

Produzir mais, preservando os recursos naturais e reduzindo a vulnerabilidade às mudanças climáticas, deixou de ser apenas uma agenda ambiental para se tornar uma estratégia de sobrevivência no agronegócio. Essa necessidade acelerou a busca por sistemas produtivos mais resilientes.
Fundada em um pequeno kibbutz em Israel há 60 anos, a Netafim é pioneira e líder mundial em soluções para irrigação. Com atuação em mais de 110 países, chegou ao Brasil na década de 1990, com um portfólio completo de produtos e soluções inovadoras de irrigação por gotejamento, que visam contribuir com o eficiente uso da água, aumentando a produtividade na agricultura e trazendo mais tranquilidade ao produtor rural.
A construção de uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas e capaz de gerar valor para toda a cadeia produtiva passa, cada vez mais, pela atuação conjunta entre empresas, instituições financeiras e produtores rurais. Foi com esse objetivo que a BB Seguros sediou, na última semana, o encontro "Agricultura Regenerativa em Pauta: Valor, Métricas e Mercado", promovido pelo Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina, liderado pela Produzindo Certo, empresa que conecta produtores rurais a empresas comprometidas com a sustentabilidade.