
O Algodão Registra Alta Moderada
O mercado de algodão começou o ano com resultados variados. Em janeiro, o algodão acumulou uma alta de 1,1% na Bolsa de Nova York, atingindo US$ 0,642 por libra-peso. No entanto, nas primeiras semanas de fevereiro, as cotações caíram 3,7%, chegando a US$ 0,618/lb. Essa movimentação foi impulsionada pela valorização do petróleo, elevando os preços das commodities têxteis, apesar de o mercado continuar em um nível historicamente baixo devido a estoques elevados e demanda internacional mais fraca.
Preços Internos do Algodão e Concorrência
No Brasil, a cotação da pluma se manteve estável em janeiro, com leve queda em fevereiro, decorrente do excesso de oferta e concorrência estrangeira. Em Rondonópolis (MT), o preço ficou em R$ 3,30/lb, enquanto Barreiras (BA) registrou um recuo de 1,5%, para R$ 3,29/lb. A ampla oferta interna, aliada a estoques globais elevados e demanda internacional moderada, continua a limitar o aumento das cotações.
Caroço de Algodão em Queda
O preço do caroço de algodão, subproduto usado na alimentação animal, também caiu. Esta queda está associada à abundante safra de 2025 e à colheita de soja, além da redução na demanda interna. Tradicionalmente, os primeiros meses do ano são de valorização para o caroço de algodão, mas a oferta excessiva e a concorrência com a oleaginosa limitam os ganhos neste ciclo.
Produção Chinesa Aumenta Pressão no Mercado Global
No cenário internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a produção de algodão da China, estimando 7,6 milhões de toneladas para a safra 2025/26. Este aumento eleva a produção mundial para 26,1 milhões de toneladas, um crescimento de 1,1% em relação ao ciclo anterior. Com o consumo global ajustado para baixo, em 25,8 milhões de toneladas, o estoque final mundial subiu para 16,4 milhões de toneladas, uma elevação de 1,8% comparada à safra anterior, mantendo a pressão nos preços.
Mato Grosso Reduz Área Plantada
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a área de cultivo de algodão em Mato Grosso foi revisada para 1,4 milhão de hectares na safra 2025/26, uma queda de 8% em relação ao ciclo anterior. Essa estratégia dos produtores se deve ao aumento dos custos de produção e à compressão das margens de lucro. A produtividade esperada é de 291 arrobas por hectare, uma redução de 7,7%, resultando em uma produção de 2,6 milhões de toneladas de pluma, frente às 3 milhões de toneladas de 2024/25 — uma retração de 15%.
Possível Recuperação no Segundo Semestre
Apesar do cenário atual, o Itaú BBA aponta que a redução esperada na produção mundial a partir da safra 2026/27 pode estimular uma recuperação gradual dos preços no segundo semestre de 2026, especialmente no Brasil, nos Estados Unidos e na China. A curva futura da bolsa de Nova York já sinaliza essa tendência de recuperação, com projeções de valorização moderada à medida que a oferta global se ajusta e o consumo retoma o ritmo.
No Sul do Brasil, a colheita de milho está em progresso, mas o mercado continua com baixa liquidez. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a instabilidade das chuvas e a retração dos compradores limitam os negócios e pressionam os preços. No Rio Grande do Sul, as negociações ocorrem de forma esporádica, com os preços entre R$ 57,00 e R$ 79,00 por saca, variando por região e custos logísticos. Em Santa Catarina, o mercado está travado devido ao descompasso entre os preços pedidos pelos produtores e as ofertas das indústrias.
O Paraná mostra clima favorável à colheita da primeira safra, mas o mercado ainda apresenta baixa fluidez, enquanto no Mato Grosso do Sul, as cotações variam significativamente, acompanhada por um avanço lento na semeadura da segunda safra devido às chuvas irregulares.
Mercado Futuro do Milho
Após o feriado, o mercado de milho apresentou poucas movimentações tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3, com os investidores aguardando novas projeções do USDA. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros se mantiveram próximos da estabilidade. O analista Vlamir Brandalizze ressalta que o milho continua sólido no mercado, sustentado pela crescente demanda global por biocombustíveis e exportações norte-americanas.
Internamente, os preços futuros na B3 também se mantiveram estáveis, refletindo a lentidão nas negociações e a percepção de escassez pontual pelos produtores. Com o avanço gradual da colheita e oferta ao mercado, os analistas apontam um cenário de estabilidade nos preços no curto prazo.
Com o avanço da colheita e a oferta aumentando, o mercado de milho deve manter a estabilidade de preços até que o impacto da nova safra seja mais claro. Internacionalmente, o mercado deve reagir às definições do Fórum do USDA, enquanto no Brasil, a atenção permanecerá nas condições climáticas e evolução da colheita.

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.