
Os sinais de uma mudança significativa no ciclo da pecuária no Brasil começam a se manifestar, com indícios de que a tão esperada virada pode já estar em curso. O preço do boi gordo experimentou um aumento de quase 8% nos últimos 20 dias, alcançando R$ 344 por arroba, o valor mais alto registrado desde novembro de 2024.
A demanda robusta por carne bovina é um dos fatores preponderantes, evidenciada por um incremento de 29% nas exportações em janeiro. Esta demanda tem gerado margens de lucro acima da média histórica para os criadores de bezerros, incentivando a retenção de fêmeas férteis no campo.
Um elemento crucial para a sustentação desse aumento de preços foi a redução na oferta de animais disponíveis para o abate. O mês de janeiro registrou uma queda de 4,6% no abate de bovinos em frigoríficos com SIF comparado com o mesmo período do ano anterior, totalizando 2,3 milhões de cabeças. Isso representa uma retração de 5% frente a dezembro de 2025, de acordo com a consultoria Agrifatto.
Lygia Pimentel, CEO da Agrifatto, observa que as escalas de abate encurtaram de dez dias para um intervalo entre quatro e cinco dias, sugerindo um possível princípio de escassez de boi. Apesar de um crescimento de 11,2% no abate de fêmeas em dezembro de 2025, houve uma queda de 12,7% na comparação anual, indicando uma diminuição na intensidade do abate dessas fêmeas.
A virada no ciclo pecuário é um ponto de inflexão relevante para diversos atores da cadeia produtiva, desde pecuaristas até frigoríficos, além das indústrias veterinárias e de insumos. Em períodos de retenção de fêmeas, os preços do boi gordo tendem a subir, resultando em margens mais vantajosas para os criadores. Contudo, esse movimento também pressiona as margens dos frigoríficos devido ao custo mais elevado do gado.
As crescentes oportunidades de retenção de matrizes são, em grande parte, agravadas pela alta dos preços dos bezerros. Desde o ponto mais baixo registrado em julho de 2024, o preço do bezerro aumentou mais de 50%, como mostrado pelo Cepea, oferecendo ainda mais incentivos aos criadores para manter suas matrizes e gerar mais bezerros.
Maurício de Palma Nogueira, sócio-fundador da Athenagro, ressalta que o ágio do bezerro em relação ao boi gordo atingiu 27% em São Paulo, muito acima da média de 14% desde 2001, destacando a lucratividade acrescida dos criadores nos últimos meses.
As consequências dessa mudança no ciclo pecuário serão sentidas em toda a cadeia. Enquanto os preços e margens dos pecuaristas devem permanecer elevados, os frigoríficos enfrentam desafios devido à pressão dos preços do gado. A necessidade de adaptação e inovação se torna crucial para os players do setor mantê-lo competitivo e sustentável.

Resumo: A Bahia está promovendo uma articulação intersetorial para ampliar a citricultura, reunindo a Seagri, a Bahiainveste e as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR) e de Desenvolvimento Econômico (SDE) para debater diagnóstico técnico, abertura de novos mercados para a laranja e atração de investimentos privados. O objetivo é avançar na implantação de agroindústrias na região e fortalecer a cadeia citrícola por meio de cooperações com os territórios do Litoral Norte e do Recôncavo Baiano.

Produção de cervejas sem glúten disparou de 71 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, um crescimento de 417,68%. - Disponibilidade de produtos: 44.212 cervejas registradas e 56.170 marcas cadastradas. - Panorama regional: São Paulo lidera com 452 cervejarias; a região Sudeste responde por 47,2% do total. - Comércio exterior: as exportações atingiram US$ 218,3 milhões em 2025, alta de 6,9% ante 2024, enquanto o volume exportado caiu 5,1%, apontando maior valor agregado aos produtos. - Transformação do setor: apesar do ritmo de abertura de novas cervejarias ter desacelerado, o Brasil expandiu a presença no mercado internacional, registrando o maior valor de exportações já observado.

Produtores brasileiros de alho enfrentam a concorrência de importações baratas, principalmente da China e da Argentina, que pressionam o mercado interno. Segundo a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), as entradas de alho importado chegam abaixo do custo de produção nacional, agravando os prejuízos. Em resposta, os produtores vão pedir ao governo medidas para conter as importações. Como consequência, prevê-se uma queda de 21% na área plantada neste ano, atingindo 11 mil hectares.

A trajetória da cachaça de Paraty, nascida nos alambiques históricos que marcam o Caminho do Ouro da Estrada Real. Do período colonial, em que a bebida circulava como moeda, à resistência contemporânea, a produção local preserva saberes de fermentação e destilação moldados por um território onde serra encontra o mar.

Resumo: A Safra da Tainha de Florianópolis será marcada por ações culturais, religiosas e educativas que antecedem a abertura oficial, prevista para o dia 1° de maio. As atividades começam no domingo (26), com missa às 7h30 no Rancho Getúlio Manoel Inácio, no Campeche; na quinta-feira (30) ocorrem ações educativas para crianças, com material audiovisual e roda de conversa sobre os 200 anos da Igreja São Sebastião; na sexta-feira (1°) ocorre a abertura oficial com café comunitário. Ainda no mesmo dia, na Praia do Moçambique, o Rancho Parelha Atobá oferece celebrações, apresentações e café da tarde. A Safra deve se estender até o final de julho, com cotas de pesca por modalidade; a Rota da Tainha em Florianópolis abrange 26 praias, onde banheiros químicos serão instalados, iluminação reforçada e restrições a esportes aquáticos em áreas próximas aos ranchos. O subsecretário de pesca, Gabi Floripa, ressalta que a Safra envolve planejamento, respeito à natureza e organização comunitária. Em 2025, Florianópolis teve 51 embarcações licenciadas de emalhe, 500–600 pescadores e produção de cerca de 400 toneladas, com impacto econômico próximo de R$ 4 milhões; mais de 1 mil pessoas participaram do arrasto de praia entre 57 ranchos.